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Dia 2

O ritual negro com que os italianos Fides Inversa nos brindaram foi o ponto de partida para este segundo dia. Pintados a rigor e com um baterista “a fazer a vez” de vocalista, o grupo apresentou-nos uma actuação deveras competente, com uma sonoridade coesa capaz de agradar aos fãs de black metal presentes. A fechar, Wraath - vocalista de Darvaza - veio dar um ar de sua graça e emprestou a sua voz ao último tema. 

Cobalt foi o acto que se seguiu.Donos de um som grave e pesado, contrastado com vários elementos mais groove e de rock n’ roll, complementados por uma voz gritante e uma postura mais teatral/dançante,a banda encantou os presentes que não são apenas mais uma banda de black metal. Com “Slow Forever”a servir de mote para o concerto -sendo este o mais recente trabalho da banda, datado do ano passado - Cobalt deram uma actuação respeitável  e simultaneamente um pouco peculiar,enchendo as medidas a muitos. 

Após um longo período de hiatus, os Goldenpyre (a banda da casa) reuniram-se para um concerto muito especial, em celebração dos 20 anos do festival! Com um ambiente mais descontraído e entre amigos, estes mostraram encontrar-se em boa forma, tendo inclusive convidado antigos elementos da banda para participarem no espectáculo. Embora tenham voltado a dar sinais de vida, inclusive com a edição do álbum “In Eminent Disgrace”, este concerto foi algo de exclusivo e único - um momento para mais tarde recordar. 

Dead Congregation entraram com força, mas depressa perderam o poderio. Uma banda que, apesar da sua extrema qualidade técnica, falhou em agarrar por completo os presentes. 
Pouco comunicativos e muito mecânicos, o concerto depressa perdeu o interesse. Destaque para o detalhe que complementou a cénica monótona em palco - uma bíblia a arder (posta lá por algum entusiasta) que acabou por ser foco de atenção e de alguns comentários humorísticos no seio do público,  especialmente após ter sido usada como lume  para os fumadores. 

Darvaza foi blasfémia, ódio e negrume. Embora jovem esta  banda já vem cravada de uma irreverência que encarna bastante bem o espírito saudosista do black metal dos anos 90. O vocalista - uma persona que encabeça claramente o espírito da música em si - mostrou o seu desagrado com bastante veemência quando um elemento no público lhe tentou oferecer uma cerveja. Com apenas dois EPs, a sonoridade da banda é já bem definida, reflectindo-se claramente na sua prestação ao vivo. Um excelente concerto de black metal vindo de uma banda a seguir com atenção. 

Depois de momentos musicalmente mais violentos e extremos, chegou o momento de voltarmos às origens com os Venom Inc. Com muita dinâmica e à-vontade em palco, estes grandes senhores brindaram-nos com algumas das músicas mais clássicas da banda – que por sua vez foram pioneiras de diversos géneros. O público estava ao rubro e a prestação da banda foi irrepreensível. Músicas como “Black Metal” (que foi entoada em uníssono), “Sons Of Satan” ou “Countess Bathory” (a fechar) fizeram as delícias dos presentes. Provavelmente um dos momentos musicais mais grandiosos da noite.

Nashgul, que tiveram a ingrata tarefa de suceder a Venom Inc., revelaram-se uma das grandes surpresas da noite. Com uma sonoridade dentro do grindcore mais old school, a banda espanhola deu ares de sua graça e brindou-nos com uma descarga de brutalidade que não deixou ninguém indiferente. O público agradeceu e abriu um dos maiores mosh pits do dia, aliado a momentos intensos de stage diving. A setlist, essa, incidiu maioritariamente em temas do mais recente álbum da banda - “Cárcava”. Um concerto refrescante e bruto que deu a conhecer mais uma excelente banda. 

Oranssi Pazuzu, proporcionaram-nos o momento psicadélico do dia, originando um concerto que veio arrefecer os ânimos, levando a alguma dispersão da plateia. Os temas de “Värähtelijä” , o registo lançado o ano passado, serviram de peça principal na setlist apresentada. Embora possuindo qualidade e momentos hipnotizantes, o concerto acabou por deixar um pouco a desejar, sendo que som não foi dos melhores, factor que acabou por interferir na forma como se assimilou e apreciou a actuação do grupo.

