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Foi uma fria noite de Novembro que recebeu, no República da Música em Lisboa, a ultima data da digressão europeia dos norte americanos Every Time I Die, de promoção ao seu mais recente disco “Ex Lives”. A banda dos irmãos Buckley, goza de algum estatuto no nosso país e isso ficou provado quer pelo grande número de pessoas a assistir, quer pelo concerto muito intenso que a banda deu. Mesmo sendo o metalcore um estilo marginalizado, o certo é que os americanos Every Time I Die sabem fazê-lo bem, juntando pormenores que tornam a sua música bastante apelativa.

Foi uma sala bem composta (cerca de 200 pessoas) que começou por assistir ao concerto dos lisboetas For Godly Sorrow. O metalcore com guitarras afinadas muito em baixo e ritmos intensos serviu para aquecer os presentes e pouco mais. É uma banda com interesse, de integrantes muito novos mas com muita garra, mas com um longo caminho a percorrer. No entanto, conseguiram arrancar alguns aplausos da plateia ao som de temas do seu mais recente EP “Black and White”.

O que seguiu foi a pura devastação com os We Are The Damned. A fúria do death & roll da banda lisboeta liderada por Ricardo Correia é absolutamente avassaladora. Agora com Mike Ghost na guitarra, o concerto dos We Are The Damned foi uma sucessiva descarga de temas rápidos e letais, intercalados com algumas palavras de intervenção por parte de Correia. A certeza é que os temas do último “Holy Beast” estão ainda muito presentes e é impossível ficarmos indiferentes a tamanha violência sonora que vem de cima do palco. De tal forma que os rapazes dos Every Time I Die ficaram admirados com a qualidade da banda lisboeta, dado o excelente concerto que deram nessa noite. Às portas de gravarem um novo trabalho, este foi, certamente, um dos pontos altos dessa noite.

Por falar em pontos altos, esperava-se mais dos Mr. Miyagi. Depois da violência dos We Are The Damned, a banda de Viana dos Castelo arrefeceu um pouco a plateia, que esperava os temas mais intensos da banda. No entanto, o alinhamento privilegiou malhas mais em regime rock & roll e menos explosivas. Uma banda aparentemente cansada e um som baixo comparado com as duas bandas anteriores não ajudaram muito os Mr. Miyagi a manter os níveis de intensidade da noite. Mesmo assim, o vocalista Ciso conseguiu manter a plateia animada, mas que esperava ansiosamente os cabeças de cartaz da noite.



Quase um ano depois de terem actuado no nosso país, os Every Time I Die começaram por arrancar com “Underwater Bimbos From Outer Space” do recente “Ex-Lives” e daí em diante foi um desfilar de temas a banda de Nova York, sempre acompanhados por um público em perfeito frenesim, com muitas movimentações em cima do palco e na plateia. Um som muito alto (até demais), por vezes imperceptível, não ajudou a que o concerto dos Every Time I Die fosse perfeito. Se em cima do palco  a banda dava tudo nesta última data da tour europeia, o certo é que o som chegou a “matar” um pouco essa intensidade. No entanto, malhas como “I Been Gone A Long Time”, “Wanderlust” e “The New Black” não deixam ninguém indiferente, e a banda, que até atacaram o riff de “Domination” dos Pantera, deu concerto com níveis de adrenalina muito elevados e de grande profissionalismo. O final com “Indian Giver” foi mais que apropriado para encerrar a noite e deixar aquela sensação de dever cumprido, quer por parte da banda quer pelo público presente, que esteve desde o primeiro minuto em perfeita sintonia com a banda.


Texto por João Nascimento
Fotografia por Pedro Roque
Agradecimentos: Xuxa Jurássica