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“Terrorivision” é o novo álbum dos belgas Aborted... a banda tem andado muito ocupada mas consegue sempre surpreender! O baixista Stefano esteve à conversa com a Metal Imperium e fez algumas revelações deveras interessantes. Continue a ler...


M.I. - 23 anos é uma longa vida para uma banda de metal... os Aborted alcançaram os objectivos que estabeleceram quando formaram a banda?

Até agora, diria que sim, mas queremos sempre avançar e estabelecer metas maiores.


M.I. - O novo álbum acabou de ser lançado. Como te sentes? Como estão as vendas? As críticas são impressionantes!

Eu acho que este é o álbum mais criativo até hoje, e a reacção tem sido óptima! As vendas também parecem realmente boas, e conseguimos entrar em várias tabelas oficiais (como Billboard e Heatseekers, ou as tabelas oficiais alemãs), e isso é muito fixe!


M.I. - O título “TerrorVision” tem um significado mais profundo do que aparenta… podes falar sobre isso?

Vivemos num mundo onde a capacidade de pensar correctamente, devido à nossa independência, parece não ter importância, a menos que te ajustes ao padrão geralmente aceite de "conhecimento" ou aparência física. Factos científicos já não interessam, e as pessoas que se pronunciam são "queimadas" na fogueira como aconteceu na Idade Média, onde homens ou mulheres eram mortos como hereges por afirmarem que a Terra era um globo que girava em torno do Sol e não o contrário, ou porque eram vistos como bruxas (soa familiar hoje em dia, não é?). "Terrorvision" é um jogo de palavras (eu adoro jogos de palavras) com as palavras televisão (o meio de comunicação principal, pelo menos há alguns anos atrás) e terror, pretendido como terror geral espalhado pelas notícias e pelos média em geral.


M.I. - O processo de gravação desta vez foi feito de forma diferente... como o fizeram? Por que mudaram a maneira como costumavam trabalhar? Não ficaram feliz com os álbuns anteriores?

Se por diferente te referes às guitarras e baixo serem gravados num estúdio separado (o estúdio de gravação caseiro de Mendel) e as vozes e bateria serem feitos no estúdio de gravação de Kohle, então sim. Fizemos isso para economizar tempo e poder trabalhar com mais rapidez e eficiência - na verdade, nós podíamos trocar músicas de um lado para o outro e assim que o Ken tocava bateria, os outros tipos tocavam guitarra e baixo, depois as vozes. Foi um ciclo muito mais produtivo.


M.I. - Quem é responsável pela arte da capa? Achas que realmente ilustra a mensagem / sentimento do álbum?

Sim, criaturas horripilantes que controlam pessoas que se transformam em hospedeiros? Sim, realmente transmite a mensagem. O artista por trás disso é Par Oloffson.


M.I. - Vocês estarão muito activos ao vivo nas próximas semanas... gostam de andar em tournée? Fazem-no por prazer ou apenas para promover o nome / álbum da banda?

Todos nós gostamos de andar em tournée, senão não o faríamos! Haha! Às vezes uma tournée pode ser stressante – sente-se falta da família, de casa e fazê-lo com um line-up estável de pessoas trabalhadoras e com quem te dás bem, tal como na nossa formação actual, torna o trabalho muito mais divertido e agradável. Principalmente, nós fazemo-lo pelo prazer de viajar e tocar para os nossos fãs, mas obviamente a promoção é sempre um elemento chave.


M.I. - A banda andou em tournée pela Austrália recentemente… já tinham tocado lá em 2014… alguma diferença marcante entre as duas tournées? Como foi a experiência geral? Quão diferente é o público do europeu?

Os fãs australianos são sempre incríveis e fazem com que as 108129741394734 horas de voo valham a pena. Foram duas tournées divertidas, mas esta correu muito melhor em termos de logística - basicamente voávamos todos os dias e passávamos algum tempo no hotel antes do soundcheck e do concerto, enquanto que nossa última tournée australiana andávamos numa carrinha (passámos muitas horas sentados em assentos de metal, não de novo, obrigado). Obrigado mais uma vez a toda a equipa envolvida e a Dave Haley por organizar a tournée com TBDM!


M.I. - A banda já tocou em Portugal muitas vezes, mas não há nenhuma data aqui para a tournée europeia. Por quê? A maioria das bandas diz que Portugal é muitas vezes deixado de fora devido a problemas logísticos… é mesmo assim? Quão complicado é chegar aqui quando tocam em Espanha, que é mesmo aqui ao lado? Não há muitos promotores interessados?

Última pergunta, sim, provavelmente deves perguntar aos promotores, porque amamos Portugal, adoramos o clima, a comida e os fãs. Mas uma coisa posso dizer, pelo que tenho visto, também estamos apenas a tocar na parte "central / norte" de Espanha, o que torna muito mais fácil para nós "voltar" para o resto da Europa, passando por França, Alemanha etc. Mas não se preocupem, poderemos regressar em breve...


