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A uma semana da edição do disco de estreia “Lilith” e do concerto de apresentação no Sabotage Club em Lisboa, a Metal Imperium sentou-se à mesa com Vasco Duarte, guitarrista e vocalista dos LÂMINA, para falar sobre a banda, o disco e o panorama musical em geral.

M.I. – Bom dia, Vasco. A primeira pergunta acaba por ser óbvia: Em traços gerais, para quem nunca ouviu falar de LÂMINA, como definirias este projecto?

O projecto LÂMINA pode ser algo completamente diferente, consoante perguntes a cada um dos elementos da banda. Para mim, em traços gerais, é um projecto baseado em Doom, Metal e Psicadélico, com algumas aproximações, apoiadas nas letras do Filipe Homem Fonseca, ao satanismo dos anos 70. Além destas três vertentes mais sonoras, LÂMINA para mim é a liberdade de fazer o que bem entender.


M.I. – A primeira vez que vos vi ao vivo foi no Palco Secundário do Reverence Valada Festival de 2015, e a vossa actuação surpreendeu-me por variadas razões: logo a primeira porque não estava à espera de te ver como frontman de uma banda num festival com um som tão característico como aquele, sendo a figura pública que és e os projectos em que estiveste envolvido…

Daí o ter falado antes da liberdade que tenho…


M.I. – Outra das razões da minha surpresa foi o som da banda. Lembro-me da tua presença em Kalashnikov, banda com um som rápido e agressivo, e ali sai um doom pesado como há muito tempo não ouvia numa banda nacional, com grande aproximação ao stoner, se bem que hoje a fronteira entre os dois estilos é muito ténue. Como é para ti a experiência de Lâmina em placo?

No caso particular do Reverence Valada, acaba por ser um festival mais familiar, orientado para uma comunidade que gosta mesmo daquele tipo de musica. Nesse âmbito é um festival diferente. Para mim é sempre igual, embora prefira sempre tocar para mais pessoas, pois estás ali a mostrar a tua obra. Mas neste projecto eu quase não falo com o publico. O que gosto em Lamina é causar uma viagem e é também o que estamos a ter ao tocar. Para mim isso é mais importante do que ver muita gente na plateia, sou um bocado desprendido em termos de ego.


M.I. – Como planeiam a actuação ao vivo? Há um percurso idealizado, quase como um álbum conceptual, ou é uma viagem que não tem necessariamente que ter o mesmo encadeamento de músicas de palco para palco?

Primeiro, a liberdade que existe numa banda psicadélica é cada um ouvir de uma maneira diferente, ter a sua percepção, as suas imagens. A única coisa que Lâmina pode fazer é estabelecer os parâmetros dessa viagem, a duração, o que vamos meter no meio das musicas. Para nós faz sentido colocar samples no meio das músicas, não haver pausas de som. Não é que esteja a criticar quem o faz, eu é que não tenho nada a dizer e queremos é dar às pessoas uma viagem de som e imagem. Por isso temos projeção vídeo e é essa mistura que é para mim o projecto, não só uma parte musical. Nesse aspecto, em tudo aquilo que faço (musica, teatro), eu gosto que cada pessoa veja e tire as suas conclusões. E compreendo que uma pessoa que oiça uma música de sete minutos, e que num concerto pode esticar para dez, se está mais habituada e goste mais desse universo, vai  entrar melhor nessa viagem do que outra pessoa que não gosta. Curiosamente, eu tenho amigos que não estão nada ligados ao doom ou ao stoner, que ouviram e experimentaram uma viagem negra. Isso é que nos move, que as pessoas, sejam 10 ou mil, estejam em comunhão. E por isso, para mim, é impensável acabar uma musica e anunciar a próxima... O nosso conceito não é esse.


M.I. – Mencionaste que Lâmina permite grande liberdade aos músicos e uma musica de 6 ou 7 minutos pode ser esticada, por haver esse empenho, essa viagem e o gozo de estarem a tocar. Haverá o “perigo” de transformar a música quase numa jam session ao vivo?

