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Os Elessär são uma banda Argentina, vinda de Neuquén, formada já desde 2007, composta pela soprano lírica Alejandra Barro, Joshua e Howen Rava (bateria e guitarra, respectivamenbte), Rafael Uribe (baixo) e Sebastián Barrio (teclas). A vocalista define o estilo da banda como uma fusão de metal, sons orquestrais e uma voz lírica. Tratam de integrar estilos musicais muito diversos que incluem o metal, a música clássica, celta, progressiva, tango e até outros. O seu primeiro e único álbum. “Dark Desires”, foi lançado em 2013 e foi considerado um dos melhores álbuns de metal sinfónico “female fronted” por alguns reviewers. Fica aqui a entrevista conduzida por mim ao guitarrista de uma banda bastante promissora, que, segundo o website Vorterix, diz estar a preparar um segundo álbum já denominado de “Kosmos”.


M.I. - Muito obrigada por aceitarem responder a esta entrevista. Admito ser uma grande fã. Em primeiro lugar, de onde veio a ideia para o nome da banda?

Muito obrigada por nos entrevistares! A ideia surgiu pouco depois da criação da banda, como resultado de uma procura de nomes foneticamente interessantes, ou seja, que nos chamassem à atenção, tanto pela sua pronúncia como pela sua escrita, em especial nomes pertencentes à literatura épica própria do autor britânico J. R. R. Tolkien. A escolha do nome teve a ver somente com elementos fonéticos e não semânticos, porque nunca nos identificámos com o significado do nome (pedra élfica, no Quénia), e também porque achamos que não tem sentido definir uma banda com base somente num nome. Por tudo isto, “Elessär” representa para nós mais que um nome ou termo literário especifico, uma bela palavra que demonstra o processo artístico que temos vindo a desenvolver nestes últimos 10 anos.


M.I. - Contem-me os pormenores, como se formou a banda?

Os ínicios dos Elessär remontam ao ano de 2007, quando Joshua Rava (baterista), Manuel Rodriguez (baixista na altura) e eu (Howen Rava, guitarrista), decidimos formar uma banda de metal, num sentido amplo, já que tínhamos muito definido o caminho especifico que o projecto iria tomar. Depois de termos feito audições a imensas cantoras, demos de caras com a Alejandra Barro, com quem, graças à sua bonita e única voz, decidimos embarcar nesta experiência apaixonante, focando-nos assim mais no metal sinfónico e melódico.


M.I. - De onde vem a inspiração para as letras das vossas músicas? De livros, outras bandas…?

Tanto as letras como a música creio que obtém a sua fonte principal de inspiração da vida em si, mais do que de alguma literatura ou influência específica. As letras de Elessär fazem referência principalmente às vivências pessoais, a reflexões do ser humano, dos amores e desamores, a vida, a morte, todos aqueles temas que todos partilhamos e com os quais podemos interligar-nos pelo simples facto de sermos humanos. Claro que existem bandas, livros, filmes e muitos mais meios que deixam uma marca em cada um de nós, é inevitável, mas como artistas tratamos de dar-lhes sempre uma nova perspectiva. A composição de música em si mesma lida mais com o “como” do que com “o quê”, mais com a forma do que com o conteúdo.


M.I. - Como foi a experiência de gravar “Dark Desires”? Tanto o álbum como o videoclip?

Na minha experiência pessoal, a produção de “Dark Desires” foi extremamente esgotante e extensiva na sua realização. Admito que o meu papel como guitarrista, técnico de gravação, produtor e tratar de tudo aquilo que leva uma demo a passar à sua versão final, foi um pouco demais. Mas realmente a produção do disco durou muito tempo e deu muito trabalho. Tendo em conta que o tema com que abrimos o álbum, “Ice Queen”,remonta aos inícios dos Elessär, (lá pra 2007, quando eu tinha apenas 13 anos), pode afirmar-se que o álbum levou quase 7 anos de produção, desde a sua composição até à última etapa que é a masterização. Fizemos tudo aqui, em Neuquén, mais especificamente em minha casa, onde montámos um estúdio de gravação independente para podermos ter o tempo necessário para lançar um trabalho que nos satisfizesse realmente. E a verdade é que foi, e até superou as nossas expectativas iniciais. O trabalho de mixagem feito por Matias Muller é excelente, tendo em conta os poucos recursos de que dispúnhamos na altura. Em relação ao videoclip de “Dark Desires”, foi algo que também demorou o seu tempo. Esteve a cargo de Mmxtreme, e achamos que reflectiu perfeitamente o conteúdo do tema. Actualmente conta com mais de 240.000 visualizações no YouTube, pelo que estamos bastante orgulhosos dele. 