O concerto de Grog foi uma descarga de brutalidade por parte de um dos nomes mais sonantes e dignos de respeito do underground nacional. Com “Ablutionary Rituals” lançado de fresco, o quarteto mostrou que o palco é o seu habitat natural e que estão no topo da sua forma. A sinergia que se criou era contagiante, e o palco LOUD! Dungeon pareceu pequeno perante tamanho cenário, sendo que a plateia estava ao rubro, havendo stage diving e mosh do início ao fim, embora alguns membros da plateia já acusassem algum cansaço. No final, ficamos com a ideia de uma actuação irrepreensível e digna por parte destes músicos icónicos da cena nacional!

A encerrar as hostilidades da noite, os britânicos Extreme Noise Terror destilaram violência sonora, bem ao estilo punk/crust. Uma banda que enche as medidas a todos os adeptos de estilos mais extremos e violentos, tal como se reflectiu dada a recepção que tiveram por parte do público presente. Com uma setlist variada, que abrangeu uma boa parte dos seus lançamentos, contaram ainda com um convidado especial - Ricardo Silva (Holocausto Canibal), que se juntou à banda em palco para dar voz a “RapingTheEarth”,um dos seus temas mais conhecidos. Um concerto que cumpriu com as expectativas e ajudou a aquecer uma noite que se fazia sentir fria.

Cá fora, na SWR Arena, a tarde pertenceu aos Vircator e My Master The Sun, ambos sob a curadoria da Raging Planet. Dois projectos nacionais de valor, cuja sonoridade acaba por fugir um pouco ao que é habitual num meio mais extremo, embora tenha funcionado bem no contexto do festival. Os Legacy Of Brutality incendiaram a arena com o seu brutal death metal, enquanto lá dentro tocavam os Cobalt. A fechar, o punk sujinho e miserável dos sempre irreverentes Systemic Violence, cuja actuação pujada de ódio e a roçar o insultuoso não é recomendável a egos sensíveis. Por fim, Alcoholocaust a fazerem jus ao seu nome, dando um concerto digno do degredo alcoólico que se fazia sentir no ar àquelas horas da madrugada!

Dia 3

Neste último dia, a  abertura dos palcos principais ficou a cargo dos thrashers suecos Warfect. Com o recinto ainda a meia-chama, o grupo ainda tentou puxar pelo público, ainda que sem grande sucesso. Com “Scavengers” (o seu mais recente trabalho),a servir de mote para o concerto, a actuação, embora tenha cumprindo com o esperado, ficou longe de memorável- um começo morno. 

Foi necessário os veteranos Avulsed entrarem em cena para os ânimos aquecerem, sendo que  descarga de brutalidade deste concerto foi um dos muitos pontos altos do dia. Uma postura e técnica irrepreensíveis combinadas com um ambiente de destruição e energia na plateia foram os ingredientes para um espectáculo de alta qualidade. A terminar, o vocalista pediu uma wall of death ao som do tema “Gorespattered Suicide”, um pedido ao qual o público acedeu com muito gosto. 

O crust/hardcore de Gust veio em seguida -um concerto morno que não foi capaz de prender a atenção do público, apesar do esforço honesto da banda. Ainda chegou a haver algum movimento, no entanto, a interacção com o público foi fraca e o concerto acabou por não convencer. 

Nader Sadek, projecto do artista com o mesmo nome,  brindaram-nos com um death metal encorpado e com toques de misticismo. Debaixo de luzes quentes e uma névoa de fumo, com uma caracterização de palco que lembrava uma floresta, este colectivo de músicos de topo encantou por completo, sendo que, no final, o concerto acabou por parecer demasiado curto. Para quem não conhecia e viu o concerto, de certeza que encontrou aqui um excelente projecto a seguir. 

Os grandes senhores do black metal nacional Corpus Christii mostraram uma vez mais o porquê de serem “A” banda de referência no género em Portugal. Uma actuação ao mais alto nível, como só eles sabem, sob a luz das velas e fumo a completar o cenário. Uma presença monstruosa em palco, oferecendo-nos uma setlist completa com alguns temas clássicos tais como “Rape, Torture & Death” e “Jesus Cunt Lickers”, findando o concerto com a  incontornável “All Hail...(Master Satan)” ecoada entusiasticamente pelo público.

A regressarem pela quarta vez àquele que é um dos seus festivais de eleição, os britânicos Akercocke deram um espectáculo digno de ser apreciado. 
Dotados de uma imensa perfeição técnica, a sua habitual irreverência deixou o  público presente completamente rendido à sua sonoridade única, por sua vez composta por elementos de peso e brutalidade envoltos harmoniosamente em melodias e um certo groove quase dançável. A setlist percorreu um pouco de todos os álbuns da banda, com especial destaque para a música “Verdelet” - uma fan favourite - e “Disappear”, um tema recente que fará parte do novo álbum, a editar este Verão. Sem dúvida alguma um dos melhores – e memoráveis – concertos desta edição do festival!

