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Eram aproximadamente 22h30 e She Pleasures Herself começaram a aquecer o público numa noite tão fria. A banda portuguesa deslumbrou um RCA repleto de gente com os seus tons synth e goth típicos dos anos 90. 

O espectáculo começou com um desfile instrumental de sintetizadores e baterias que, lentamente foram entrando na cabeça do público. Só no segundo tema tocado pela banda oriunda de Lisboa é que somos transportados para um concerto de Bauhaus ou até mesmo The Cure. "Go pretty baby, go", são comandos dados pelo vocalista num RCA bem cheio que prontamente dançou ao ritmo gótico da banda. SPH durante o espectáculo mantiveram-se silenciosos, somente com meia dúzia de interações com o público. Interações essas que se intensificaram a partir do meio do espetáculo com a entrada do tema "Use You in Pogo", que rapidamente envolveu o RCA numa cacofonia de sons sintéticos e vozes ecoadas. Pouco passava das 11h da noite e a banda lisboeta prendava o público com mais um leque de temas com qualidade nacional - "Can't Live in a Living World" e "Dance wih Her", respetivamente - que cunharam definitivamente o interesse da sala de espectáculos. Tudo apontava para uma uma boa noite iniciada pelos She Pleasures Herself que, no meio de tanto bailarico, provou que o gótico não está morto - antes pelo contrário, está vivo e de muito boa saúde - e proporcionou ao público mais dois temas do álbum lançado em 2016, nomeadamente "The End" e "Toque", temas aos quais o RCA completamente cheio não passou indiferente. A sonoridade gótica, repleta de sintetizadores ainda viria a agradar um pouco mais ao público com um tema que será lançado juntamente com o próximo álbum da banda proveniente de Lisboa. Vestimentas estranhas, sons vindos do vazio, batidas marcantes... Sim, falámos de She Pleasures Herself ao vivo no RCA. 
Mas a noite ainda não tinha terminado. Aliás, estava bastante longe de terminar. Os Bizarra Locomotiva ainda tinham de dar ao público aquilo a que a multidão está habituada: um espetáculo marcante. Os primeiros sinais da locomotiva a começar a mover-se são dados através de pequenas demonstrações instrumentais, e o público agradece, aplaudindo. A banda, que se apresentou também numa indumentária um pouco estranha para quem não esteja habituado à presença da banda, desde sacos de plástico a pinturas faciais. A banda, que veio ao RCA apresentar uma peça muito conhecida pela maioria das pessoas, "Álbum Negro", obra que já conta com quase uma década de vida. Ao longo de mais de uma hora e meia foi possível testemunhar o estado de saúde desta Bizarra Locomotiva que sempre nos proporcionou grandes momentos e grandes obras no panorama do metal industrial. O verdadeiro cair do pano neste espetáculo deu-se com "O Anjo Exilado", tema que contou a presença de Fernando Ribeiro, vocalista dos Moonspell. A dupla de Fernando Ribeiro e Rui Sidónio conseguiu ao longo deste tema fazer com que o RCA soltasse toda a energia acumulada e, claro... Dois diabos para combater o mesmo Anjo foram mais do que suficiente para aguentar o ambiente sentido no recinto. Não só nessa faixa, como também em "Ergástulo", obra clássica no arquivo da banda oriunda de Lisboa. Bizarra Locomotiva ainda tinham muito para oferecer, e a setlist que ofereceram ao público que o comprove: Desde temas marcantes, como o caso de "Angústia", "O Grito", "Prótese", "Mortuário" (entre outras, numa noite marcada por um concerto comemorativo de "Álbum Negro", lançado em 2009) bem como outras músicas, nas quais se pôde observar a ligação familiar que Bizarra (e também Fernando Ribeiro) têm com as pessoas.

O concerto estava longe de terminar. A viagem na Locomotiva ainda tinha algumas paragens, nomeadamente “Grifos de Deus", tema composto pela banda e incluído no álbum Bestiário de 1998. Durante este momento, ecoaram pela sala cânticos como "Sacerdotes carismáticos em nome de Deus... Falsos profetas." Sidónio quis, de certo modo, apelar à consciência e ao pensamento livre. Missão cumprida, Sidónio. A sala saltou e rasgou o peito, com o alvoroço do momento. Seguidamente com "Na Ferida Um Verme", o ambiente de festa proporcionado pelos Bizarra, foi sem dúvida um dos momentos a ter em conta numa noite em que, apesar de todas as ameaças de mau tempo, a sala de espetáculos estava repleta. Deu-se espaço também a uma homenagem sentida a uma das figuras do rock nacional mais importantes: Zé Pedro dos Xutos e Pontapés. Sidónio e Fernando Ribeiro ecoaram pelos quatro cantos do mundo "Se me Amas". No final, aplausos foram a coisa que mais se ouviu. Bizarra despediram-se com "Escaravelho", tema incluído no álbum de 1998, "Bestiário". Vozes rasgadas. Riffs pesados. Sonoridades industriais. Bizarra ofereceu isto e muito mais num concerto que se prolongou quase até às 2h da manhã. Se há noite memorável, 9 de Dezembro é sem dúvida uma potencial candidata. Aos She Pleasures Herself, obrigada pela companhia e ambiente. Aos Bizarra... Um grande “obrigada”, por mais uma vez marcarem quem os viu e vê. 


Texto por Carolina Lisboa Pereira
Fotografias por Igor Ferreira
Agradecimentos: Rastilho