Também  mas esse perigo está sempre eminente! Eu posso dar o exemplo de quando fomos ao Sonic Blast Moledo e fizemos quase uma hora com apenas três músicas. Por um lado pode ser negativo por poder parecer que estamos ali só pelo auto-prazer, mas por outro o lado positivo é que quem vai ler esta entrevista vai perceber que um concerto de Lâmina vai ser sempre diferente, pese embora nenhum de nós vir do jazz, e mesmo quando prolongamos nunca é demasiado.


M.I. – Depende da viagem,...

Claramente!! Se eu vir que o público está a viajar pela nossa paisagem sonora, não vou interromper bruscamente.


M.I. – Enquanto banda existem desde 2013. Porquê só agora o primeiro disco? Foi preciso ir “afiando o gume” da Lâmina para que saísse tudo bem no disco?

Várias  razões. A primeira foi a decisão de quem é que nos ia gravar. A segunda compor as musicas e ver como as gravar. A terceira e mais importante foi que no processo de gravação aconteceram diversas situações pessoais a vários elementos e que foram um azar dos diabos. O processo foi sendo atrasado até que tivemos de quase “acordar para a vida”, e assim que cada um resolveu tudo arrancámos. E depois disso foi um processo muito rápido. Conclusão, por um lado foi mau ter demorado tanto tempo mas por outro lado esse tempo deu para um processo de maturidade das músicas e da produção.


M.I. – Esse tempo que demorou para entrar em estúdio não acaba por alterar muito o som que existe nas maquetes originais, e que depois muda bastante o produto final?

Todos os músicos compositores que conheço, e por falar em maquetes, apaioxonam-se pela obra que criaram e ficam apegados. Tem de vir alguém de fora, neste caso o produtor, e o (Fernando) Matias foi fundamental nisso, retirar ou alterar partes, e o compositor acaba por levar um primeiro choque, quase como quererem “mexer no menino dele”. Esse processo para nos foi complicado não tanto na mudança mas sim como iria ficar o produto final, depois de termos ficado apaixonados pelas músicas. Há sempre a dúvida no ar: Será que a gravar fica assim? Dissemos sempre ao Matias que a nossa grande finalidade era fazer no disco como a banda soa ao vivo, e deixar passar alguns erros. Isso faz parte!! Algo que nunca gostei na musica pesada, e peço perdão por o dizer, é ser tudo muito processado e depois soa tudo a nu-metal, coisa que não gosto. O que eu gosto em Lâmina e noutras bandas como Asimov ou The Quartet of Woah, é o erro, a cadência às vezes não ser sempre a mesma, mas é isso a que soa a música verdadeira.


M.I. – É assumir que há falha...

A falha faz parte da estética musical. O erro tem alma, como muito bem diz o João (dos Asimov, presente na entrevista). Se eu fosse gravar um álbum que fosse tudo certinho já não era Lâmina.


M.I. – Falaste do papel do Fernando Matias no processo. Muitas pessoas erradamente olham para o produtor como a pessoa que vai apagar certas coisas que estão erradas, acertar o som...

Só se for um mau produtor, daqueles que olha para o relógio. Um produtor é quase como um musico, que nos guia e dá outras perspectivas. Quase como um guru!!


M.I. – Achas que seria mais complicado se o produtor não estivesse no mesmo meio musical que vocês, por exemplo? Seria mais difícil de compreender o som Lâmina?

Essa é uma pergunta difícil de responder! Em qualquer tipo de arte é bom entregar a tua obra a alguém que não seja desse meio. Mas neste caso sim. Foi sempre a pessoa indicada que tínhamos pensado e recordo uma historia engraçada: o Rui Guerra de The Quartet of Woah, que é um grande amigo da banda, virou-se para mim quando estávamos a falar sobre gravar e disse-me que se não o entregasse ao Matias que me matava. Acho que foi uma escolha óbvia.


M.I. – Quando é falada na imprensa, há aquele chavão que Lâmina tem o “corpo stoner e a alma doom”. O doom de hoje é muito diferente do seu início. Como viste a evolução do género, e o ascender do stoner rock?

