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O segundo dia da 21ª edição do festival SWR Barroselas iniciou-se com maior afluência de público que o anterior. O facto de ser sábado ajudou com certeza esse facto mas também o cartaz fez aumentar a rumagem ao Minho. No recinto ouvia-se cada vez mais castelhano e galego, algo que até não pode ser considerado estranho, face à posição geográfica de Barroselas – e Viana do Castelo, mesmo ali ao lado – face a nuestros hermanos. E a organização do festival sabe bem desse factor aglutinador, escolhendo diversas bandas espanholas para posições chave no cartaz.

O arranque voltou a ser às 17 horas em ponto com o death gore dos Amputate, banda que originalmente foi formada no Algarve mas que por força da emigração dos seus membros, representa agora as cores da Suíça. E da Suíça veio igualmente uma das grandes surpresas deste dia. Ainda não eram seis da tarde mas a tenda da SWR Arena estava a abarrotar para ver os Carnal Decay. A celebrar 15 anos de existência, a banda de death metal brutal de Hutten pareceu muito empolgada com tanta presença de público e não regateou esforços para mostrar o que vale e devolver a gentileza. Baseando a sua actuação no disco do ano passado, “You Owe, You Pay”, os Carnal Decay deram grande show, com uma espectacular performance da guitarrista solo Isabelle Iten, ela que foi a única mulher em palco no Barroselas 2018!

O segundo palco arrancou com os portugueses Necrobode, mais um projecto de Vulturius (Decayed, Irae, etc), e que vieram apresentar os temas  da sua demo-tape “Metal Negro da Morte”. No palco principal, e fazendo juz ao que tinha dito antes sobre a presença em massa de público espanhol, o grindcore dos Looking For An Answer fazia a abertura com chave de ouro do Warriors Abyss. Oriundos de Madrid e membros da reputada família Willowtip, os LFAA apresentaram a maioria dos temas do mais recente “Dios Carne”, entre muito mosh e o público castelhano a não regatear aplausos e a acompanhar a banda em faixas como “Invierno Eterno” ou “Supremacia Etica”. Uma agradavel surpresa, estes madrilenos...

No palco secundário o projecto brasileiro Flageladör, desta feita com Armando “Executor” Macedo na voz e a restante banda composta por conhecidos músicos nacionais, com o seu thrash/speed metal ao bom velho estilo do final dos anos 80. Baseando a performance em “Assalto da Motosserra”, levaram o público a ocupar a frente de palco, com muitas caras conhecidas do underground lusitano incluídas, e que perante gritos de apoio à banda, foi fazendo a festa. Sempre de destacar os solos fabulosos de SteelBringer, que com o seu profissionalismo quase parecia membro efectivo da banda!!

No palco principal ocupavam posições os suecos Interment, mas a debandada para o exterior era notória. E não era para menos: na SWR Arena iam tocar os lusitanos Gaerea
Tocar ao vivo as atmosferas criadas em “Unsettling Whispers” é tarefa bastante difícil, mas a banda mostrou porque tem vindo a ser reconhecida como a next best thing no black metal nacional.Visualmente impactante, com os seus trajes negros e um cuidado nas luzes e decoração de palco, a banda mostrou todos os seus créditos, apesar de muitos (demasiados) problemas no sistema de som, que impedia a plateia de ouvir na perfeição as enigmáticas letras de “Whispers” ou “Catharsis”. Não foi de admirar que o death metal dos Interment tenha soado para uma meia plateia no palco principal. A banda sueca é bastante interessante, com o ponto alto em “Praise of Death”, mas com o aproximar dos nomes mais fortes da noite à mistura com a hora de jantar, foi normal assistir a um reduzir de público no recinto, o que também acabou por afectar a actuação dos alentejanos Process of Guilt

A banda de Hugo Santos tem extrema qualidade no seu doom na sua vertente mais industrial, e “Black Earth” foi exemplo desse facto, mas a verdade é que a plateia ia-se deslocando para o Warriors Abyss para se posicionar o mais à frente possível para o que se adivinhava ser a performance da noite...

Nifelheim!! O nome que ecoava pela plateia da sala repleta quando, pelas 22 e pouco entraram em palco os gémeos Gustavsson  e a sua banda de vikings repletos de picos e cabedal. “Storm Of The Reaper”, “Satanic Sacrifice” ou “Bestial Avenger” fizeram com que a plateia nunca tivesse descanso, no mosh e no stage diving, deixando corpos suados e sorrisos rasgados! Uma prestação fabulosa dos suecos, sem dúvida nenhuma os vencedores deste sábado (talvez até de todo o festival). 
E ainda faltavam vários cabeças de cartaz!!

Os checos Malignant Tumour tiveram a ingrata tarefa de impedir que muitos aproveitassem a sua actuação para comer qualquer coisa e isso foi conseguido com uma actuação enérgica de um quarteto que parece saído de uma banda desenhada. 
Um vocalista cowboy e um baixista que parece um personagem dos Marretas, mas que em palco metem muita banda thrash consagrada no chinelo. Destaque óbvio para um excelente “Earthshaker” a encerrar uma performance onde até houve tempo de convidar uma rapariga da plateia a substituir Simek na guitarra-baixo, para gáudio da plateia que lotava o palco Dungeon. Poucos minutos depois, outra enchente monumental na sala principal, para assitir ao concerto dos Suffocation

30 anos de história nas pernas da banda lendária de Nova Iorque e parece que foi ontem que lançaram “Effigy of the Forgotten”... Claro que ao vivo não está a voz magistral de Frank Mullen, mas Ricky Myers dá conta do recado e mostrou-se um grande frontman (não só em tamanho!). “Pierced From Within”, “Entrails Of You” ou “Return To The Abyss” foram alguns dos clássicos debitados pela banda, com a plateia completamente rendida à capacidade técnica de Charlie Errigo e Terrance Hobbs, ou da forma completamente estranha mas demolidora de tocar guitarra baixo de Derek Boyer. Que loucura de performance!!

Os Filii Nigrantium Infernalium encerraram o palco secundário já na madrugada de domingo, com oito faixas escolhidas a dedo por Belathauzer. Sempre cáustico e interactivo com a plateia, o vocalista foi introduzindo cada malha com uma introdução controversa, bem ao seu estilo.”Necro RocknRoll” abriu a actuação, que continuou com clássicos e novidades, com pontos altos em “Cadela Cristã” e o grande “Abadia do Fogo Infernal” a encerrar a sua prestação.

Os belgas Evil Invaders encerraram o palco principal no sábado com um spreed metal a lembrar o início dos Overkill ou dos Razors, de onde aliás tiraram o nome da banda. Focando a sua actuação no último álbum, “Feed Me Violence”, o quarteto de Limburg fez com que os resistentes deixassem a última gota de suor que ainda restava, garantindo que todos iríamos dormir muito mais cansados do que estávamos à espera...

E amanhã tínhamos de estar em forma para o que aí viria...


Reportagem por Vasco Rodrigues
Agradecimentos: SWR