M.I. - Vocês já tocaram no SWR. Gostam de tocar cá? Muitos amigos? Grande audiência?

Esse concerto foi incrível (menos a areia que nos cobriu a todos haha), nós realmente gostamos do festival!


M.I. – Sentem-se diferentes em relação a tournées agora, comparando com quando começaram? Há alguma tournée em particular que tenha tido um impacto maior em ti por algum motivo? Em caso afirmativo, qual e por quê?

Eu diria que as últimas tournées foram absolutamente surpreendentes - nós fizemos tournées em locais com capacidade para 10 mil pessoas com os Kreator, Sepultura e Soilwork; também tocamos nos EUA como cabeças de cartaz este ano e a reacção foi incrível!! Mas a maioria das tournées que fizemos no passado, de alguma forma, eu relembro-as com prazer (o nosso primeiro Hell Over Europe com Origin em 2014 ou a que fizemos com TBDM há alguns anos atrás).


M.I. - Qual é a lição mais valiosa que aprendeste ao tocar pelo mundo?

Levar sempre muitas meias limpas e toalhitas.


M.I. – A vossa música é tão intensa e agressiva... como te sentes depois de um concerto?

Realmente exausto (risos) mas satisfeito. É porreiro sair do palco com a sensação que dei o meu melhor!


M.I. - Em relação à arte (em qualquer estilo ou forma)... quais os artistas que te inspiram e por quê?

Música e cinema são os estilos que mais influenciam a minha própria actividade, juntamente com bons autores literários como HP Lovecraft, Edgar Allan Poe ou o "Hellbound Heart" de Clive Barker. Eu gosto, particularmente, deste movimento retro inspirado nos anos 80, como Carpenter Brut na música ou Jason Edmiston na arte gráfica.


M.I. - Listado sob os interesses da banda está o "extermínio global". Não achas que a raça humana está a fazer um bom trabalho nesse sentido?

Sim, de facto, e eu endosso totalmente essa tendência!


M.I. - Se estivesses prestes a formar uma banda agora pela 1 ª vez, mas com todo o conhecimento que ganhaste nestes 23 anos... quão diferente ou semelhante seria a Aborted? 

Eu escolheria alguns membros de forma diferente mas, de resto, não tenho quase nenhum arrependimento!


M.I. – Lamentas algo relacionado com a banda? Quando pensas nos tempos difíceis e dificuldades que a banda passou nestas décadas, achas que valeu a pena? Alguma vez te passou pela cabeça a ideia de desistir?

Houve alguns momentos em que achei que era extremamente difícil, mas o pensamento de desistir nunca me passou pela cabeça. Os Aborted são a criatura de que mais me orgulho... como é que eu poderia desistir de gritar na cara das pessoas e vê-las a gostar disso?!


M.I. - Se pudesses refazer um álbum Aborted de novo... qual seria e por quê?

Todos sabem a resposta para isso… #osuspenseintensifica.


M.I. - Quantos anos tinhas quando te interessaste por horror, gore e música extrema? Tornaste-te músico por acaso ou sempre tiveste essa intenção?

Eu cresci nos anos 80, e era um adolescente quando me tornei fã das imagens de terror. O death metal dos anos 80 ou início dos anos 90 sempre foi uma grande influência para mim, portanto posso dizer que a ideia de fazer música cresceu em mim rapidamente.


M.I. - A banda é pressionada para lançar material novo a cada dois anos ou mais? Achas que ter um prazo para apresentar material novo pode estar a matar a criatividade de algumas bandas?

Prazos às vezes podem matar a criatividade mas, às vezes, se trabalhas com os músicos e pessoas certas, também pode fazer com que faças algo de bom. Felizmente, nós não temos esse tipo de pressão para escrever um álbum a cada ano, fazemo-lo porque gostamos.


M.I. - Como te sentes por saber que agora também estás a inspirar outros a seguirem os seus sonhos e tocarem a música que adoram? É uma responsabilidade pesada? Já conheceste algum verdadeiro die-hard fã?

Oh, nós encontramos muitos desses, também coleccionadores, que compram todas as diferentes edições do mesmo álbum e eu penso, 'caramba, gostas realmente de Aborted, não é?', e esse pensamento enche-me de orgulho. Se sinto que sou uma inspiração para os outros? Cabe-lhes a eles dizer isso, mas, nesse caso, isso é fixe, não é um fardo.


M.I. - No caso de teres que aconselhar alguém que nunca ouviu falar de Aborted... qual álbum é que a pessoa deveria ouvir primeiro e por quê?

Deve começar com "Terrorvision", pois é a combinação perfeita do que a banda se tornou em 20 anos de actividade!


M.I. - Do que mais te orgulhas como membro de Aborted?

Gritar loucuras enquanto ando em tournée e tocar a música que gosto para os nossos fãs!


M.I. - Por favor, deixa uma mensagem para os fãs e leitores portugueses da Metal Imperium Webzine!

Obrigado! E queridos portugueses não se preocupem, voltaremos mais cedo do que pensam!

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Entrevista por Sónia Fonseca