Às vezes aborrece-me o metal sempre a olhar para a perfeição. O stoner é esse abrir do psicadélico. Eu oiço muito os Electric Wizzard, Uncle Acid. O que eu tento pôr em termos vocais é tudo aquilo que eu sempre fui, um cantor soul ou de blues. Além disso tento só meter letra e voz onde eu acho que deve ter. Há músicas em que só há letra numa parte muito pequena, o resto é instrumental. Quanto à evolução, eu acho que o doom e o stoner é como todo o estilo musical. Ou partimos para imitação total do que existe ou temos um pensamento e uma vontade de inovar, tentar meter uma singularidade no que fazemos. E a singularidade é teres a tua alma em cada projeto. Eu sinto essa singularidade em Lâmina. Eu acho que o movimento stoner  tem imensas bandas a fazer coisas muito parecidas, mas também tem o metal e o pop. Pessoalmente gosto muito da evolução do stoner em tentar ir buscar o som mais antigo, mais puro.


M.I. – Falaste de colocar letras só onde faz sentido. Como é o vosso processo criativo?

Temos variadas maneiras. Existem temas que podem começar com uma ideia, uma melodia de voz, mas a maioria dos temas foram feitas pela união musical de várias viagens, que depois de uma jam session, tem uma triagem. Depois começa a surgir o espaço para a letra. No meu caso, eu penso sempre a música pela música. Se não tiver de incluir voz acontece assim, se for só um grito é só isso. É ver o que a música precisa.


M.I. – A escolha do nome “Lilith”, um demónio feminino, uma criatura da noite, para designar o disco como surgiu? Achas que a música também é isso, uma criatura da noite?

Eu acho que, visto pelo prisma religioso, a nossa música tem sempre de ser uma provocação. E se não é não está no movimento Rock’n’Roll. Vai tudo dar ao prazer, e se existe prazer existe pecado em termos religiosos! A “Lilith”, enquanto personagem, acaba por ser um fetiche do Sérgio Costa (guitarrista) e do Filipe Homem Fonseca, os grandes criadores de todo o conceito e mensagem de Lâmina, bem mais que eu. Mas tu tocaste num ponto que acho que é fundamental, a nossa música tem que ser sempre uma provocação.


M.I. – Daí também a estética do vídeo de estreia, “In The Warmth of Lilith”?

É uma estética muito Anos 70, a floresta, o branco tingido de sangue. Tem a ver com o conceito saído da mente genial do Filipe Homem Fonseca! Toda a imagem do vídeo, o conceito e a beleza da Catarina (baterista), fez o que eu ache que é um video extraordinário, e que nos vai dar graves problemas, pois a bitola está alta.


M.I. – O disco sai dia 2 de Junho com selo da Raging Planet. Como entra a editora no processo?

De uma maneira muito natural. O (Daniel) Makosh é amigo de todos nós e estamos todos ligados à editora. Muito antes já ele estava a querer conversar. Entendemo-nos mutuamente. Triste era se não estivéssemos com eles.


M.I. – Dia 3 de Junho, no concerto de apresentação do disco no Sabotage Club, o que podemos esperar?

Tudo aquilo que fui mencionando. A tal viagem, se tudo correr bem, sem percalços. Imagem aliada à musica. Espero ter uma viagem muito grande e que quem está à minha frente tenha a sua própria, e no final possamos partilhar as experiências. Nesse sentido, que seja uma festa muito grande, o culminar de alguns anos desde o início da banda até à saída do disco. Há muito para contar e celebrar.


M.I. – Depois da apresentação, já há planos?

Sim, dia 17 vamos tocar em Santarém e dia 21 no WoodRock Festival (Praia de Quiaios – Figueira da Foz) e há muita vontade de trabalhar e marcar mais datas. Somos uma banda para tocar ao vivo e espero que as pessoas gostem do álbum e possamos marcar mais coisas, aqui e lá fora!!


M.I. – Uma última mensagem para os leitores da Metal Imperium...

Sejam felizes, tenham saúde e se puderem, no dia 3, estejam no Sabotage, porque vai ser bonito. Se não conseguirem, tentem encontrar o disco, oiçam e tenham a liberdade de acharem aquilo que quiserem!!

Entrevista por Vasco Rodrigues