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Uma tarde / noite de sábado diferente e muito bem passada, foi o que este festival Artilharia Pesada nos ofereceu. O espaço do Revolver Bar em Cacilhas foi mais que apropriado para receber as sete bandas nacionais escolhidas para este evento, que uma vez mais pecou pela pouca assistência. No entanto, é de louvar este tipo de iniciativas e esperar que as pessoas entendam que o metal nacional está vivo, de boa saúde e necessita do apoio de todos aqueles que apreciam este tipo de música. Ainda assim, uma assistência de cerca de 150 pessoas conseguiu compor razoavelmente a sala da margem sul. 

A iniciar o evento os Auschwitz (o mesmo nome que um campo de concentração nazi, mas como a banda faz questão de indicar no seu Facebook “O nome da banda não representa uma adesão à ideologia nazi, mas uma exposição dos horrores que são derivados da mesma”). Com uma sonoridade muito assente num death / thrash metal ao estilo americano, mostraram alguma ideias interessantes, mas que não conseguiram grande movimentação num Revolver ainda muito vazio. No entanto, ficou a vontade da banda de dar um bom concerto e foi isso que aconteceu, não obstante a tenra idade dos seus integrantes. 

Os Lunae Lumen foram a banda que se seguiu, apresentando um black metal sinfónico e utilizando instrumentos da cultura portuguesa, foram uma excelente surpresa para aqueles que não os conhecem. A dualidade de vozes gritada / operática e uma temática enraizada na história e culturas nacional fazem dos Lunae Lumen uma banda original e interessante.

Outra excelente surpresa foram os Creation Undone. Esta banda algarvia pratica um death metal brutal muito na linha de uns Nile ou Suffocation, técnico e intenso. No entanto, todos os focos de atenção se centram na sua vocalista Sylvia, uma miuda franzina que quando abre a boca deixa toda a gente de queixo caído. Muito poder vocal, aliada a uma prestação muito acima da média, e uma banda ainda à procura de mais coesão. Apesar das boas ideias apresentadas, a plateia acordou realmente com a cover de “Blinded By Fear” dos suecos At The Gates. Com o lançamento do disco de estreia “Misanthropic Reflections”, pedem-se mais concertos para esta jovem banda.

De jovem é que a banda seguinte não tem nada. Os eborenses Karseron andam por cá desde 1992, sempre comandados por Gualter Charrua. O seu death / black metal arrastado arrefeceu um pouco a plateia, mas em nada tirou intensidade ao seu concerto. Uma banda mais coesa, fruto da longevidade da carreira e com ideias muitos interessantes, de onde a demo “Krux Krucis” de 2005 já merece um sucessor à altura da qualidade desta banda.  Após uma pausa para o jantar, o lote das três bandas seguintes era o mais apetecível e foi aqui que se assistiu a uma maior afluência de público.

A iniciar, os Martelo Negro. Com antigos integrantes de diversas bandas nacionais como os Namek, Neoplasmah e Filii Nigrantium Infernalium, descarregaram sobre a plateia o seu black / thrash sujo e corrosivo. Uma postura austera e um público mais participativo levou malhas como “Servos da Cúspide”, “Mutilação Ritual” ou “Hierofante em Chamas” a soarem ainda mais brutais e demolidoras. Um prestação de elevado nível.

Grog. Talvez a banda que a maior parte dos presentes tinham vindo ver. Se os anteriores Martelo Negro amolgaram a assistência, a banda de Pedra e seus pares destruíram tudo e todos. Um concerto desta banda lisboeta é sinónino de violência sonora e é impossível ficaramos indiferentes aos disparos que vêm do palco. Já com quinze anos de carreira, em quase uma hora percorreram a sua carreira, desde temas do mais recente “Scooping The Cranial Insides” como “Ravenous Loathing (com Sergio, ex-Black Sunrise), “Hanged by The Cojones” ou “Anal Core” e visitam outras malhas da sua carreira como “Acephalus Meatgrind Orgy Hibernation”, “Fellowship of The Shaved Balls” ou “Necrogeek”. Sem dúvida, uma das grandes bandas nacionais, com muita atitude e profissionalismo. 

Daí que a tarefa da banda a fechar o festival não seria fácil. Depois da sova dos Grog, sobrava aos Holocausto Canibal destruir o resto que faltava. Tal não foi totalmente conseguido, muito devido ao som um pouco confuso e à pouca participação do público. No entanto, a banda do Porto conseguiu dar um concerto bastante razoável e profissional, levando aos que ainda restavam na sala assistir a como se faz bom death / gore demolidor.

Pode considerar-se este festival como um meio sucesso. Boas bandas, uma boa sala e um som globalmente aceitável ajudam a elevar o metal nacional, onde só falta mais publico para ajudar a ser maior. Esperamos um Artilharia Pesada em 2013. 

Texto por João Nascimento
Agradecimentos: Metals Alliance