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Dia 10/08 – Dia 2

Após o ano anterior,  quando organizarem uma campanha de promoção onde pediam, sob a forma de um cartaz, para a organização do Vagos Metal Fest os trazer ao festival,  os In Vein tiveram a honra de abrir o segundo dia desta edição do festival . Apesar de ainda ser cedo, conseguiram reunir uma quantidade mais do que respeitável de seguidores para os ver a atuar. A banda deu mostras, uma vez mais, que sabe muito bem o que faz em cima do palco, tendo o público respondido na forma de um moshpit muito agitado. A setlist trouxe-nos os temas retirados de “Resurrect”, o seu primeiro – e único – álbum, lançado no ano passado.
 
A encantadora e poderosa voz de Sandra Oliveira e os seus Blame Zeus vieram dar um tom mais rock ao Vagos Metal Fest. O seu som – embora mais soft que o da maioria das bandas que passaram pelo festival – encaixou-se na perfeição na palete eclética de estilos musicais mais alternativos e pesados que é este festival.
A banda guiou-nos por “Theory of Perception” ,o seu mais recente trabalho. Houve ainda tempo para apresentarem “Dejá Vu”, um novo tema com bastante garra, que recolheu uma boa receção.
 
O black metal melódico dos Invoke foi o ato que se seguiu, no entanto devido a problemas de som, o concerto apenas cumpriu o que era expectável.
Apesar da entrega e dedicação da banda que está a apresentar “Somnium Paradox”, - e que contou também com  a participação de uma convidada especial (Muffy a vocalista de Karbonsoul) no tema “Hall of Mirrors” -  o seu primeiro registo de longa duração, a falta de qualidade do som impediu que o concerto fosse desfrutado da melhor forma.
 
O stoner rock de Dollar Llama foi um momento de frescura no festival.
Felizmente os problemas de som mal se fizeram notar e o groove contagiante combinado com a  sua excelente presença em palco, deram azo a um concerto de qualidade.
As músicas tocadas foram na sua maioria retiradas de “Juggernaut”. O público recebeu-os de forma calorosa, sendo que depois desta atuação muitos terão ficado adeptos do som da banda.
 
Devido a um atraso com o voo dos Masterplan, os Ratos de Porão tomaram o seu lugar no line up deste dia. Sempre irreverentes e donos de um poderio em palco, os brasileiros Ratos de Porão serviram-nos aquilo que estávamos à espera, riffs podres e pesados com muita garra que deram o mote para a violência saudável na plateia. O mítico vocalista João Gordo continua com uma presença monstruosa em palco e desdobrou-se em elogios ao público português, que o recebe sempre com as maiores das honras. Temas como “Beber até Morrer”, “Aids, Pop e Repressão” ou “Crucificados Pelo Poder” – cuja mensagem continua mais atual que nunca, mesmo após cerca de 30 anos – fizeram as delícias dos presentes. No entanto, os malfadados problemas com o som fizeram-se sentir novamente – embora não de forma tão vincada como em outros concertos – tendo prejudicado de certa forma aquilo que teria sido de outro modo um concerto  irrepreensível.
 

Masterplan, uma banda de heavy/power metal têm um som que só agrada a uns poucos – mas bons – adeptos. Posto isto, não era de certeza um concerto para todos, sendo que foi escolhido como pausa para jantar e de descanso para o que viria a seguir. No geral a banda alemã apenas cumpriu com o que seria expectável e apresentou “PumpKings”, o seu mais recente trabalho, lançado o ano passado. Um concerto morno por parte de uma banda que só estava lá no cartaz a fazer número.
 
O nome maior do metal nacional, os incontornáveis Moonspell regressaram ao Vagos Metal Fest para apresentar “1755” o seu novo – e conceptual – registo de originais. O concerto começou bem e o público reagiu ainda melhor, ao cantar em uníssono os refrões dos temas “Em Nome do Medo”, “1755” e o já icónico “Opium”. Apesar de pequenos problemas no som, tudo ia como esperado, até que uma falha geral interrompeu abruptamente o concerto dos Moonspell. Seguiram-se cerca de dez minutos de muita agitação em que ficou a dúvida se existiriam ou não condições para dar continuidade ao concerto, no entanto os problemas lá se acabaram por resolver e a banda regressou ao palco para dar continuidade ao espetáculo, tendo salientado que tal regresso se devia exclusivamente ao respeito que têm pelos fãs e que ninguém nunca se pode esquecer que quem faz um festival é o público – umas afirmações um tanto fortes que deixaram no ar suspeitas que algo não estaria bem por detrás das cortinas. Antes de terminar houve tempo para as grandiosas “Alma Mater” e “Full Moon Madness”, que fecharam um concerto que apesar dos altos e baixos agradou à maioria que se reuniu para os ver.
 
