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Não há banda de Stoner que se preze que não reclame com orgulho a influência de Black Sabbath, especialmente sendo Britânica. Se alguém esperava algo diferente dos Orange Goblin, desengane-se: a fórmula é a mesma. Que é como quem diz que os Orange Goblin fazem aquilo que lhes dá gozo e o que, de resto, fazem bem há vinte anos.

Os álbuns dos londrinos são essencialmente uma extensão daquilo que fazem ao vivo e "The Wolf Bites Back", que sucede a "Back From The Abyss", quatro anos depois, não é diferente. Pelo menos não muito.

Há diferenças mais ou menos subtis que poderão escapar aos mais incautos, nomeadamente na produção. Logo a abrir “Sons of Salem”, o opener do mais recente LP, apercebemo-nos de que a voz de Ben Ward está mais escondida na mix e que o som da guitarra de Joe Hoare está mais polido. Pode parecer irrelevante, mas acaba por influenciar o feeling do álbum em geral. Enquanto que o assalto sonoro era muito mais frontal em álbuns anteriores, "The Wolf Bites Back" traz-nos um som quiçá mais maduro e menos musculado mas sem perder atitude.

A partir da faixa-título, feita de óptimos riffs, típicos do melhor Stoner dos Britânicos, a viagem passa por ambientes bluesy que lembram “Sabbra Cadabra” dos Black Sabbath em “Renegade”, malhas de baixo solitárias à Rex Brown em “Swords of Fire” e uma ou outra incursão New Wave of British Heavy Metal, como em “Suicide Division”. “The Stranger” mescla bem um Blues melancólico com registos Stoner e “Zeitgeist” fecha este lançamento com riffs épicos que soam verdadeiramente a fecho de ciclo.

Apesar dos títulos a remeter para um universo mais “fantástico”, há aqui alguma crítica social dissimulada. Frases como “Irrational in your belief/Upholder of the law becomes the petty thief” são exemplos dessa aproximação a uma realidade cada vez mais polarizada. Um veículo fácil para a agressividade idiossincrática dos Orange Goblin.

Em suma, "The Wolf Bites Back" é um registo muito sólido, bem produzido e que, sem inovar por aí além dentro daquilo que é o som clássico da banda Britânica, nos mantém entretidos ao longo dos seus 40 minutos de duração sem que a experiência seja minimamente aborrecida.

Nota: 8.2/10

Review por Daniel Orge