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A impaciência crescia e tornava-se quase palpável conforme os minutos avançavam lentamente e a sala da Incrível Almadense ia-se enchendo. À frente do palco, estava uma tela gigante montada onde passava em loop uma apresentação de fotos dos primórdios da banda – vendo-se inclusive algumas dos músicos com corpse paint. A acompanhar as imagens, tinha-se quatro faixas, duas desconhecidas para mim e as outras duas foram a “Halloween” de King Diamond e claro, como não podia deixar de ser, “Black No 1” dos Type O’ Negative. O interesse que pudesse advir da apresentação de fotos antigas, quando se repetiram por mais de cinco de vezes, a paciência começou a faltar ao público presente, mas tal foi necessário para que não ficasse ninguém de fora aquando início do espectáculo, confirmado por Fernando Ribeiro, quando se dirigiu ao público pela primeira vez. Esta seria uma noite especial, uma noite dedicada aos verdadeiros fãs de Moonspell, para aqueles que ouvir faixas como a trilogia “Wolfshade (A Werewolf Masquerade)”, “Love Crimes”, “Of Dream And Drama (Midnight Ride)” ou as folky “Lua D’Inverno”, “Trebaruna”, “Ataegina” (segundo Fernando Ribeiro, esta seria a posição original no alinhamento, já que “Ataegina” é a música irmã de “Trebaruna” mas a mesma foi retirada pelo ambiente “National Drinking Song” da música, acabando por aparecer como faixa bónus na segunda edição do álbum). A presença das Crystal Mountain Singers, Silvia Guerreiro (ex – Sarcastic e Godspeed Society) e Carmen Simões (ex – Aenima e Ava Inferi), deu aquele toque extra a “Love Crimes”, “Vampiria”, colocando-as mais próximas das versões originais. Além das duas talentosas senhoras a fazerem os coros em cima do palco, foi também notável a forma como o público mergulhou de cabeça nesta celebração do “Wolfheart”, tendo, em certas secções, dado a ideia de que se estava a tocar num estádio cheio que entoava as melodias marcantes das músicas. Após a “Erotic Alchemy” (também esta uma faixa há muito desaparecida das setlists da banda), eis que está reservada uma surpresa. Fernando Ribeiro chama ao palco Tann para tocar a “Alma Mater”, ele que esteve na banda na altura do Under The Moonspell. Um momento nostálgico muito bem recebido pelo público (mais uma vez uma aproximação à música original já que a voz de Tann faz-se ouvir no registo de estúdio em vários versos) nesta que é um dos hinos de sempre dos Moonspell. Como Fernando já tinha dito, este concerto não poderia ser apenas composto pelo Wolfheart, porque por muito bom que seja o álbum (e é), ninguém vem ver um concerto de cinquenta minutos. A introdução prolongada de “Allah Akbar! La Allah Ella Allah! (Praeludium / Incantatum Solstitium)” é um motivo válido para mais uma surpresa, desta feita para a intervenção das Ignis Fatuus Luna, um projecto de dança do ventre nas sonoridades de fusão gótica/dark wave/alternativa. Se havia algum momento em que fosse adequado a presença destas três bailarinas, era sem dúvida este. Findada a introdução, surge, naturalmente a “Tenebrarum Oratorium (Andamento I)”um épico tocado na integra e na perfeição (exceptuando pelo momento acústico no final que não foi tocado) com direito a todos os solos – momentos mais uma vez aproveitados para que as Ignis Fatuus Luna interviessem uma vez mais. Continuando na fase mais obscura, foi tocada a “Opus Diabolicum” e a “Goat On Fire”, esta última, talvez a faixa menos apelativa da noite.

Para finalizar o concerto, as atenções voltaram-se para o segundo álbum de originais, “Irreligious”, apresentando a sequência “Opium” e “Awake!” para iniciar e encerrando com um Mephisto aclamado e por um Full Moon Madness intrasponível no seu lugar de encerramento. Uma noite mágica para todos os fãs e para os próprios Moonspell, uma celebração digna e perfeita para o Halloween e se há algum significado, se há algum sentido em celebrar uma tradição americana que se instalou recentemente no nosso país, ele está presente todos os anos nos eventos promovidos pela banda. Ou por outras palavras, a melhor maneira de celebrar o Halloween, continua a ser com os Moonspell. Houve ainda uma after party dos Opus Diabolicum que tocaram as suas interpretações de músicas como “Opium”, “Scorpion Flower”, “Vampiria”, “Tenebrarum Oratorium (Andamento I)”, “Everything Invaded”, “Blood Tells”, salientando os momentos especiais com a faixa original chamada “Moonspell” inspirada e dedicada à banda, a “Alma Mater” com a participação de Fernando, Mike e Tann na voz e coros respectivamente e claro a “Full Moon Madness” a encerrar como não podia deixar de ser. Um bom espectáculo onde embora não seja totalmente original, a roupagem dada às músicas e os arranjos justificam por inteiro qualquer questão que se coloquem a esse respeito. O fim de noite ideal para os que anteriormente voltaram ao passado nas suas memórias e a confirmação de que os Opus Diabolicum têm pernas (ou seja, talento) para outros voos.


Texto por Fernando Ferreira

Fotografias por Pedro Roque



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