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Formados em 2010, os parisienses Necroblood brindaram-nos, finalmente, com o seu álbum de estreia adequadamente intitulado “Collapse of the Human Race”.

O álbum começa com uma intro super cliché, uma sample de alguma espécie de missa satânica, tão edgy que é difícil levá-la a sério, mas após esta música recebemos por volta de 40 minutos de War Metal devastador e irreverente.

War Metal não é um género conhecido pela sua variedade ou pelo seu uso extenso de elementos progressivos, é mais um género preocupado em atingir níveis gradualmente mais desumanos e extremos e, como tal, poucas bandas são capazes de inovar dentro deste microgénero híbrido daquilo que é mais extremo nos reinos de Death e Black Metal e os Necroblood não fogem à regra.

No entanto, mesmo que não atingem níveis tão avassaladores como os australianos Diocletian ou os Damaar, os franceses presenteiam, com este album, qualquer fã devoto de War Metal devastador e blasfemo.

O seu estilo pode ser descrito com uma mistura das sonoridades dos dois grandes focos o War Metal mundial. Os Necroblood pegam nos riffs destruidores mas um quanto catchy característicos de bandas pioneiras do War Metal finlandês como Archgoat ou Beherit (na sua era de demos), complementando com a distorção e agressão de bandas canadianas como Revenge, Conqueror ou até mesmo os fundadores, Blasphemy.

A fórmula é simples, um baixo com a distorção no máximo que faz tremer a terra, guitarras apocalípticas criando riffs avassaladores repletos das típicas build ups e mudanças de tempo dramáticas, que são apenas contrabalançados por ocasionais leads sinistras mas pseudo melódicas e uma prestação barbárica atrás do kit de bateria. 

Por fim, com tudo o que já foi dito, este é um álbum linear, tal como era esperado, sem qualquer “surpresa” e que não será certamente muito revisitado no futuro, mas que poderá saciar por uns tempos os fãs sedentos pelo género mais selvagem do Metal Extremo, juntando –se ao catálogo de culto de lançamentos de War Metal de qualidade deste ano, que conta já com os débuts dos Perverted Ceremony e Weregoat ou os EP’s dos Ululatum Tollunt e dos nacionais, Satanize.

Nota: 7.7/10

Review por Filipe Mendes