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Entrevista aos Winterstorm



Há uma tempestade musical que vem conquistando a cena do power metal desde 2010 - Winterstorm. Com quatro álbuns lançados e uma trajetória repleta de sucessos desde o seu terceiro trabalho, "Cathyron," a banda não só ganhou reconhecimento internacional, mas também tem sido frequentemente comparada a nomes como Blind Guardian e Rhapsody.
A ascensão meteórica dos Winterstorm foi destacada por apresentações marcantes, incluíndo um concerto inesquecível no Wacken Open Air em 2012 e a participação na Heidenfest Tour em 2013. Os cinco músicos são considerados, por muitos críticos, como a nova esperança do power metal alemão, trazendo uma abordagem refrescante à cena metal.
Com um enfoque claro na melodia, os Winterstorm incorporam elementos distintos de vários estilos de metal, oferecendo uma experiência sonora única. De influências nórdicas Viking e Folk Metal, ao poderoso Power Metal, tudo isso encontra um novo brilho no contexto épico e orquestral da banda.
Nesta entrevista exclusiva, mergulhamos na história da banda, desde as suas origens em 2008 até ao novo álbum Everfrost. 
Falámos com Jochen Windisch que está na banda desde 2021 e que tentou responder o melhor possível às nossas questões.

M.I. -  Olá, obrigada por responderes a algumas das nossas questões. Vocês têm um novo álbum "Everfrost". Podes falar-me um pouco mais sobre o álbum?

O Alex, o nosso vocalista, está sempre a ler e a falar sobre como estamos a destruir o nosso planeta, e essa é a sua maior inspiração para escrever. Basicamente, o álbum todo fala de como estamos a destruir o nosso planeta, e ele fez algumas comparações com a Era do Gelo ou o destino dos Atlantes. Portanto, penso que cada música é um pouco sobre isso.


M.I. - Lançaram 5 singles deste álbum. Podes falar-me um pouco mais sobre as músicas? Sobre o que são? Foi difícil escolher quais seriam lançadas?

Todos fizemos uma pequena lista com as nossas favoritas. E exceto uma, penso, foi óbvio quais escolher. Portanto, foi fácil. Penso que começou com "To the End of All Known", o primeiro single. Esse vídeo são apenas filmagens de estúdio. E depois foi seguido por "Future Times" como outro single. "Silence" foi outro single, "Future Times". E depois tivemos "The Phoenix Died", que contou com a Elina dos Leaves’ Eyes.


M.I. - E como reagiram os fãs aos singles? Ficaram entusiasmados?

Oh sim, excelente. Recebemos muitas mensagens privadas, na verdade. Não apenas boas, mas na maioria sim. Mas penso que eles realmente gostaram. Quero dizer, é um pouco diferente do álbum anterior. Penso que isso tornou um pouco mais fácil, porque se ouvirem as coisas mais antigas, são um pouco mais inspiradas na Idade Média.


M.I. - Como foi o processo de composição para este álbum? Quem escreveu as músicas e as letras?

Na verdade, eu juntei-me à banda bastante tarde no processo, por isso o Michi já tinha escrito toda a música e o Alex, o vocalista, escreveu todas as letras. É mais ou menos o processo desde o "Cube of Infinity". É simples, mas é assim que é. E quando me juntei, já estava pa ajudar quando o guitarrista anterior não conseguia e para mim, foi bastante fácil juntar-me à banda a tempo inteiro. Mas como disse, o álbum já estava escrito, e eu apenas fiz a minha parte de guitarra solo.


M.I. - Qual é o significado da capa do álbum? É um cristal de gelo, certo?

É algo bastante simples, mas todos gostámos. Não tem um visual muito metal, mas gostámos bastante. Poderia ser um álbum de Natal, suponho. Mas foi a primeira ideia e seguimos em frente com ela.


M.I. - E quem desenhou a capa do álbum?

Foi também o Michi. Ele é o criativo. Ele faz todas as imagens e layouts.


M.I. - Podes contar-me um pouco mais sobre a banda, como se conheceram e o que inspirou o nome da banda.

