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Entrevista aos F.K.Ü



Os Freddy Krueger's Ünderwear, também conhecidos como F.K.Ü, lançaram recentemente o seu último álbum "1981" que é mais do estilo Crossover Thrash. A Metal Imperium falou com a banda para descobrir mais detalhes...


M.I. - Tenho a certeza de que muitos dos nossos leitores não sabem que F.K.Ü significa Freddy Krueger’s Ünderwear. Como se lembraram desse nome para a banda?

Quando começamos a banda em 1987, a nossa segunda grande influência, além dos filmes de terror, foi a cena do crossover thrash de bandas como Crumbsuckers, Carnivore, Wehrmacht, Mucky Pup, D.R.I. etc. E entre eles uma banda particularmente, a banda S.O.D... Uma vez que eles tinham uma música no álbum "Speak English or Die" chamada “Freddy Krueger”, isso e o nosso desejo de ter um nome com uma abreviatura com três letras, assim como D.R.I. fomos para o F.K.Ü. também conhecido como Freddy Krueger’s Ünderwear. Adicionamos o trema ao U apenas para torná-lo mais metal. O nosso primeiro logotipo era um par de boxers com os dedos-de-faca do Freddy .


M.I. – Estão a promover o vosso álbum mais recente, intitulado "1981", o que é estranho, porque pela primeira vez não usaram a palavra Mosh no título do álbum...

Sentimos que, depois de lançar quatro álbuns connosco na capa e com a palavra Mosh no título, queríamos fazer algo diferente. Então, pode dizer-se que os nossos primeiros quatro álbuns foram da era Mosh e agora estamos a avançar para a próxima era. Mas é claro que ainda encorajaremos as pessoas a fazer mosh nos nossos concertos, pois isso é praticamente a nossa missão: espalhar o horror e o metal.


M.I. – “1981” é inspirado em filmes de terror dos anos 80, que vocês nunca negaram ser uma das vossas maiores influências. Mas porquê 1981 em particular?

1981 foi um ano realmente produtivo no que toca a filmes de terror, e especialmente no género slasher. As músicas incluídas no álbum estão definitivamente entre as nossas favoritas, mas há muitas que foram deixadas de fora, pois queríamos fazer um álbum relativamente curto e intenso. Títulos como Happy Birthday To Me, Bloody Birthday, Bloody Moon, Cannibal Ferox, Final Exam, Graduation Day etc, etc, poderiam ter sido incluídas caso quiséssemos lançar um álbum duplo. Mas desde que decidimos, numa fase inicial que queríamos fazer um álbum curto e intenso, precisávamos de ser extremamente selectivos na escolha dos temas que iriam fazer parte do álbum.


M.I. - É realmente interessante que todas as faixas tenham nomes de filmes de terror, alguns mais famosos do que outros. Quais foram os critérios para escolher estes e não outros?

Já falei disso numa pergunta anterior.


M.I. - Além disso, as letras de cada tipo de música fazem uma sinopse de cada filme, certo? Como condensam uma história em menos de 2 minutos sem perturbar os fãs dos filmes?

Eu acho que as nossas letras devem ser vistas como extensões ou resumos do enredo.


M.I. - "Funhouse" parece ser a personagem estranha do "filme"... Foi intencional incluir esse tema?

Em “Funhouse” nós estávamos a experimentar, a lembrarmo-nos de como costumávamos escrever músicas, especialmente no nosso álbum de estreia “Metal Moshing Mad”.


M.I. - A última vez que ouvimos falar de vocês foi há 4 anos com "Rise of the Mosh Mongers". Agora têm um novo baterista, por isso, como correm as coisas para F.K.Ü.?

Sim, nós finalmente arranjamos um novo baterista em Unspeakable Emp, também conhecido como Emil Berglin, e além de escrever música, ele trouxe muita energia física e positiva. Ele é um grande fã de KISS e isso nunca é uma coisa má. Então eu diria que F.K.Ü. estão num lugar muito feliz.


M.I. – Ao ouvir as músicas de "1981", lembrei-me de SOD e Carnivore, músicas mais rápidas e muito directas. Vocês estão mais virados para Crossover Thrash agora?

Quando começamos por volta de 1987, as nossas principais influências foram principalmente bandas cruzadas como D.R.I., Ludichrist, Carnivore, Mucky Pup e Crumbsuckers e, claro, S.O.D. para nomear alguns. E sentimos que realmente queríamos voltar para esse som neste lançamento.


M.I. – Têm andado a promover o novo álbum ao vivo. Como funcionam as músicas, bem como a nova formação da banda? Já têm planos para tournées?

Estivemos a testar 3-4 novas faixas ao vivo até agora e são um espectáculo, pois encaixam-se perfeitamente na forma como queremos que os nossos concertos sejam: intensos!


M.I. - Palavras finais para os fãs portugueses!

Isto é para todos os moshohólicos portugueses por aí: não se esqueçam de ouvir o nosso novo álbum “1981” e aprender todas as músicas para que possamos cantá-las juntos quando formos ao vosso belo país!

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Entrevista por Vasco Rodrigues
Tradução por Sónia Fonseca