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Ida Haukland, Marius "Silver" Bergesen, Tor Ole Byberg e Kenneth Tårneby, juntos, são os Triosphere, uma banda norueguesa de heavy metal, criados em 2004, que tem estado a arrasar os palcos desde então, com refrões poderosos, melodias de estilo power metal e elementos progressivos. Estivemos à conversa com a Ida, a frontwoman dos Triosphere e eis o que descobrimos:


M.I.: Antes de mais, gostaríamos de fazer uma espécie de apresentação vossa: para aqueles que ainda não vos conhecem – ou que vos conhecem, mas não assim tão bem –, como é que descreverias os Triosphere, quem são os Triosphere?

Somos um quarteto norueguês que tem estado em digressão pela Europa e a lançar álbuns aclamados pela crítica desde 2006. Descrever-nos-íamos como uma banda de heavy metal com um vasto leque de influências e essa é, provavelmente, a razão pela qual temos sido considerados de tudo, desde thrash metal a AOR. Consideramos que os nossos ouvintes vêm um pouco “de todo o lado”, musicalmente falando e tratam-se, quer de jovens, quer de adultos, por isso, acredito que a maior parte das pessoas que tenham interesse em música pesada, conseguem encontrar algo de que gostem de entre os nossos – até à data – três álbuns.


M.I.: A digressão europeia acabou recentemente, não foi assim? Conta-me tudo sobre esta aventura, especialmente considerando que os Triosphere estiveram em tour com os incríveis Striker e os fenomenais Sonata Arctica.

A última digressão europeia que fizemos terminou em Março, sim e tivemos uma inacreditável vida na estrada, tanto com os Striker, como com Sonata! No entanto, não foi a primeira vez que estivemos em digressão com Sonata Arctica: estivemos em tour com eles também em 2011 e adorámos a experiência, já na altura. Como tal, ficámos muito felizes pela oportunidade de nos juntarmos a eles outra vez, até porque tornámo-nos bons amigos e sentimos que o público de Sonata reage muito bem à nossa música.
A digressão, este ano, foi tão excelente quanto a da última vez, com públicos maravilhosos em todos os locais por onde passámos, que nos proporcionaram os melhores momentos da nossa vida, em palco! Desta vez, pudemos visitar imensos sítios onde nunca havíamos tocado, nomeadamente Portugal! É um enorme privilégio podermos viajar e tocar a nossa música.
E, por fim: nesta digressão, fizemos um novo grupo de amigos malucos no gang dos Striker! É impossível não adorar aqueles gajos ou a sua brutalíssima música, por isso esperamos poder repetir a aventura!


M.I.:  Uma vez que somos uma Webzine portuguesa, tenho que falar de Lisboa, uma paragem da referida tour. Vocês arrasaram na sala “Lisboa ao Vivo”, toda a gente ficou extasiada pela vossa actuação. Lembras-te dessa experiência no nosso país?

Lisboa foi, na verdade, a meio da digressão e eu lembro-me MUITO bem da experiência: já há muito que queríamos tocar aí, quer porque (tal como mencionei na questão anterior) seria a primeira vez que iríamos actuar em Portugal, quer porque já tínhamos ouvido falar muito bem do público português! E o público no “Lisboa ao Vivo” não desapontou! Foi um dos melhores públicos que tivemos na digressão toda! Vocês fizeram tanto barulho e estavam genuinamente felizes (pelo menos, era isso que víamos em vocês)! Soa super lamechas, mas o recinto tinha uma atmosfera tal, que nos enchia o coração! Espero, mesmo, que possamos voltar em breve!!


M.I.:  Os Triosphere já andam por cá, há mais de uma década. O que é que consideras que mudou mais no mercado da música, neste período?

