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No novo álbum por parte de uma das bandas seminais do chamado death metal técnico, encontramos uma sonoridade variada desde o primeiro tema, que envolve spoken word e uma instrumentação e ambiência a invocar sonoridades orientais (“Unholy Transript”), que passa para death metal brutal logo no tema seguinte (“Non physical existence”). 

Ao entrarmos no terceiro tema (“Multidimensional”), e abertas as hostilidades, a nova formação dos Pestilence demonstra ter conseguido um casamento ideal entre riffs pesados e brutais e uma exibição de mestria bem calculada nos instrumentos, atenção ao ataque de bateria no ride cymbal e ao solo que fica na memória.

À medida que o álbum “avança”, é possível recolher sonoridades que lembram tanto Code Orange em “Forever” nos seus “breakdowns” (“Astral Projection”), como Obscura em “Cosmogenesis” na velocidade e ferocidade da voz acompanhada pela bateria e guitarra (“Materialization”), assim como os contemporâneos Cynic na fase anterior à estreia “Focus” (“Discarnate Entity”). 

Tendo acompanhado de forma espaçada a carreira dos Pestilence, parece que o líder Patrick Mameli, que acumula guitarra e voz desde o primeiro regresso da banda com “Resurrection Macabre” em 2009, consegue manter ao seu lado músicos competentes nas suas funções, aqui Tilen Durap no baixo (que tem uma boa presença no tema “Subdivisions”), Santigo Dobles na guitarra solo (dotado de uma voz própria no seu instrumento exibida  nos solos que executa ao longo do disco) e Septimiu Harçan na bateria (cuja precisão recorda bateristas veteranos do género como Sean Reinart dos Cynic e Hannes Grossman dos Obscura e Necrophagist) .

Concluindo, “Hadeon” um álbum de death metal que consegue um equilíbrio entre a brutalidade, a diversidade sonora, e a capacidade técnica dos seus executantes, peca, por outro lado, pela falta de variação na dinâmica entre temas, sendo que o estado meditativo tanto no tema de abertura como em trechos de diversos temas ao longo do álbum conseguem oferecer um bom contraponto a essa repetição. Trata-se assim de um álbum equilibrado, que pede várias audições para que se possa assimilar tudo o que tem para oferecer.

Nota: 7/10

Review por Raúl Avelar