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No passado dia 15 de Maio, Lisboa assistiu a uma noite histórica, que muita gente decerto recordará e contará a filhos e netos. A Sala Tejo do Altice Arena quase que rebentou pelas costuras para receber, 19 anos depois e pela mão da Hell Xis Agency, uma das instituições do punk rock internacional, os californianos Bad Religion. Finalmente de regresso ao nosso país, mas pela primeira vez na capital - a única presença em terras lusitanas foi no Festival Paredes de Coura -, a banda de Greg Graffin vinha acompanhada por outros dois grandes nomes do ska punk, os Mad Caddies e os Less Than Jake.


Exactamente às 20 horas entravam em palco os Less Than Jake. Em frente a um pano gigantesco com o símbolo da banda da Flórida, Chris DeMakes e companhia entraram a todo o gás com "Plastic Cup Politics", uma das faixas fortes de "Anthem", o álbum de 2003 editado para a major Warner Bros/Sire Records e até hoje o disco de maior sucesso da banda. Com um alinhamento muito curto para vinte e muitos anos de carreira, foi interessante notar que o foco foi apresentar a Lisboa todos os clássicos, deixando de fora o disco mais recente, o EP "Sound the Alarm" de 2017. O público, esse, adorou cada segundo da actuação da banda, saltando e moshando em faixas como "Johnny Quest Thinks We're Sellouts", do disco de estreia "Pezcore", "Gainesville Rock City", "The Science of Selling Yourself Short" e a apoteose final com "All My Best Friends Are Metalheads", com o convite a dois membros da plateia para estar com a banda em palco. Pelo meio houve bananas atiradas para a plateia e disparados rolos de papel, demonstrando o clima de festa generalizada com que se iniciou esta celebração punk rock.


Rápida mudança de palco e tempo de receber pela terceira vez no nosso país os californianos Mad Caddies. A sala já completamente à pinha continuava a dança, com muitos corpos já sem t-shirts, ajudada pela excelente performance de Eduardo Hernandez no trombone, uma verdadeira força da natureza. Do alinhamento também algo reduzido comparado com o já tinha sido visto nos primeiros concertos da digressão Punk in Drublic interessante ver a inclusão da versão de "She" dos Green Day, a provocar autêntica explosão na plateia, e que foi apresentada pelo frontman Chuck Robertson como "uma versão de uma pequena banda norte-americana chamada NOFX"- erro ou private joke?. A faixa está incluída no mais recente disco da banda, um disco de versões de clássicos do punk rock intitulado "Punk Rocksteady", transvestidos para um cenário ska/reggae como só os Mad Caddies conseguiriam fazer. Clássicos como "Backyard", "Contraband" ou o velhinho "Road Rash" não poderiam faltar, aumentando ainda mais a alegria visível nos rostos de quem estava quase incrédulo com a oportunidade de estar ali naquela sala.


Quando após algum tempo para mudança de material de palco as luzes se apagaram, o barulho feito pela plateia em antecipação à chegada dos Bad Religion deve ter espantado até os vários milhares que na Altice Arena, contígua à Sala Tejo, ouviam Marco Paulo confessar que tinha dois amores. Mas na Sala Tejo só havia espaço para um amor verdadeiro, o punk rock, e a banda de Graffin entrou logo a matar, com a habitual tripla de abertura desta digressão, "Them and Us", "Chaos from Within" e "Generator". Com um alinhamento preparado para matar saudades de 19 anos de ausência ("Nunca mais estaremos tanto tempo à espera para vos visitar", diria Greg mais para o final do concerto), em que percorreram nada mais nada menos do que 14 discos de originais, não poderia ter sido deixado de lado o mais recente "Age Of Unreason”, onde para além do já referido "Chaos from Within", marcaram presença "My Sanity" e "Do the Paranoid Style", todas elas recebidas quase da mesma forma que os grandes clássicos. E dizemos quase da mesma forma porque ninguém consegue ficar parado quando “Stranger Than Fiction” rebenta no PA!!!


90 minutos de uma intensidade fora de série para músicos já na casa dos 50 e muitos, e que passaram como uma flecha, com enormes destaques para “Fuck You”, “New Dark Ages” ou "21st Century (Digital Boy)", cantadas a plenos pulmões. A mínima interacção entre banda e plateia foi propositada, deixando a música desta instituição do punk rock mundial falar por si, e a Sala Tejo explodiu novamente de energia e alegria com “Fuck Armageddon… This Is Hell” e “Punk Rock Song”, a adivinhar o encerramento da celebração. Para o final em beleza, e deixar muitas lágrimas nos olhos de quem estava a presenciar história, o encore com “Sorrow”, “You” e “American Jesus” deitou a Sala Tejo abaixo. Lisboa experimentou pela primeira vez o poder dos Bad Religion e ficou a chorar por mais... Será que podem regressar já para o ano???

Texto e fotos: Vasco Rodrigues
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Agradecimentos: Hell Xis Agency