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A sala do RCA em Lisboa foi o local escolhido para, no passado dia 8 de Fevereiro, apresentar na capital o novo disco dos Fitacola, “Contratempo”. A celebrar também 15 anos de carreira, a banda de Coimbra convidou para a festa os Flyin’ Kings, Escorraçados e Contrasenso.


Em estreia absoluta no palco do RCA, os Flyin’ Kings trouxeram de Cascais um reggae-ska-punk despretensioso e relaxado, que animaram quem decidiu chegar cedo e apoiar quem está em cima do palco. As camisas havaianas e a atitude “chinela da praia no pé” ajudaram a compor a imagem do quarteto, com o conhecido Ivo Salgado na bateria, e foi agradável ouvir a mão cheia de músicas que os Kings trouxeram até ao RCA. “She Rock My World” foi a que soou melhor a este escriba e espero voltar a encontrar esta banda num palco proximamente, mais numa altura em que o tempo quente se juntar à festa.


Os Escorraçados continuam a ser vistos como uma banda de putos que andam de skate, apesar da década que têm já no activo. Vindos da linha de Cascais e trazendo debaixo do braço o EP “Bom Demais Para Ser Verdade”, arrancaram com “O Meu Lugar” logo seguido de “Attitude”, do disco de estreia “Die Trying”, a mostrar a evolução enquanto banda de skate punk. Na plateia era já possível ver muitos amigos da banda, que foram animando as hostes a cada música debitada por Tomé e amigos, mas foi na parte final do concerto, com “DIY”, “Atrás A Correr”, “Try or Die” e “Para Recordar”, dedicada ao Sérgio “Bifes”, que o circle pit tomou conta da sala.


Com números já interessantes, o RCA recebeu o punk rock dos Contrasenso. A banda dos arredores de Lisboa já há muito deixou de ser a “next best thing” do punk lisboeta e consegue já arrastar um bom contingente de adeptos, muitas caras conhecidas do underground, e que cantam juntamente com a banda de Gonçalo e Hipólito as faixas do autointitulado disco de estreia, editado o ano passado pela Infected Records. “Cabeça Erguida” mostra imediatamente aquilo a que a banda vem: punk melódico tocado a 200 à hora, cantado em português pela dupla de pontas de lança da banda. Uma fórmula que funciona na perfeição no som da banda mas ainda mais na prestação ao vivo, com a calma do Gonçalo na guitarra baixo a contrastar no irrequieto Hipólito, que salta, faz caretas, brinca com o público. Destaque para “Um Segundo”, uma malha brutal de punk rock com letra a alertar pelo excesso de orgulho e a apontar o dedo àqueles que passam a vida a criticar os outros, e a plateia cantou com a banda a uma só voz.


Até perto do final foi o desfiar das músicas de “Contrasenso”, mas a banda reservou uma surpresa para o encerramento do concerto: o convite a Tiago Cardoso, vocalista e colega de Hipólito nos Artigo 21, para cantar “Sunday Bloody Sunday” dos U2! O final veio com “Além do Tempo”, com Hipólito a acabar a actuação sem guitarra nas mãos, depois de partir uma corda.


Plateia aquecida, tempo para receber os anfitriões Fitacola. Apesar de estarem no RCA para apresentar o seu novo disco, a banda abriu o concerto com “O Teu Mundo” e “Só Mais Uma Vez”, ambas do anterior “Vontades, Escolhas e Razões”. Desta forma, e apesar de problemas na amplificação do baixo do vocalista Diogo, a banda agarrou o público  em bom número com temas sobejamente conhecidos, antes de se aventurar na descoberta do novo disco, com “Rede Social”.


Embora fosse nesse dia que o disco estava a ser distribuído juntamente com a entrada para o concerto, alguns temas já eram conhecidos graças às redes sociais, pelo que não foi surpresa a reacção que teve esse tema, com o refrão a ser cantado juntamente com a banda. Mesma recepção teve “Única Saída”, uma das favoritas deste disco, ou o single “Fio da Navalha”, que encerrou a apresentação a Lisboa de um disco que vai com certeza rodar muito nas aparelhagens de quem gosta de punk rock. Oscilando entre toda a sua discografia, com grande conectividade com o público e muitos agradecimentos a todos e em especial à Amazing Events por ter acreditado na banda ao ponto de a agenciar, os Fitacola mostraram que continuam a ter “espaço para continuar a lutar”. E ainda bem!!!

Texto e fotos: Vasco Rodrigues