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Parece o nome de uma compilação, e até nem está muito longe disso, pois trata-se da regravação do álbum homónimo de 2007, o primeiro dos Mourning Dawn. A posição dos temas tem uma nova ordem e ainda houve espaço para a inclusão de dois que não tinham sido lançados anteriormente, mas claro que a grande novidade está, como é normal neste tipo de situações, na produção. Como é de esperar, está mais límpida que o registo original, muito mais cuidada e uma boa prova disso é a potência dos riffs que a banda martela e que aqui assumem proporções muito mais sombrias e opressoras do que há dez anos atrás. A bateria também está muito mais realçada e as vocalizações de Laurent Pokemonslaughter (um pseudónimo que decerto fica na memória) estão num registo mais grave e gutural do que os proeminentes gritos de black metal depressivo em 2007. Não soa a versão remasterizada, pois desde a estrutura à sonoridade, sente-se que “The Dead Years” é uma nova interpretação por parte da banda.

E com isto, qual o melhor? O “eterno” original de 2007 ou este remake? É garantido que re-ouvir temas épicos e esmagadores como “From the Torrent and the Fountain” e “When the Sky Seems to Be a Flag” têm o mesmo impacto que os de 2007. Contudo acontece que, enquanto “The Dead Years” é um daqueles monólitos de black/doom no verdadeiro sentido da palavra, o álbum de estreia tem em si muito mais black metal do que este: toda a sua crueza, a produção menos detalhada e os gritos desesperantes no lugar de berros cavernosos e de gritos menos animalescos fazem do álbum de estreia uma obra a não menosprezar. Talvez até tivesse sido essa a intenção da banda desde o início. Repare-se que este disco tem um nome, quando muitas bandas optam por dar o mesmo nome do álbum que estão a remasterizar ou a recriar, pelo que, para todos os efeitos, podemos considerar “The Dead Years” como “disco de estreia versão 2.0”, onde, para equilibrar as coisas, tem mais doom do que black metal.

Como última observação, assim como o primeiro álbum serviu de pista de lançamento para os Mourning Dawn, esta regravação serve de um convite para se conhecer tudo o que está para trás que estes franceses conceberam. Um belo registo de black/doom bem corrosivo e decadente que cai nos ouvidos da mesma forma como cai no estômago um copo de aguardente de medronho bebido de uma assentada, ou seja, com força e ainda deixa uma marca.

Nota: 8.3/10

Review por Tiago Neves