Em seguida foi a vez dos suecos The Arson Project subirem ao palco. Com uma sonoridade mais virada para o grindcore, a banda trouxe-nos “Disgust”, o seu álbum de estreia, que ainda conseguiu criar alguma movimentação (ou destruição) entre o público que não aproveitou para ir jantar e/ou guardar um lugar em frente ao outro palco tendo o concerto de Mayhem em mente. Embora agradável, os The Arson Project não trouxeram nada de novo ou digno de recordar.

Após um período de antecipação que pareceu demasiado longo, os primeiros acordes de Mayhem fizeram-se ecoar, anunciando a sua entrada em palco. “Funeral Fog”, soando ainda mais negra e arrepiante que o habitual, envolveu-se bem no cenário de fundo. Trajado a rigor, com vestes compridas e um crucifixo, a poderosa voz de Atilla soou rasgante, perante uma plateia a rebentar pelas costuras, naquela que foi, certamente, uma das maiores enchentes do festival inteiro. Uma missa negra e blasfema, com uma qualidade exímia, cuja musicalidade completamente hipnotizante se entranhou e nos levou aos recônditos  mais escuros da nossa psique. Um concerto que perdurará  na memória dos presentes – bem como na história de grandes momentos deste festival.

Lich King deram-nos uma lição à boa maneira do thrash old school. Com o público ainda num estado de transe pós-Mayhem, os riffs furiosos deste quinteto norte americano foram uma fórmula para um despertar rápido. Estes trouxeram consigo o mais recente registo, “The Omniclasm”, tendo demonstrado uma excelente dinâmica em palco. Muito comunicativos,deram um concerto que encheu as medidas a todos os fãs de thrash presentes. O público reagiu da melhor forma e a sinergia entre ambos foi incrível, tendo havido movimentações na plateia,complementadas com mosh e stage diving, durante todo o concerto. A fechar, uma pequena invasão de palco -  incentivada pela banda.

Falando novamente em pontos altos: a fechar, e em clima de festa, chegaram os Steel Harmonics – a Banda Nova de Barroselas, que nos brindou com alguns dos maiores clássicos do metal, passando por Black Sabbath, Metallica, Slayer, Iron Maiden ou até mesmo os nacionais Moonspell, tocados por instrumentos de orquestra, que por sua vez fizeram as delícias dos presentes. A receção foi apoteótica, tendo o público acompanhado os hinos escolhidos pela banda com as suas vozes em uníssono. A banda estava claramente divertida e empenhada na tarefa, proporcionando final único e memorável, como apenas um festival como o SWR Barroselas Metalfest nos sabe oferecer. 


Cá fora, tal como nos dias anteriores, também houve muita animação. A tarde começou com os espanhóis Bulto e o seu rock n’roll mais catchy. Seguiram-se os nacionais Stone Dead com uma sonoridade mais virada para o stoner,detentores de um groove fantástico que nunca desilude. Na mesma hora que Nader Sadek tocavam num dos palcos principais, o black metal obscuro dos espanhóis Marthyrium reuniu uma respeitável legião de seguidores num concerto de grande qualidade. Os brasileiros Test, após o término do último concerto nos palcos principais, improvisaram um palco e deram um show de grind no espaço da entrada na tenda dos dois palcos. Seguidamente,  marcha do fogo, feita peregrinação, culminou com a queima da espada que se encontrava fora do recinto a decorar a entrada do mesmo, enquanto se cantava os parabéns ao festival pelo seu vigésimo aniversário. Já a noite ia alta quando os Vai-Te Foder entraram em cena na SWR Arena para um concerto de muito degredo e pancadaria, onde apresentaram “Poço”, o seu mais recente trabalho.

E como nem só de música se faz um festival, há que destacar o ambiente de festa e o espírito de camaradagem que se viveu durante estes três dias - um festival cujo ambiente único lhe tem garantido uma mística especial e uma legião de seguidores acérrimos todos os anos, tendo atingido já a impressionante marca das vinte edições! A festa já tem data marcada para o próximo ano, sendo que o festival regressa em força nos dias 27 a 29 de abril - até lá!


Texto e fotografias por Rita Limede
Agradecimentos: SWR Inc.