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Os AFFÄIRE têm no seu ADN o Hard Rock puro e duro dos anos 80. Ativos desde 2011, estão neste momento na fase final da masterização de “Less Ain’t More”, o seu novo trabalho. E esse foi o mote para falar com JP Costanza, baterista da banda cujos elementos optaram por ter nomes artísticos porque “temos liberdade para o fazer e não é preciso ser milionário ou famoso mundialmente para ter esse direito.” E é com esta mesma liberdade e naturalidade que ficámos a conhecer um pouco mais os AFFÄIRE. 


M.I. - Aguardamos o lançamento do vosso segundo álbum “Less Ain’t More”, prometido para este primeiro trimestre de 2019. O que podemos esperar deste novo trabalho? 

Coerência e evolução natural. Mantemos o estilo que fazemos desde o 1º dia, que podemos resumir a Hard Rock, assumidamente influenciado pela década de 80. A evolução vai notar-se mais a nível de arranjos e produção. Talvez por isso possa soar um pouco mais melódico, para alguns mais maduro e com mais atenção ao detalhe.


M.I. - Dois singles, um álbum, e um EP em sete anos. Como é o vosso processo criativo? Um lançamento de dois em dois anos exige uma atividade constante…

É verdade que temos conseguido manter um bom ritmo de lançamentos, mesmo com mudanças de line-up pelo meio. Temos lançado coisas novas ano sim, ano não. O processo criativo começa de forma individual e consolida-se em equipa: habitualmente eu ou o Rick temos ideias e registamo-las em casa e, de seguida, apresentamos à banda. A partir desse momento todos contribuem para as partes de todos e os arranjos acabam por ser um trabalho colectivo. Para isso poder funcionar, temos de estar todos a remar para o mesmo lado a nível de orientação musical e, nesse aspecto,  existe uma harmonia quase perfeita. Depois, somos muito focados em objetivos e isso ajuda a que as coisas vão avançando e que as músicas novas vão surgindo quando têm que surgir e num bom ritmo. 


M.I. - O vosso primeiro álbum foi masterizado por Davy Vain, este segundo tem essa tarefa entregue a Phil Brewster (conhecido por trabalhar com Sebastian Bach, por exemplo). Porquê estas vossas escolhas? 

Acreditamos que é saudável ter vários ouvidos metidos neste processo. A partir de certa altura, após tantas horas a gravar e a editar as músicas de um disco, por mais entusiasmo que haja, é natural que os ouvidos tanto do produtor como dos músicos já não sejam os mais “frescos” para definir o último toque no som de um disco. É nesse momento que nós optamos por trazer alguém para a equação. E já que vamos ter esse cuidado extra, faz-nos todo o sentido entregá-lo a produtores que trabalham com a “1ª divisão” do estilo musical que nós tocamos.


M.I. - Quando criaram os AFFÄIRE já traziam na bagagem experiência com outras bandas, de estilos bem diferentes. O que é que trouxeram dessas experiências e vivências?

Trouxeram uma iniciação à “indústria”, estofo e humildade adquiridos no underground, noção de erros a não repetir e, acima de tudo, a lucidez para perceber a importância de definir não só a identidade de uma banda logo de início, mas também do compromisso de cada um com essa identidade. Sem margem para ideias mal definidas à partida, nem para elementos que pensem “não é bem isto que quero tocar”.


M.I. - Glam rock, sleaze rock, hard rock, são alguns dos “estilos” referidos, quando se procura definir o vosso som. Claramente influenciados pelos anos 80, como é que vocês próprios se definem?

Não fugimos dessa questão e não temos a pretensão de ser reconhecidos como inventores da roda ou de um sub-género cheio de designações em várias línguas. Tocamos Hard Rock como manda a lei, assumidamente influenciado – como disseste, e bem – pelos anos 80, a época de ouro deste género. Obviamente que também há influências da década de 70, que lançou as bases para esse “boom” mais mainstream na década seguinte. Também temos no sangue marcas de outros estilos, sobretudo heavy metal tradicional e punk rock. Uma definição? Sinceramente, acho interessante ouvir pessoas – quando são conhecedoras - a definir-nos. Uns acham que somos mais sleaze, outros mais Hard Rock “americano” e, sinceramente, nenhum desses rótulos nos ofende, antes pelo contrário...


M.I. - E no mundo de hoje, ainda fazem sentido essas “etiquetas musicais”?

Se não forem pretensiosos, para tentar vender gato por lebre ou para impingir alguém como a última bolacha do pacote, não vejo mal nas etiquetas. Podem servir como um enquadramento útil para quem não faz a mínima ideia do som de um grupo. Isso e apenas isso, não uma caixa que oprima a criatividade de ninguém.


M.I. - O rock clássico e até o heavy metal, não fazem parte das referências da juventude de hoje em dia. No entanto, assiste-se, atualmente, a um renascer de interesse por essas sonoridades, surgindo até novas bandas sob a sua influência. O que pensam disto?

Olhando em perspectiva, os anos verdadeiramente negros para estes 2 géneros começaram com a febre do grunge em 92/93 e duraram até finais dessa década. O heavy metal ganhou uma nova força no início do século. O rock clássico teve uma tarefa mais dura pois ainda hoje existe algum estigma em relação a este estilo, baseado em argumentos infantis e de pessoas inseguras: fãs de heavy metal a fugirem do rock clássico/hard rock como o diabo da cruz é algo que nunca irei compreender. É tudo hard’n’heavy e nem existe uma fronteira definida entre os dois géneros. Esse “renascimento” do heavy metal trouxe também exposição a novas vagas de bandas, mas não me esqueço que isto começou a ser “cozinhado” ainda no final da década de 90, só que a um nível mais underground. O próprio hard rock ganhou um novo fôlego. Por um lado, houve muitas bandas “proscritas” que voltaram ao ativo após anos no degredo imposto nos 90’s e, por outro, apareceu uma nova geração de grupos que não sentiu esse estigma no passado e que fez agitar o interesse em torno do género, sobretudo na Escandinávia. O fácil acesso proporcionado, hoje em dia, pela internet, ajudou a que também aparecessem novos fãs, algo que praticamente não acontecia há 20 anos.


M.I. - Com o novo álbum “à porta”, prevê-se um ano de 2019 com muita atividade, certo? Podem-nos adiantar alguma coisa?

Sim, o plano é mantermo-nos ocupados! Ainda não temos data de lançamento do álbum, mas estamos já a trabalhar num vídeo para o 1º single, que será um pouco diferente do habitual vídeo de banda... Estamos também a preparar uma tour de apresentação do álbum, dentro daquilo que é possível fazer no circuito mais dado ao rock e metal. Há novo merchandise na forja e muita promoção a fazer!


M.I. - O mercado internacional está nos vossos planos? 

Já está há algum tempo. O nosso álbum de estreia “At First Sight” foi lançado por uma editora americana e a promoção internacional sempre foi uma prioridade para nós. Há cerca de dois meses fizemos dois concertos em Espanha, onde já tínhamos tocado na tour desse álbum e há a possibilidade de voltarmos e fazer mais umas datas pela Europa depois do novo álbum sair.


M.I.  - Muito obrigada pela vossa disponibilidade. Esperamos o lançamento do álbum, para o podermos ouvir. 

Combinado! Obrigado pelo interesse e pela divulgação! Quem não nos conhecer pode ver os nossos videos no nosso site www.affaireofficial.com e manter-se a par da nossa atividade ou contactar-nos através do facebook(@affairerocks) e das redes sociais do costume!


Entrevista por Rosa Soares