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Dallian é um novo nome do Metal nacional, que se estreou em abril com o disco «Automata». Uma surpreendente obra no ambiente de steam punk. O colectivo falou com a Metal Imperium, para explicar como chegou até aqui.


M.I. - Como foi a génese de Dallian?

A génese da banda iniciou-se em finais de 2015, quando a composição do álbum “Automata” foi realizada. Os membros Carlos Amado e Ricardo Carniça tinham saído da banda de Death Metal Madame Violence, por divergências profissionais. No entanto, foi apenas em 2016 que introduzimos o conceito do SteamPunk e realizámos mudanças líricas para conectarmos o nosso trabalho com essa influência. As gravações começaram também nesse ano, tendo-se estendido até 2017, devido a imprevistos como a mudança de membros e atrasos na produção. Assim, com a entrada de Leandro Faustino para a banda, o conceito dos Dallian, os seus temas e membros consolidam-se em 2017, sendo este o ano oficial da fundação da banda. Posteriormente, a exposição da banda ao público deu-se em março de 2018. 


M.I. - Como músicos já tinha outros projectos?

Como referimos, o Carlos e o Ricardo já tinham estado em Madame Violence, onde gravaram o EP «Vengeance Through A Dying World», no final de 2013. O Ricardo era guitarrista e o Carlos era vocalista, tendo entrado mais tarde nesse projecto. Depois, começou também a tocar guitarra nessa banda, instrumento que antes tocava em “God Of Rebellion”, outra banda de death metal progressivo.


M.I. - Estreiam-se com um disco recheado de pormenores, misturam fado com death, diversas vozes. Não é demasiado ambicioso para uma estreia?

E não será este o lançamento ideal para experimentar sonoridades diferentes? Ninguém espera nada específico de um acto que nunca ouviu, não tem nome, nem uma sonoridade a preservar. Assim, consideramos esta uma boa altura para expressarmos a nossa música livremente, não havendo nada a arriscar. Independentemente de as pessoas gostarem ou não, não vamos perder dinheiro por isso. Logo, é opinião de todos que este seria o rumo a tomar. Entre os riscos, está também a nossa estética. Como é óbvio, poderão ser tecidas críticas pelo estilo pouco ortodoxo associado ao género. No entanto, preferimos marcar pela diferença também nesse sentido do que tentar agradar.


M.I. - Vocês são quatro, mas há diversas vozes, incluindo femininas, orquestrações e recurso a instrumentos que saem do normal no Metal. Como funcionou isso? Mais alguém participou no disco?

Sim, tivemos várias participações, nomeadamente quatro vocalistas que fizeram coros e solos. De início, a ideia era serem vocais feitos por samples. Mas, depois optou-se por utilizar vocais reais, por serem mais orgânicos. A partir daí, também construímos várias harmonizações vocais que não tinham sido pensadas antes. No entanto, a nível de instrumentos étnicos, são todos compostos através do uso de samples, excepto a guitarra portuguesa, que é tocada pelo Carlos. Seria muito difícil encontrar pessoas que tocassem os instrumentos que incorporámos nos temas, como ehru, koto, cítara e percussões taiko, especialmente para uma banda que ainda está a começar. Talvez um dia seja possível gravar estes instrumentos a sério para um álbum, ou colaborar com músicos que os toquem ao vivo.


M.I. - «Automata» soa como conceptual. Qual a narrativa subjacente?

Este álbum não é propriamente conceptual. No entanto, refere-se a um universo partilhado, um mundo imaginário de steampunk. O álbum contém uma forte componente de story telling, nesse contexto. Mas, para já, esta história não foi escrita como uma narrativa coesa do início ao fim. Consiste em várias pequenas histórias interdependentes que, mais tarde, serão expostas melhor através de vídeos e outro tipo de media. O «Automata» encontra-se embutido nestas histórias, a nível conceptual. Este está pintado de bronze e associa-se ao respectivo elemento alquímico. Neste contexto, pode ser visto como alguém que se encontra preso, incapaz de prosseguir e chegar ao seu potencial máximo e ao conhecimento do eu. No fundo, será uma representação recorrente a nível temático nos próximos trabalhos da banda.


M.I. - Já apresentaram o disco ao vivo, como funcionam todas estas orquestrações? 

Abordando esse aspeto técnico, as nossas orquestrações foram escritas e programadas pelo Carlos Amado. Ao serem programadas digitalmente, ficam em formato wav, que pode ser lido numa DAW como uma faixa normal. Em relação às orquestras, neste álbum não ficámos pela orquestra clássica. Em algumas composições, integrámos influências de outras culturas, como a sonoridade nipónica, orquestração arábica, indiana e os respectivos instrumentos tradicionais. Resumidamente, existe influência de World  Music, também com presença lógica no conceito da banda.


M.I. - Optaram pela edição de autor, foi por não encontrarem editora ou opção de controlar toda a edição?

Para já, este lançamento foi feito de forma independente, porque como banda iniciante não temos poder de negociação com uma editora. Além disso, nesta fase preferimos ter o controlo sobre o nosso trabalho e amadurecer. No entanto, se mais tarde houver uma proposta lançada, iremos certamente considerar a hipótese.


Entrevista por Emanuel Ferreira