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Clepsydra" é o álbum de estreia dos Uivo Bastardo, um colectivo que reúne vários músicos que através da criação desta banda, assumem uma identidade negra e pessimista, espelhada em toda a sua plenitude através deste disco.

Ao longo de oito músicas bem distintas, que totalizam cerca de trinta e cinco minutos de audição, os Uivo Bastardo conseguem fazer-nos sentir o negrume que querem expurgar, através dos versos poéticos que compõem cada uma das músicas e que se fundem na perfeição com a apurada técnica instrumental dos seus músicos.

O álbum foi produzido pelo baterista David Jerónimo nos MalwareSoundStudios. 

Foi também quem fez os arranjos necessários, misturou e tratou da gravação de todo o álbum. 

As interpretações instrumentais presentes no álbum no baixo e na guitarra foram feitas por Ricardo Dikk e Miguel Camilo, respectivamente.

Paulo Bretão e João Tiago apenas se juntaram aos Uivo Bastardo após estarem concluídas as gravações de Clepsydra, sendo agora membros efectivos da banda.

A voz garrida e gutural do seu vocalista Hélder Raposo é um dos destaques do álbum, que em certos momentos declama e noutros vocifera as letras poéticas que compõem cada uma destas músicas.

A nível instrumental, o jogo rítmico que a banda faz oscilando a velocidade da melodia, é mais um elemento chave para o sucesso deste álbum.

O baixo ajuda a trazer uma ambiência necessária à ideia que os Uivo Bastardo nos querem transmitir, criando uma atmosfera nocturna e taciturna ao longo de todo o álbum, a bateria de David Jerónimo oscila ritmicamente dependendo daquilo que cada uma destas músicas pede, a guitarra, à semelhança dos outros instrumentos, tanto tem momentos que soam a Doom, como tem outros onde a velocidade é maior e por último os teclados de André Louro ajudam a dar os efeitos necessários, para que se crie a atmosfera de negrume idílico que os Uivo Bastardo pretendem-nos mostrar.

À semelhança do que os Moonspell fizeram com a música "Opium", recitando um excerto do poema de Fernando Pessoa "Opiário", também os Uivo Bastardo invocam na sua obra um dos grandes poetas lusitanos, Luís Vaz de Camões. "Tormentório" utiliza como letra a estrofe quarenta e quatro do canto V d' "Os Lusíadas".

Quando ouvi "Clepsydra", tive reminiscências de Mão Morta, Rasgo, Moonspell e Bizarra Locomotiva, mas também com a poesia do vocalista dos Rammstein, Till Lindeman, que no seu livro de poemas cáusticos, "Nas noites tranquilas", colocou no papel todo o imaginário que passa pela sua mente conturbada.

É um processo semelhante o adoptado pelos Uivo Bastardo, mas se existem comparações que possam ser feitas, o que esta banda está a fazer com este disco é na verdade único e o seu som tem uma identidade muito própria. 

Em poucas palavras este é um álbum visceral, cru, poético, pesado e implacável, totalmente cantado em português e que nos mostra uma perspectiva da realidade negra e pessimista que os Uivo Bastardo nos querem mostrar.

Nota: 8/10

Review por Luís Valente