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Anneke Van Giersbergen é uma das mais conhecidas e conceituadas vocalistas do mundo do metal e por isso já dispensa apresentações. No passado mês de Janeiro deixou o heterónimo Agua de Annique e lançou o seu primeiro álbum em nome próprio, intitulado "Everything is Changing". Estivemos à conversa com a mesma, para saber mais acerca do seu novo disco.

M.I. - Porque deixaste de utilizar o pseudónimo Agua de Annique, e compuseste um álbum com o teu nome próprio? O facto de o teres feito tem como objectivo assinalar alguma mudança, ou um marco na tua carreira e vida pessoal?

Anneke - Eu senti que o álbum ao vivo “Live in Europe” encerrou um capítulo. O meu novo álbum tem um som novo e de qualquer maneira acho que muitas pessoas não entenderam o facto de eu ter começado a trabalhar sob um apelido. Acho que estava com medo de ser a capitã do meu próprio navio, e escolher um nome de banda parecia fazer lógica naquele tempo, mas agora sinto-me confiante o suficiente para mostrar ao mundo: “Esta sou eu!”.

M.I. - O nome do álbum, “Everything is Changing”, e a tua escolha em usar o teu nome real, dão a entender que algo ou tudo mudou. Podes explicar-nos como surgiu o nome do álbum e o que mudou ou não?

Anneke - Para mim a vida no geral é sobre a constante transformação, e nela aprendemos a lidar com essas mudanças. Eu acredito no movimento e não na estagnação. Às vezes as mudanças acontecem lentamente, mas ultimamente parece que tudo está a acontecer muito rápido. Eu posso ver isso no mundo à nossa volta, em que cada vez mais as pessoas não aguentam a injustiça por muito tempo. Quando comecei a trabalhar no meu novo álbum havia muitas coisas a acontecer na minha vida profissional. Conheci e comecei a trabalhar com pessoas novas e novos parceiros. Tendo sido também muito inspirador.

M.I. - As músicas “1000 Miles Away From You”, “Circles” e “My Boy” são das músicas mais emotivas e provavelmente mais pessoais do álbum. Esta última dá a entender que foi escrita para o teu filho. Podes falar-nos um pouco delas, das emoções que tentaste expressar e do seu significado?

Anneke - “My Boy” foi escrita para o meu pequeno e lindo menino Finn. Na qual eu reflicto sobre ser a sua mãe. “Circles” foi escrita quando bons amigos meus enfrentaram uma tragédia nas suas vidas pessoais, isto levou-me a pensar sobre a capacidade de algumas pessoas conseguirem estar estáveis quando uma coisa destas acontece.

M.I. - O Daniel Cardoso além de ter produzido o disco, participou na composição deste álbum. Porque escolheste trabalhar com ele e qual o método de trabalho? O que adquiriste com esta experiência e o que achaste dela?

Anneke - O Daniel é amigo comum dos rapazes de Anathema e conheci-o pela primeira vez depois de um concerto de Anathema em Paris. Ele disse que me queria enviar algum do seu trabalho, é claro que muitas pessoas me oferecem o mesmo, mas as nossas ideias pareceram ser compatíveis e por isso estava curiosa para ouvir a sua música. Ele enviou-me algo que mais tarde se tornou o meu single “Feel Alive”, foi depois de o ter ouvido que decidi que queria trabalhar com ele no meu próximo álbum. Basicamente o Daniel compôs a música e eu escrevi as melodias vocais e as letras. A maioria das coisas era enviada através da internet, mas eu fui a Portugal por alguns dias e o também Daniel veio ao meu estúdio.

M.I. - Sabemos que já fizeste várias colaborações com bandas famosas como Within Temptation, Novembers Doom, Moonspell, entre outras. Qual destas experiências te marcou mais, e o que é que aprendeste com ela? Tens alguma colaboração em mente, ou pensas dedicar-te apenas ao teu novo álbum?

Anneke - Eu adoro gravar e actuar com outros artistas. Todas as colaborações criam uma nova energia e uma produção criativa. Gosto da frescura que isso implica o que me inspira como artista a solo no meu próprio trabalho. Por exemplo, trabalhar com o Devin Townsend foi incrivelmente gratificante. Nós eramos colegas de editora nos anos 90, mas a nossa amizade tornou-se mais próxima quando começamos a trabalhar juntos. Foi necessário todas as minhas capacidades vocais para cantar nas suas composições o que foi muito desafiante.Este ano quero focar-me no “Everything Is Changing”. Por agora a única excepção é participar no novo álbum do Devin: “EpicLoud”.

M.I. - Tens em mente fazer algum concerto em Portugal este ano?

Anneke - Claro, mas desta vez quero trazer a minha banda. Há cerca de um ano atrás fiz um concerto acústico em Braga, mas estou à espera de uma oferta para vir e actuar com a minha banda completa.

M.I. - Quais são as tuas ambições para o futuro?

Anneke - Este ano quero estar em tour o máximo possível a promover o meu novo álbum, depois disso todas as opções estão abertas. Não tenho muitas ambições, mas adoraria fazer outro álbum com o Daniel Cardoso.

M.I. - É um facto que os portugueses têm um carinho especial por ti. Desejas deixar-lhes alguma mensagem?

Anneke - Eu adoro Portugal. A comida, as pessoas, o tempo. Tenho grandes amigos por lá e de facto o meu irmão vive em Lisboa, espero visitá-lo novamente antes do Verão! Assim que uma promotora profissional convidar a mim e à minha banda, eu estarei de volta.


Entrevista por Patricia Torres