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Bastava andar pelas imediações do RCA no passado dia 3 de Junho para perceber que estava para acontecer uma celebração para a comunidade punk lisboeta. Vários moicanos passeavam pelas ruas do bairro de Alvalade, adornados pelos picos e correntes característicos desta cultura nascida na última metade dos anos 70.

O evento antevia-se especial, o regresso a Portugal dos nova-iorquinos The Casualties, com o aliciante extra de ver ao vivo o novo vocalista David Rodriguez, ele que várias vezes partilhou o palco com a banda, quando alinhava nos texanos Krum Bums.

As portas abriram às 20h30 marcadas, e passados pouco mais de 40 minutos entra o trio de psiquiatras psicopatas que responde pelo nome de Dr Bifes e os Psicopratas. Um enorme pano com o logo da banda, a ondular logo acima da bateria de Tiago Rato recebe os primeiros visitantes da sala, que se vão posicionando entre a frente de palco e o bar. A escorrer “sangue” pela face e a conspurcar as batas brancas, indumentária característica dos Pratas, a banda de Linda-A-Velha arrancou a toda a velocidade, desfiando as faixas do seu auto-intitulado disco de estreia, com destaque para “Vi Deus na Cama com o Diabo”, “Farmácia Eutanásia” ou “Passa À Morte e não ao Mesmo”, apresentadas como habitualmente com introduções cheias de punchlines por um Dr Bifes em grande forma. 
Mais uma grande prestação da banda, eles que substituíram à última hora os Dalai Lume.

Rápida mudança e limpeza de palco e entra em cena o punk metalcore dos FPM. 
A banda dos irmãos Rocha (Tiago no baixo e Diogo na voz) fez com que muitos que ainda estavam no exterior fizessem o seu caminho para dentro da sala, aliando-se à banda para celebrar o seu regresso aos palcos de Alvalade. A jogar em casa, a banda debitou com enorme força os clássicos do disco de estreia “Já Estou Farto”, bem como uma faixa nova (“Coma”), de um novo disco que já está em adiantado estado de preparação. Com os dois Diogos (o vocalista e Diogo Ribas na bateria) interventivos e a pedir mais empenho da plateia, foram debitando a maioria das faixas do disco editado pela Infected Records, com destaque para “Pelas Ruas”, “Contraste”, “Um Ser em Mim” e a apoteose com o clássico dos Kú de Judas “Já Estou Farto”, com a plateia a entoar a letra a plenos pulmões.

A hora era de receber os cabeças de cartaz e depois de algumas demoradas alterações em palco, a banda norte-americana entra em palco para uma enorme ovação da sala quase cheia. 
Rodriguez imediatamente ordenou ao público que fizesse a festa, passando a actuação de cerca de 80 minutos num diálogo constante com uma plateia rendida à energia dos The Casualties. Ainda só estavam tocadas um punhado de faixas e já o vocalista pedia shots de whisky porque, segundo confidenciou, “ainda havia gente sóbria em cima do palco”. Ao longo de todo o concerto a banda foi elogiando o público lisboeta, especialmente por ter dado uma excelente casa à banda num domingo. A apresentação no RCA, parte de uma tournée ibérica que os levaria também ao bar Bafo de Baco no Algarve, passa em revista os clássicos de uma carreira de quase três décadas, de “Ugly Bastards”, “Riot” e “Punk Rock Love” do disco de estreia “For The Punx” (1997), a “Chaos Sound”, única incursão do último álbum da banda, datado de 2016. Pelo caminho, enorme destaque para “We Are All We Have” ou “Tomorrow Belongs to Us”, que tomou aspecto de manifestação anarquista contra as políticas de Donald Trump, com Rodriguez a pedir a um membro do público uma t-shirt de Brujeria com a cara do líder norte-americano para demonstrar todo o seu ódio. Tempo ainda para uma já habitual cover dos Ramones, desta feita com “Do You Wanna Dance”, cantada em uníssono pela plateia, e a homenagem a uma fá de nome Paula, que estava à porta do RCA desde as 14 horas da tarde.

Reportagem por Vasco Rodrigues
Agradecimentos: Infected Records