Oh, isso é complicado para mim porque juntei-me à banda quando o COVID começou. Timing perfeito! Mas ouvi as histórias e o meu antecessor, antes daquele que eu substituí, e o Michi tentaram encontrar um bom nome e uma das sugestões foi Winterstorm.


M.I. - Como aconteceu a colaboração com Elina Siirala na música "The Phoenix Died"?

Fizemos uma lista com pessoas que gostaríamos de colaborar e ela era uma delas. E também os Leaves' Eyes estão na AFM Records, a mesma editora que nós. E depois foi um processo bastante fácil. Ela foi muito fixe. Apenas lhe escrevemos, ela estava realmente interessada e pronta para o fazer e cantou em estúdio. E depois também a convidámos para o vídeo e ela também aceitou. Por isso, foi bastante fácil e fixe.


M.I. - Na tua opinião, o que descreveria melhor o som dos Winterstorm?

Este novo som, eu diria, é uma boa mistura do nosso metal talvez com alguns elementos sinfónicos, mas também gosto muito das coisas mais roqueiras no novo álbum. Por isso, diria especialmente nessa direção, porque talvez até um pouco mais quando se trata do refrão, um pouco mais roqueiro de estádio. Principalmente, as mudanças óbvias foram que nos afastamos das coisas inspiradas na Idade Média e tentamos torná-las um pouco mais modernas.


M.I. - Como te sentes em relação às plataformas online para promover álbuns? Achas que é uma evolução natural das coisas?

Do ponto de vista da promoção, é fixe porque podes alcançar muitas pessoas com apenas um clique. Financeiramente, nem tanto. Mas todos mais ou menos concordamos. O que podes fazer? Não podes realmente fazer nada contra isso. Usamos isso pessoalmente. Usamos o Spotify. Se não tiveres alguns milhões de cliques, basicamente não ganhas nada. Mas, por outro lado, a nível de promoção, é fixe, mas acho que isso torna ainda mais necessário fazer muitos concertos ao vivo.


M.I. - Então, têm planos para fazer uma digressão para este álbum?

Sim, os planos já estão em andamento, não é algo sobre o qual possa falar. E a nova agência está a trabalhar nos nossos próprios concertos, mas será tudo este ano.


M.I. - Quais são as expectativas para a digressão? Muita gente a cantar as vossas músicas?

Espero que sim. Quando se trata de algo como apoiar uma banda maior, trata-se sempre, em primeiro lugar, de alcançar todas essas pessoas. Para que possas tocar para um público maior do que podes fazer sozinho agora. Esperamos que alguns gostem e venham aos nossos próprios concertos, onde tocamos um espetáculo mais longo. Se isso acontecer, o que mais poderíamos pedir?


M.I. - Normalmente, como são os vossos concertos? Cheios de energia?

Oh, espero que sejam cheios de energia. Pelo menos, estamos a tentar. Acho que temos muitos elementos de espetáculo fixes. Mas acho que todos nós gostamos disso. Não estamos apenas lá parados a tocar as nossas coisas e depois vamos para casa. Especialmente para mim, sempre foi sobre energia e muito movimento e interação com o público, e também tocas melhor, acho, se o público interagir contigo.


M.I. - E como foi voltar a tocar ao vivo depois da pandemia? Porque foram dois anos confinados.

Tivemos alguns concertos na Alemanha durante a COVID, mas muitas vezes era num clube normal, mas com mesas de cerveja, assim continuamente, todos estavam sentados ou de pé nas bancadas. Foi interessante. E foi aí que realmente percebemos o quão importante é obter energia das pessoas. Estávamos realmente agradecidos por tocar, mas eles estavam apenas sentados e isso foi um pouco estranho. E tocámos num festival na República Checa, o Rockcastle Festival. E então, passar de 50 a 100 pessoas sentadas na Alemanha para 2000 pessoas a ficarem de pé e a gritarem por ti, foi uma grande diferença.


M.I. - Uma última pergunta, gostarias de deixar uma mensagem para os teus fãs em Portugal?

Na verdade, nunca tocámos em Portugal. Se houver fãs em Portugal, acho que a coisa mais fixe seria, seria simplesmente tocar para essas pessoas em algum momento. Isso seria fixe!


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Entrevista por Isabel Martins