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À quinta edição, o Silveira Rock Fest cimenta a sua posição no panorama dos festivais independentes de um dia. Casa cheia, boas bandas, entrada grátis... um excelente trabalho da equipa liderada pelo Ricardo Matos, e que vem sendo recompensado com cada vez mais público, que já sabe de olhos fechados o caminho até ao Casal da Silveira, em Famões (Odivelas). A edição de 2017 voltou a primar pela excelente qualidade das bandas presentes, mas também pela versatilidade dos estilos musicais escolhidos.

A sede do CDR “Os Silveirenses” ia já mostrando uma interessante moldura humana, espalhada pelo bar e pelo mercado (cada vez maior e mais interessante) quando, pelas 17h30 em ponto, soam os primeiros acordes dos Okkultist. Vindos de Cascais, a banda de death metal liderada pela carismática Beatriz Mariano apresentava na Silveira o fresquíssimo EP auto-intitulado e, numa nuvem de fumo espesso colorido pelo vermelho das luzes arrancou com “BYOC – Bring Your Own Crucifix”, logo seguido por “Ich Bin Die Schwarzeste Seele” (Eu Sou a Alma Mais Negra, para quem não entende alemão). Sem comunicar com o público, bem ao estilo de bandas old school de death metal, a jovem banda quer é debitar o seu som brutal apoiado na secção rítmica do baixo de Rui Luís e do enorme trabalho do Ivo Salgado na bateria, que criam o cenário ideal para os riffs do Moisés Filho e do Leander Sandmeier, que prendem o público numa muralha sonora na qual somos depois socados pela pujança vocal da Beatriz.


Após breve pausa para respirar, e um intro onde vozes gritam num apelo lancinante, segue-se “Sacred Brutality” e “Doomed Solitude” a uma velocidade vertiginosa, com a banda envolta numa enorme névoa cor de sangue, guardando o final para uns apoteóticos “Killing” e “I Spit On Your Grave”. A cada concerto que passa nota-se uma enorme evolução na prestação da banda, que vai passar o resto de 2017 a mostrar de norte a sul o EP. 

Vamos com certeza ainda ouvir falar muito deles!!

Mudança de banda e mudança radical de estilo! Aos primeiros acordes dos Stone Cold Lips somos levados imediatamente ao Rancho De La Luna, os famosos estúdios no meio do deserto que cerca Palm Springs na Califórnia, onde o stoner rock é tratado nas palminhas por David Catching, e onde passaram bandas como Kyuss, QOTSA e até os Arctic Monkeys.

“Great Vengeance and Furious Anger” mostra uma banda de puro rock’n’roll musculado agora renovada com a inclusão do Marco Resende (ex-Low Torque), que veio substituir a Susana Ayash, e do baterista Pedro Gonçalves. “Vicious” e “Stay Down” mostram uma banda bastante coesa, com um perfeito entendimento entre os membros originais da banda, o baixista Samuel Rebelo e o guitarrista Manuel Portugal. “Eat Dust” e “Drowning” fizeram muita gente na plateia bater o pé e ficou a sensação de que a banda deixou a Silveira com muitos mais adeptos dos que já tinha. “Feel The Highway” encerrou o set da banda, imediatamente antes de uma excente cover de “Hell On Wheels” dos Fu Manchu, integrante do álbum “King of the Road”, disco curiosamente gravado nos antigos Monkey Studios de Palm Springs, de onde saiu também o primeiro de QOTSA.

Da margem sul do Rio Douro chegaram os Blame Zeus, liderados pela Sandra Oliveira, uma banda que já dispensa apresentações no panorama alt-metal, face aos 7 anos de carreira e de críticas muito favoráveis em relação à sua sonoridade.

O colectivo de Vila Nova de Gaia tem andado ocupado na promoção do mais recente álbum, “Theory of Perception”, o segundo da banda, e a paragem na Silveira foi mais uma hipótese de ver ao vivo esta excelente banda. Da mesma forma que abre o disco, “Slaughter House” iniciou também a prestação dos Blame Zeus e mostra imediatamente aquilo que vêm mostrar: poderosos riffs, um baixo omnipresente e uma bateria crua aliada à voz melódica da Sandra. “Clocks” faz uma primeira incursão ao material gravado em “Identity”, o disco de estreia dos Blame Zeus, editado em 2014 depois de uma frutuosa campanha de crowdfunding, seguido das novas “Speachless” e “The Moth”. Com a banda visivelmente agradada pela resposta de um público que já enchia por completo a sala de “Os Silveirenses”, segue-se o primeiro single de sempre da banda, a faixa “Accept”, seguido por “Incarnate” e o excelente “The Devil”, antes da velhinha “Shoot Them Down”. “ID” e “Miles” mostram uma banda amadurecida neste novo material, segura de si em palco, encerrando a sua prestação em Famões com o clássico “The Apprentice”, o segundo single retirado de “Identity”, e talvez a música mais emblemática da banda. Uma prestação balançada entre os dois discos de originais, sem falhas e com a segurança de quem sabe bem o que faz. E isso ficou bem patente quando o apelo do público presente faz a banda apresentar “Undercover”, faixa inédita em disco.

A noite já tinha caído há algumas horas quando os Sacred Sin tomaram o seu lugar em palco. O power trio composto por José Costa, Marcelo Costa e “Andrecadente” foi recebido em êxtase por uma plateia sedenta do habitual mosh-pit e a banda lisboeta não se fez rogada. A actuação de uma das instituições do death metal nacional percorreu a carreira discográfica da banda, de “Darkside” de 1992 ao novo “Grotesque Destructo Art”, num desfilar de clássicos como “A Monastery in Darkness”, “The Shades Behind”, um fabuloso “Eye M God” com enorme solo de bateria pelo meio, “In The Veins of Rotting Flesh” e a presença em palco do guitarrista fundador Tó Pica - “um membro efectivo da banda mesmo quando não está na banda”, como disse José Costa -, para os mega-clássicos “The Chapel of the Lost Souls” e o inevitável hino “Darkside”. 

Do novo material destaque para “Hatred Inside” e “Morbid”, a mostrar que podem ainda contar com os Sacred Sin para o que der e vier!!

O black metal não podia deixar de marcar presença em mais um Silveira Rock Fest, e nada melhor que os lendários Decayed para encerrar em beleza a quinta edição do evento. “Son of Satan” abre imediatamente as hostilidades, gerando um corropio na sala que não mais parou durante a hora e picos de concerto da banda que leva já uns extraordinários 27 anos de carreira, com mais de uma dezena de discos editados. Com tamanha discografia é tarefa árdua para Vulturius, J.A. e G.R. – o line-up da banda da linha de Cascais para 2017 – escolher as melhores faixas para representar adequadamente a banda. “From Beyond The Grave”, “Hellwitch”, “Cravado na Cruz” e “Martelo do Inferno” desfilaram com a força de animais possessos, a anteceder o clássico “Spikes, Leather, Bullets”. Ainda houve tempo para a apresentação de uma novidade, a faixa “Ritos de Iniciação”, que foi dedicada à vila de Sintra, e que sairá num split-single com os Desaster. “Darkness Falls” antecedeu dois clássicos habituais para quem vê Decayed ao vivo: “Drums Of Valhalla” e “Fuck Your God”, antes de um encore bastante pedido pelo público, que a banda presenteou com “Onslaught The Holy Flock”, faixa que abre o album “The Black Metal Flame” de 2008.
Para o ano há mais!!!!

Texto e fotografias por Vasco Rodrigues
Agradecimentos: Silveira Rock Fest