M.I. - Chegaram a fazer covers dos Nightwish – “Deep Silent Complete”, “Wish I Had na Angel”…- Inspiram-se nessa banda? Como foi a experiência?

Claro que sim. Para nós, Nightwish é uma das bandas mais importantes e influentes do estilo. Marcou-nos muito desde crianças e por isso é sempre um prazer tocar temas deles e voltar a essas raízes. Para além disso, tivemos o gosto de os poder conhecer pessoalmente no ano de 2015, graças a um concurso lançado pela Nuclear Blast com a banda, no qual fomos a única banda vencedora. Realizámos uma versão acústica do tema “Elán”, do seu último álbum, na qual incluímos uma instrumentização bastante particular, como arranjos de harpa e cajón peruano. Foi uma experiência muito bonita, tanto a realização da música como o facto de termos conhecido a banda que todos admiramos.


M.I. - Ganharam o concurso de Icarus Music para tocar como convidados no concerto dos Epica no dia 13 de Março de 2015, no Teatro Flores, em Buenos Aires, Argentina. Fala-me um pouco sobre essa experiência. 

Sim! Foi uma experiência inesquecível. Soubemos que a Icarus Music ia abrir um concurso a nível nacional em que as bandas teriam a possibilidade de competir através de uma votação e, dessa forma, o vencedor seria convidado a abrir para os Epica. Nós enviámos a informação requerida e em poucos dias deram a conhecer as 10 bandas pré-seleccionadas (de entre 50, aproximadamente). Para ser sincero, só ficámos a saber um pouco tarde de que já tínhamos entrado dentro do concurso, por isso quando demos conta já estávamos praticamente a vencer a votação! Nem tínhamos bem visto e já estávamos a publicar o link no Facebook; instantaneamente os nossos seguidores e até os que não nos conheciam assim tão bem começaram a votar. No dia seguinte já tínhamos um grande avanço em relação ao resto das bandas participantes, a nossa surpresa foi indescritível. Começámos então a pensar muito bem em como íamos fazer para viajar até lá, já que a editora discográfica deixava explícito no contrato que não seria responsável pelos gastos de irmos até lá para tocar, o que no nosso caso, sendo nós do interior do país, representava um grande sacrifício. Nessa semana aconteceu algo muito louco: quando comentámos sobre o assunto do concurso e sobre as dificuldades em pagar a viagem em Neuquén, instantaneamente muita gente começou a ligar-nos para nos ajudar economicamente com os gastos, e isso fez com que pudéssemos realizar a viagem sem muitos inconvenientes. A verdade é que foi algo sem precedentes, estamos e estaremos para sempre agradecidos a todas essas pessoas que se solidarizaram com a banda para que pudéssemos cumprir um dos nossos maiores sonhos. Temos estado como público noutros concertos do estilo, e a verdade é que o receber das bandas de abertura nem sempre é muito bom: todos estão muito impacientes para que a banda principal comece a tocar, mas no nosso caso foi bastante diferente. Ficámos muito surpreendidos com a resposta positiva de todo o público, desde que começámos a tocar notou-se uma boa aceitação. Nós achamos que se deveu ao método de selecção da banda de abertura. Foi uma experiência inesquecível, divertimo-nos imenso e acreditamos que, pela reacção e pelo apoio do público, eles também! Podem até ver o nosso concerto completo no YouTube.


M.I. - Fala-se em fazer uma tour por outros países? Era algo que gostassem? E para quando o novo álbum?

Actualmente estamos a trabalhar no processo de mistura do próximo álbum, também de produção totalmente independente. Estamos a contar que seja lançado algures em 2018. Sempre foi um sonho, viajar e apresentar a nossa música fora das fronteiras do nosso país. Temos tido alguns convites informais para tocar em países como a Bélgica, o México ou a Colômbia, mas nunca se chegaram a concretizar. Estamos ansiosos por apresentar o nosso novo álbum em muitos sítios do nosso pais, como também fora dele, se possível, já que é um trabalho muito mais maduro que implicou um grande crescimento dentro da banda e do qual estamos muito orgulhosos.


M.I. - Muito obrigada!

Obrigada a vós por nos terem em conta e brindar-nos com o vosso espaço e tempo. A arte e as bandas crescem graças ao apoio de pessoas como vós.


Entrevista por Catarina Gomes