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O conceito de bucket list só por si já justificava a presença no Cave 45, na primeira aparição nacional dos norte-americanos Omen, activos entre 83 e 88, regressados em 96, mas acima de tudo, um dos expoentes do US Power Metal e com três trabalhos importantes à época.

A noite começou muito bem, com os excelentes Lÿzzard, ainda em promoção do seu disco de estreia no qual basearam o seu set: “Nightwatcher”, “Heavier Than Life”, “Savage”, “Yakuza”, “Fire”, “Queen Of Vengeance”, “Metalzone”e “Jawbreaker”. Este quinteto da Trofa é uma das revelações nacionais deste ano e comprovou-o em palco, mesmo que a versão de Judas Priest, a encerrar a actuação, tivesse manchado um pouco a folha. 

Em ascensão, moldando o estilo, estão os Wanderer, também eles praticando um Heavy Clássico, embora no caso deste quarteto, o som se aproxime mais do thrash que do power. “Warriors of Tomorrow”, “Dead or Alive”, “Dark Age”, “Will Of Steel”, “Freedom's Call”, “Under Her Spell” e “Way Of The Blade” foram os temas, com o concerto a tornar-se bem melhor a partir de “Freedom's Call”. Tal como com os Lÿzzard, o público esteve sempre do lado da banda, sendo até mais, face ao avançar do horário. 

Com duas bandas nacionais a marcarem pontos, os Omen tiveram tarefa mais complicada e percebeu-se que a idade não perdoa, com a banda a revelar-se mesmo um pouco cheesy, particularmente com o visual do vocalista Kevin Goocher. Mas prevaleceram os temas, desde logo com os três primeiros tirados do álbum de estreia, “Death Rider”, “The Axeman” e “Last Rites”; seguiu-se uma visita ao disco seguinte, com “Ruby Eyes (of the Serpent)”, e depois veio uma mistura de clássicos e temas mais recentes: “Hammer Damge”, “Dragon’s Breath”, “Warning Of Danger”, “Hell’s Gates”, “Termination”, “Teeth Of The Hydra” e “Battle Cry”, ficando “Die By The Blade” para o final, numa grande noite de Heavy Metal clássico!


Texto e fotografias por Emanuel Ferreira
Agradecimentos: Som Invicto