Os históricos do hardcore norte-americano Converge tomaram o palco Stairway de rajada com a sua pujança musical. Aquele que para muitos foi um dos momentos mais aguardados deste dia – e quiçá um dos pontos altos do mesmo – resultou num concerto incrivelmente intenso que encheu as medidas dos presentes. Apesar do foco da setlist ter sido o mais recente trabalho de originais, “The Dusk In Us”, houve ainda espaço para temas mais antigos como “Dark Horse”, “Heartless” ou “Concubine” – que fechou o concerto. Uma prestação de outro nível que causou uma grande sinergia entre o público e a banda. Felizmente aqui os problemas de som foram praticamente inexistentes.
 
O espetáculo de Cradle of Filth, que para muitos foi certamente a jóia da coroa deste segundo dia, foi uma surpresa tremenda. Depois de muitos altos e baixos nos últimos anos, a banda regressou em toda a sua glória com o lançamento de “Cryptoriana – The Seductiveness of Darkness” o ano passado.  Com uma produção visual à altura a acompanhar o concerto, a banda pisou o palco ao som da intro “Ave Satani”, fazendo soar logo em seguida – para espanto de muitos – um dos seus temas mais conhecidos, “Gilded Cunt”. Seguiu-se “Beneath the Howling Stars”, que foi interrompida abruptamente – uma vez mais – por uma falha geral. Com uma excelente disposição, após a resolução do problema a banda regressou ao palco e aligeirou o ambiente com humor e seguiu em frente com a sua atuação.
O que se seguiu foi um desfilar de clássicos e de momentos de interação entre a banda e o público que mostraram o porquê de os Cradle of Filth serem um nome de interesse nos festivais. “Dusk and Her Embrace”, “Nymphetamine (Fix)” ou “The Forest Whispers My Name” foram momentos musicais de pura magia entoados por todo o recinto do festival. Um concerto que decerto ficará na memória dos presentes por muitos anos.
 
Com claras semelhanças visuais com os King Diamond, os Attic e a sua teatralidade foram o ato que se seguiu.
No entanto, não estavam numa posição muito privilegiada neste lineup – não é qualquer banda que consegue agarrar a atenção de um público que passou as últimas horas a ser maravilhado pelos concertos de Converge ou Cradle of Filth – sendo que o seu concerto pareceu um bocado morno e sem ir muito além do que era expectável.
O som, apesar de não ter tido falhas graves, também não estava suficientemente afinado, o que não ajudou em nada o concerto.
 
A grande festa do dia foi o concerto de Serrabulho. Uma banda que apesar da fama e respeito lá fora, em Portugal é alvo de discussões intensas -  há quem os ame e quem os odeie. No entanto, apesar de todos esses sentimentos que desperta, ao olharmos objetivamente para o que se passou no Vagos Metal Fest chegamos à conclusão que ninguém sabe animar melhor um final de noite que eles!  Foi um concerto cheio de eventos, desde explosão de almofadas, acompanhamentos de músicos tradicionais da região de Trás-os-Montes (de onde a banda é originária), festejo de aniversário de uma amiga com todas as honras e muitas bóias a voar. A banda incorporou o espírito do mítico festival de grindcore Obscene Extreme Festival e pôs todo o Vagos em modo de festa rija. Os Serrabulho aqui provaram uma vez mais por que motivo são cada vez mais uma das grandes referências do “party grind” pela Europa.
 
Apesar da eterna discussão acerca do lugar das bandas de tributo no panorama do underground metálico português, o fecho deste primeiro dia ficou a cargo dos Abaixo Cu Sistema.
Esta grupo, que presta tributo aos grandes System of A Down, interpretou alguns dos seus temas mais conhecidos, tendo causado uma explosão de alegria na plateia que aproveitou quase tanto como faria caso fossem os originais.
 
Foi mais um dia de bons concertos envoltos num ambiente de camaradagem que só um festival como o Vagos Metal Fest faz sentir. No entanto, há que destacar pela negativa os problemas de som que foram de tal forma marcantes que acabaram por manchar a festa e prejudicar a qualidade dos concertos deste dia.
 
 (ver mais fotografias do evento aqui e aqui)

Texto por Rita Limede
Fotografias por Jorge Pereira
Agradecimentos: Vagos Metal Fest