Ah, bem, actualmente já não se vendem propriamente quaisquer cds, mas os vinis estão a voltar a ser altamente procurados! Por outro lado, o equipamento musical (amplificadores, pedais, processadores, etc.) tem vindo a tornar-se cada vez mais pequeno, mais leve e mais digital e, por conseguinte, muito mais fácil de se levar em viagem (acredita que é algo de MUITO importante, se alguma vez for preciso transportar de avião, para onde quer que seja, o material da banda).
Ademais, quer a música, quer o pessoal que trabalha na música, estão anos-luz mais disponíveis, de todas as formas, pelo Mundo fora. Isso é, simultaneamente, bom e mau: deixa-nos a todos em bicos dos pés, se é que me entendes, mas também torna mais desafiante tornarmo-nos – ou mantermo-nos – visíveis, de entre a imensidão de artistas e bandas que há. Sinto que já não se consegue vingar no mundo da música, com uma banda, apenas por lançarmos música muito aclamada; é mesmo necessário estarmos constantemente a dar-nos a conhecer – estarmos visíveis –, tocar ao vivo e, diariamente, publicarmos algo nas redes sociais.

M.I.:  E quanto aos Triosphere? O que mudou nos últimos treze anos?

Hehe, seguramente que sentimos quer que tudo, quer que nada, mudou. Acima de tudo, os anos fizeram amadurecer as nossas capacidades musicais, portanto, sentimos que cada álbum que lançamos, supera o anterior. Nós sempre criámos a música que queríamos e que sentíamos, nos nossos corações, sem deixar que os interesses comerciais nos influenciassem e sinto-me cada vez mais confiante neste nosso método. Acredito que vamos continuar a evoluir e a aprender, pelo que, apesar de eu sentir-me muito orgulhosa por tudo o que já fizemos, julgo que o melhor ainda está para vir!


M.I.:  Vocês lançaram três álbuns até agora. Qual, na tua opinião, é uma melhor representação da vossa música e porquê?

Oh, essa é uma pergunta difícil. Todos eles representam-nos bem actualmente, tal como nos representavam bem quando foram elaborados, mas, claro, o nosso último álbum, “The Heart of the Matter”, parece-me ser, por agora, o melhor para o efeito! Isto tem a ver com o facto de que (tal como estava a dizer-te, na pergunta anterior) a nossa composição lírica e instrumental tem amadurecido muito ao longo de cada álbum e o nosso último trabalho tem melodias ainda mais fortes, poderosas acentuações e produção, tudo, mais do que em qualquer dos anteriores álbuns.


M.I.:  Então e uma música? Há algum tema que escolhesses para mostrar de que é que os Triosphere são feitos? Existe alguma canção particularmente “triosphérica” que gostasses de destacar?

Hmm.. Existem várias que poderiam servir esse propósito, cada uma à sua maneira, mas eu destacaria, talvez, a “The Sphere”, do nosso último álbum e a “Death of Jane Doe”, do nosso segundo álbum, “The Road Less Travelled”.


M.I.:  Como é levado a cabo o processo criativo? Cada membro tem um papel em particular, ou todos contribuem na criação dos temas e, mesmo, na escrita das letras?

Muito simples: o Marius compõe todo o instrumental e eu trato das linhas de voz e letras. Os temas podem, potencialmente, sofrer ajustes rítmicos e afins, sendo que, no que toca aos arranjos, quando o Marius nos dá a conhecer as suas ideias, todos podemos contribuir e adicionar algo, para a composição dos temas.


M.I.:  Para terminar, quais são os planos/objectivos dos Triosphere para o futuro?

Os nossos objectivos são os mesmos de sempre: criar e dar a conhecer a melhor música que conseguirmos e estar em digressão e tocar no maior número de locais possível, pelo Mudo fora! O nosso quarto álbum está a ser criado agora e vamos, pela primeira vez, tocar nos Estados Unidos, no Prog Power USA 2018 (e estamos MUITO entusiasmados por isso), sendo que, se tudo correr bem, faremos mais uma digressão já neste novo ano! Esperamos que nos seja concedida a oportunidade de voltarmos a tocar em Portugal e muito obrigada por nos promoverem na vossa Webzine!!

Obrigada pelo tempo despendido;
Mantenham o Metal vivo e voltem em breve!

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Entrevista por Evie