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Os últimos dias em Lisboa têm sido terreno fértil para a passagem de diversos festivais e bandas de renome num verdadeiro carrossel de concertos. 

No passado dia 11 de julho, foi a vez dos Stone Sour marcarem mais uma vez presença no nosso país, após um hiato de 11 anos desde a sua participação no festival Super Bock Super Rock. Apesar de tão longa ausência, os seguidores da banda no nosso país nunca deixaram de crescer e, neste dia, rumaram em força até ao Coliseu de Lisboa.

Próximo da hora do concerto, a fila para entrar estendia-se ainda por vários metros desde a entrada do Coliseu até à praça do Teatro Nacional. A aposta era elevada, pois a banda apresentou-se em nome próprio e dispensando bandas de abertura.

Pontuais, abriram em grande com o poderosíssimo hard rock de Whiplash Pants. Liderados pelo carismático Corey Taylor, dominaram a audiência desde o início. 

Tecendo rasgados elogios ao público português pela sua energia inesgotável e dedicação, os Stone Sour prometeram um concerto com um alinhamento diferente daquele que têm vindo a fazer durante a sua atual digressão, para promoção do seu mais recente álbum "Hydrograd". O público agradeceu e correspondeu, entoando todas as músicas, gritando, e pateando o chão de madeira do Coliseu numa fascinante demonstração de união e força. Seguem-se numa rápida sucessão, sem permitir recuperar o fôlego, êxitos como “Absolute Zero” e “30/30-150”.

Apesar de se apresentar aqui num registo bastante diferente da sua outra conhecida banda, os Slipknot, vemos também aqui o grande líder que Corey é. Fala frequentemente com o público e pede sempre mais, envolvendo-o na sua inesgotável energia. 

A meio do concerto, surge o momento mais intimista com um Corey a solo a interpretar o primeiro grande sucesso da banda, o clássico “Bother”. O público respondeu, chegando em muitos momentos a sobrepor-se à voz de Corey, e com os telemóveis a iluminarem a sala. 

Foi apenas um breve momento de calma, pois logo de seguida os ânimos voltam a subir com algumas das músicas mais aguardadas, como “Get Inside” e “Made Of Scars”.


A grande surpresa da noite veio com a “Song #3”, pois eis que juntando-se a Corey em palco surgiu o seu filho de 15 anos, Griffin Taylor. Algo que, segundo Corey, só tinha acontecido uma vez antes, há precisamente um ano num concerto nos EUA e com a mesma música. Os mais atentos já tinham vislumbrado o energético adolescente nos bastidores seguindo entusiasmado o concerto, mas terão ficado boquiabertos quando Griffin se apresenta em palco. É caso para dizer que quem sai aos seus não degenera. Griffin, com um registo vocal impressionante, conseguiu pegar onde o pai tinha deixado, mostrando-se também ele um artista nato. Corey acompanhou o filho, de sorriso orgulhoso estampado na cara, e deixou-o brilhar.

Com uma piscadela de olho aos Kiss, que tinham atuado na noite anterior no Estádio Municipal de Oeiras, concerto no qual os Stone Sour marcaram presença, a banda atirou-se a uma cover de “Love Gun”. Não sem antes Corey ter apresentado a música no seu melhor sotaque à Paul Stanley e para risada geral da audiência. 

Após a homenagem aos Kiss, uma pequena pausa para, de seguida, nos presentearem com um encore de duas faixas, “RU486” e “Fabuless”, que concluiu o concerto de cerca de 100 minutos de duração. Corey ressurge em palco transportando a bandeira portuguesa para a devida despedida ao público que tão bem os acolheu. 

Esperemos que não passe mais uma década até os Stone Sour voltarem a Portugal, pois é de bandas com esta alma que o rock precisa!


Texto por Mariana Crespo
Fotografias por Ana Mendes
Agradecimentos: