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A Aula Magna encheu-se para acolher uma lenda viva: Steve Vai regressou a Lisboa e à sala que talvez se adapte melhor ao espectáculo que nos traz: um circo, no verdadeiro sentido do termo.


O público que quer circo aplaude e diverte-se a valer quando um artista consegue pôr uma guitarra a falar como uma personagem de animação. O público que venera a guitarra fica maravilhado com as façanhas incríveis do mestre-de-cerimónias. Algum público mais melómano pode achar excessivo tanta nota por segundo e tanta acrobacia por metro quadrado…

Os dedos implacáveis de Vai são uma entidade quase separada do seu próprio corpo. A precisão de cada nota, a nitidez de cada riff e a minúcia de cada solo saem imaculados, apesar da parafrenália de pedaleiras que povoam o palco, fazendo conjunto com amplificadores gigantes e personalizados. Um cenário bem à medida de Mr. Vai e do seu ego descomunal.



A festa é imparável, com um baterista que parece saído de um filme do Kusturica (há um momento delicioso em que aparece com um mini-conjunto de pratos e timbalões – o set acústico estava a fazer-lhe sono, disse), um‘segundo’ guitarrista, Dave Wiener, que aparenta mais dotes de compositor que a estrela da banda (tocou um original delicioso), um baixista impressionante multitalentoso e uma harpista que pouco adianta ao set – o instrumento pouco se consegue ouvir durante todo o concerto devido ao trabalho incansável das outras cordas. Aliás, ouve-se durante uns minutos suaves e agradáveis num solo demasiado curto. Talvez pudesse ter um pouco mais de espaço no set.


O espectáculo de Mr. Vai tem pouco a ver com música. É puro circo, o maior espectáculo do mundo, um dos condimentos importantes da vida desde a antiguidade clássica. Como bónus, a banda apresenta-nos ainda excelentes momentos de stand-up comedy: são todos excelentes comunicadores e mostraram-se bastante loquazes e humorados na fria noite lisboeta. Alguns diálogos foram francamente engraçados!

A lenda está bem viva. Mr. Vai faz coisas incríveis com uma guitarra nas mãos e é um grande prestidigitador. Deu-lhe para a guitarra: se lhe tivesse dado para truques de ilusionismo, estaríamos agora a pôr em causa a nossa capacidade para ajuizar o real…


Quanto aos temas tocados: destacar um ou outro num espectáculo deste tipo é tarefa ingrata. Talvez “Building the Church”, “Weeping China Doll” e “Treasure
Island”. A loucura dos riffs, a detonação sonora que ocorre em cada música e a insanidade digital de Vai preenchem o resto da noite.

É muito? Imenso!
É pouco? Sem dúvida…



Texto por Pedro Cotrim
Fotografias gentilmente cedidas por Paulo Tavares
Agradecimentos: Everyting Is New