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Entrevista aos Crematory


Entretanto na Alemanha, os Crematory acabaram de lançar o seu novo álbum “Oblivion” e estão a preparar a tournée promocional. Isso é sinónimo de poder depois de 27 anos ativos. Vamos descobrir mais...

M.I. - Quais são as vossas expectativas considerando o lançamento do novo álbum “Oblivion” e a sua tournée promocional?

Oi… Uma semana até ao lançamento. Nós estamos entusiasmados, claro. Eu penso que o “Oblivion” é um dos nossos melhores álbuns produzidos e inclui 13 faixas que são muito poderosas e directas. O primeiro vídeo foi publicado recentemente e o segundo surgirá em breve. A tournée começa no final de Abril e nós estamos a ensaiar para os concertos neste momento. Estamos a tentar encontrar o equilíbrio certo na setlist entre as novas canções de “Oblivion” e os êxitos antigos dos CREMATORY.  Claro que esperamos que o álbum e a tournée sejam bem-sucedidos. Temos muitos fãs leais, portanto, estamos bastante optimistas quanto a isso.

M.I. - Como foi o processo de gravação?

Nós começámos há cerca de 6 meses atrás com a recolha de ideias para o “Oblivion”. Eu tenho estado a produzir os álbuns já há alguns anos, portanto, comecei a tratar das demos e a trabalhar nos primeiros arranjos. Acabámos com 20 músicas que trabalhámos no estúdio. Gostamos que seja dessa forma, porque usamos o tempo no estúdio para trabalhar nos detalhes e nos sons. Uma vez que começas com uma música, tens tantas ideias extra que tens que ter cuidado para não a estragar. É por isso que nós escolhemos “menos é mais” como lema para o trabalho em “Oblivion”. Tu podes distinguir uma boa música de uma má desde logo, e depois tens que te deixar levar. Na minha opinião, nós criamos uma prova simples e muito poderosa com o “Oblivion”, que vai directa aos teus ouvidos. 


M.I. - Como é que o nome da banda ganhou vida?

Foi o Felix que teve a ideia do nome. Ele é um bom pintor e veio com diferentes nomes de banda e logos, e nós simplesmente escolhemos aquele que gostámos mais. Isso foi nos anos 90, quando passávamos a maior parte do nosso tempo livre na sala de ensaios. O Felix ainda tem os desenhos originais e também foi ele quem desenhou as nossas primeiras T-shirts.


M.I. - Quais são as vossas principais influências? 

Nós temos uma grande variedade de influências musicais. O Tosse e o Rolf têm as suas raízes no metal tradicional e no power metal, enquanto que eu oiço muita música dos anos 80, também fora do metal. Os últimos três concertos a que assisti foram Cradle of Filth/Moonspell, Testament e 5 Finger Death Punch/In Flames. O Felix é o que ouve muitas bandas do underground. Ele tem mais de 5000 CDs e LPs em casa. Então, temos um vasto espectro de influências. Quando trabalhamos nas nossas canções, elas soam sempre a CREMATORY.


M.I. - O que pensas que é absorvido pelo público através das vossas letras? De onde tiram a inspiração?

O Felix escreve todas as letras. Ele escreve bastante acerca do bem e do mal que vive em todas as pessoas. Eu estou certo de que imensas pessoas encontram coisas que também aconteceram nas suas vidas quando as ouvem. Quando o Felix e o Tosse trabalham nas letras no estúdio, isso pode acontecer, que algumas coisas sejam alteradas, porque alguém tem uma ideia nova. Tu provavelmente reparaste que não existem letras alemãs no “Oblivion”. Como sempre, o Felix tinha versões alemãs e inglesas prontas e ambas foram gravadas para ver o que é melhor para as músicas. Quando terminámos de encontrar as 13 faixas para o álbum, verificámos que escolhemos todas as músicas que soavam melhor em Inglês.


M.I. - Na tua opinião, como é a cena do metal (gótico) agora em comparação com meados dos anos 90?

Quando começámos, fomos a primeira banda que usou melodias de teclado como marca registada. A verdadeira cena do metal não lhes permitia fazer isso naquela altura. Hoje, com todas as possibilidades técnicas, quase todas as bandas usam isso. Eu acho que os CREMATORY influenciaram muitas bandas e isso é algo de que realmente nos orgulhamos. Eu penso que a cena do metal, no geral, conseguiu uma mente mais aberta. É óptimo se tocas num festival e também tens a oportunidade de ver todos os diferentes tipos de bandas de metal a tocar a sua música. Podes tocar a tua música para as pessoas, que não são teus fãs, e encontrar lá novos.


M.I. - Achas que a vossa música evoluiu mais desde que os “novos” membros entraram na banda?

Nós soamos diferente, isso é um facto. Em primeiro lugar, trabalhar com dois guitarristas dá-nos um leque mais vasto de sons e variedade. O Tosse e o Rolf trabalharam grandes riffs para “Oblivion”. Agora estamos a ensaiar para a tournée e a reunir a setlist. As melodias vocais do Tosse são mais provenientes das suas raízes do power metal, comparado com o Matze antes dele. Mas não quero dizer que os CREMATORY hoje são “melhores” do que antes. Isso deixaria mal o Harald e o Matze, e não queremos isso. Não existe animosidade e nós ainda estamos em contacto. Ambos decidiram concentrar-se nas suas vidas pessoais. Mas claro, a mudança pode ser boa, e permite-te tentar coisas novas, pois consegues novas ideias também.


M.I. - Como te sentes em palco? 

Simplesmente óptimo! Os três novos tipos trazem muita energia e especialmente o Jason, é um maluco quando chega a sua performance no palco. Para os novos membros, a maioria dos lugares são novos e isso torna tudo mais intenso, porque os membros mais velhos da banda também sugam a energia deles.


M.I. - Será o ‘Oblivion over Germany tour 2018’ a vossa última tournée? Quando vos veremos em Portugal?

Perguntas porque leste a publicação no Facebook? Há uma coisa que realmente não posso deixar de dizer. As pessoas têm de acordar e perceber que o streaming e o download vão matar o negócio da música, mais cedo ou mais tarde. Posso dizer-te desde já que nós vendemos mais bilhetes e as pré-vendas dos álbuns também estão a aumentar. Não queríamos intimidar os nossos fãs, ou forçá-los a comprar o álbum. Mas a verdade tinha de ser dita. Sobre Portugal, eu realmente não posso dizer. Claro que adoraríamos tocar aí. Talvez os nossos amigos Moonspell nos possam convidar. Acabamos de nos encontrar na tournée deles na Alemanha.


M.I. - Obrigada pela entrevista. Por favor, deixa uma mensagem aos vossos seguidores portugueses.

Obrigado pelo teu/vosso apoio. Esperamos que gostem do “Oblivion” tanto quanto nós. Não hesitem em contactar-nos pelo nosso website ou Facebook!

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Entrevista por Dora Coelho