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Anneke Van Giersbergen é um nome bem conhecido para os fãs de metal da cena underground há duas décadas, pois ela era uma das poucas vocalistas de metal. A sua voz é maravilhosa e ainda encanta os fãs de todo o mundo. O seu último álbum “Symphonized” foi uma óptima desculpa para a Metal Imperium conversar com ela…

M.I. - “Symphonized” é um álbum ao vivo de 2 concertos que realizaste em conjunto com a Orquestra Residentie Orkest The Hague. Os concertos foram planeados para serem gravados e lançados mais tarde ou a ideia de lançá-los surgiu depois? Quão especial é tocar com uma orquestra? Quão diferente é quando comparado com uma banda normal?

De facto, a ideia de gravar esses concertos surgiu mais tarde. Percebemos o quão especial seriam e imaginámos que seria boa ideia gravá-los para criar uma memória e permitir que mais pessoas desfrutassem desta celebração criativa dos meus 25 anos de carreira. É claro que é muito diferente tocar com uma banda, mas o impacto e a intensidade de uma orquestra tão grande é basicamente igual, embora de uma maneira diferente. Mas senti-me muito em casa a cantar com a Residentie Orkest.


M.I. - “Symphonized” é uma colecção de músicas originalmente interpretadas pelos The Gathering, Vuur, The Gentle Storm, entre outros… como foi feita essa selecção? Em que critérios foi baseada? Quem fez os arranjos para as músicas? 

Sim, a coisa mais maravilhosa e demorada em toda esta operação foi, de facto, o arranjo das músicas. Houve dois arranjadores fantásticos: Marijn van Prooijen e Gijs Kramers que trabalharam nas músicas durante meses com muito amor e dedicação. Eles deram às músicas antigas uma vida completamente nova.


M.I. – Estás a planear fazer uma tournée (ou alguns concertos) com este álbum para promovê-lo? Levarás a orquestra contigo?

Isso é muito difícil de fazer. Viajar com uma orquestra é caro e requer uma grande produção. Vou trabalhar com eles em algo novo no próximo ano e tocar mais alguns concertos na Holanda, e talvez possamos pensar em mais alguns concertos no futuro. Adoraria isso!


M.I. - Na tua página do Facebook, mencionaste que “Esta colaboração com a maravilhosa orquestra Kamerata Zuid, conduzida por Frank Adams, foi feita para ser única, mas definitivamente repetir-se-á!!” O teu coração fica cheio de alegria quando as coisas resultam tão lindamente? O que há de tão especial nesta colaboração que faz com que desejes a sua continuação?

Sim, a orquestra Kamerata Zuid é um tipo diferente de orquestra e foi maravilhoso trabalhar com eles nesta ocasião. Nós também trabalharemos juntos novamente em 2019. Sinto-me muito confortável neste género e atmosfera. As músicas têm uma dimensão muito especial e é tudo sobre a melodia e intensidade da música. Às vezes sustenho a minha respiração enquanto os ouço e adoro isso.


M.I. - Já por cá andas há tantos anos... o que aprendeste? Farias alguma coisa de diferente agora?

Aprendi muito, como ser melhor cantora, intérprete, compositora, etc. Mas também como ser um ser humano melhor. Conhecer-me a mim mesma através da música, trabalhando com pessoas maravilhosas e difíceis, passando por bons e maus momentos, é a coisa mais importante na minha opinião.


M.I. – Foste pioneira nas bandas de metal femininas. Qual foi o impacto que tu e todas as outras músicas / vocalistas de metal tiveram na cena underground? Achas que as mulheres ajudaram a mudar as mentes dos metaleiros?

Eu acho que as mulheres adicionaram cor e luz à cena, o que é óptimo! Porém, tenho que dizer que gosto de estar num ambiente dominado pelos homens. Gosto da energia masculina e do peso da nossa cena e acho que o equilíbrio é perfeito assim. Beleza e animalidade quanto baste!


M.I. - De todos os álbuns em que participaste, há algum que te mudou para sempre? Um que é o melhor e ainda o ouves frequentemente?

Ah, uma pergunta tão difícil de responder, porque cada álbum tem uma certa importância dentro de um certo tempo na minha vida. No entanto, o meu álbum favorito dos The Gathering é “How To measure A Planet”. Foi um grande momento em que pudemos experimentar muito no estúdio. E, na minha carreira a solo, amo o meu primeiro álbum a solo “Air”, na verdade pelo mesmo motivo e também porque eu tinha escrito essas músicas nos meus próprios termos e criatividade, foi maravilhoso expressar-me através desse álbum. Sinto que este álbum ao vivo com a Residentie Orkest é um marco para mim. Celebrando todas as expressões musicais.


M.I. - Como é que o processo de escrita acontece contigo? Ao escrever músicas, sabes automaticamente para que projecto serão?

Todas as vezes é um pouco diferente. Geralmente as músicas e as letras juntam-se ao mesmo tempo, mas, nestes últimos meses, estou a escrever muitas letras, não muita música ainda, mas isso virá a seu tempo. Tudo se vai juntar quando for necessário, tenho a certeza.


M.I. - O que é que a Anneke tem reservado para o futuro próximo? Quando é que os fãs portugueses terão a oportunidade de te ver tocar aqui novamente? Deixa uma mensagem para os fãs e leitores da Metal Imperium.

Bem, vou escrever e gravar um álbum no próximo ano, acho que será um álbum acústico a solo. Vou andar em tournée mais um pouco com os VUUR, fazer alguns projectos com as orquestras e fazer uma tournée sozinha, solo acústico, por toda a Holanda. E estou a planear algo realmente especial para o final de 2019! :) Espero fazer uma tournée pela Europa e também visitar o vosso belo país!
Muito obrigado pelo vosso apoio, pois significa muito para mim!

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Entrevista por Sónia Fonseca