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Os canadianos Comeback Kid regressaram à Europa com um novo álbum, “Outsider”, e consigo trouxeram os belgas Nasty. Para complementar as duas datas em Portugal – no Porto e em Lisboa -  nada como mostrar o que de melhor se faz por cá – neste caso, o desafio coube aos Backflip. A vaga de frio que se tem feito sentir não demoveu os amantes do hardcore, pelo contrário. Vimos falar da data da capital, na qual os fãs fizeram fila (e que fila!) à porta do RCA Club.

Quando os Backflip entraram em palco, ainda havia quem esperasse na longa fila para entrar. Ainda que com um início com a casa a meio gás, isso não interferiu em nada com o ambiente frenético que de imediato foi criado. A vocalista Inês Oliveira pediu ao público para se chegar à frente, “para sentirem o calor”, referiu. Contudo, só os mais corajosos arriscaram – ou melhor, aqueles que estavam dispostos a dar não só a alma, mas o corpo também. Muito se “dançou” por perto das grades! Os Backflip trouxeram na bagagem um novo registo, “The Brainstorm Vol.2”, mas não deixaram de apresentar temas mais antigos, ainda que o tempo de atuação fosse limitado. Facto é que a primeira fila parecia claramente destinada aos fãs mais fervorosos da banda, que sabiam as letras de cor e muitas vezes partilharam o microfone com Inês. “Shark Pound” e “Born Headfirst” foram dos temas mais aplaudidos. Foi recordado que os Backflip estão a comemorar 10 anos de existência, e que este ano será repleto de concertos, tanto em Portugal como no estrangeiro! Que venham mais e mais anos, com atuações como a desta noite a condimentar. 

Os Nasty já não são uma novidade nos palcos portugueses. Se forem cabeças de cartaz de uma qualquer noite dedicada ao hardcore, ninguém fica surpreendido. Que energia! Assim que o vocalista Matthi chegou às grades, e já com casa cheia, o público não teve mãos a medir. Uns agarravam-lhe a camisola, outros tentavam chegar ao microfone, alguns já se aventuravam no mosh e crowdsurf. Quem por ali entrasse no primeiro tema, com tanta euforia e suor juntos, decerto pensaria que já tinham tocado uns bons pares de faixas. Mas – “long story short” – a atuação dos belgas foi exatamente isso, do início ao fim. Agressividade manifesta, mas com um sentimento de união e pertença latentes, que só quem presencia é que compreende. Fãs que invadem o palco e que abraçam os membros da banda, prestes a mergulhar no público; mosh e circle pit fervorosos; microfone partilhado com os fãs, que cantavam com toda a força que tinham. Destaque para os temas “Fire”, “No”, “Zero Tolerance” e a recente “Forgiveness”, lançada no ano passado. Sim, a atuação foi “nasty”, no melhor sentido possível.

“I want to know how the story goes”, foi a primeira frase ecoada pelo vocalista Andrew Neufeld, com o tema “Do Yourself a Favor”. O que dizer? A história não podia ter sido melhor. Os Comeback Kid são (re)conhecidos pelo mundo inteiro e, quanto mais anos passam, mais preenchida é a sua agenda. Basta pensar que a data lisboeta veio terminar uma tour, mas que em Abril já estão de volta à estrada. Não param e ainda bem. Neufeld chegou a mencionar que a banda teve altos e baixos na sua carreira, e que momentos como os proporcionados nesta noite só lhes davam força para continuar. E se é de força que precisam, é força que vão ter! 

Embora a atuação dos Backflip e dos Nasty já tivesse contribuído para perder muitas calorias e descarregar muita adrenalina, não era com os Comeback Kid que o público ia abrandar. E quer fosse com temas mais antigos ou mais recentes, o público mostrou que tinha as letras na ponta da língua e brindou aos canadianos com efusividade. Nem quando houve um contratempo com o monitor de palco (ossos do ofício…foi até partir tudo!) conseguimos ver os fãs a abrandar. Como é que se destacam os temas mais aplaudidos desta atuação? Tarefa difícil. A “velhinha False Idols Fall” arrancou certamente algumas dores de costas, “G.M. Vincent and I” provocou uma competição para ver quem se lançava mais vezes no crowdsurf, “Wasted Arrows”, “Surrender Control” e “Somewhere, Somehow” uniu as vozes do público e de Neufeld. Terminar uma noite destas, só mesmo com a emblemática “Wake The Dead”, que põe a mexer até a pessoa mais acanhada (não eram muitos, confessamos). Perante todo este cenário, é difícil resistir: Comeback, kids! 

Texto por Sara Delgado
Agradecimentos: Hell Xis