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Quatro meses e meio depois de terem visitado Beja, no Santa Maria Summer Fest, os ingleses Doom voltaram a pisar solo nacional, desta feita na República da Musica, em Lisboa. A lendária banda do Crust, que lança agora «Corrupted Fucking System», passeou destruição logo após os nossos Atentado terem aberto a contenda de forma não menos bruta. Não importando os motivos, embora sejam relativamente fáceis de identificar, pena foi que a sala estivesse pouco preenchida, havendo, inclusivamente, um vasto pano negro a meio da mesma, dividindo o espaço em duas metades, proporcionando (acredito que conscientemente) maior intimidade e conforto entre as bandas e a centena de fãs. 


Enquanto o início tardava, conversas eram postas em dia e o bar invadido pela sede. Tudo foi, finalmente, interrompido, quando do outro lado da cortina surgiu o chamamento. Os Atentado estavam prontos para fazerem tremer o chão e, terminados os quase quarenta minutos de actuação, pode-se dizer que a missão a que concorriam foi amplamente cumprida. O Rafael (voz), notoriamente satisfeito por fazer parte desta noite, lembrou a importância que bandas como Doom têm para si e para os seus parceiros, e gritou, gritou, gritou. Gritou com a certeza da incerteza do amanhã, enquanto à sua volta a violência desenfreada fazia o resto. Sem segredos, sem invenções e indo directamente ao assunto, a banda deu a «Antagonist», o próximo álbum de Atentado, uma atenção especial com alguns temas de rajada a abrirem o apetite, sendo que, claro, também o excelente trabalho de estreia «Paradox» esteve bem presente na setlist. O chão abanou, não cedendo, e o público não foi além do headbanging, e algum serrar de dentes, guardando para o que se seguiria as energias próprias de uma Segunda-Feira à noite. 



E se até então haviam guardado as forças, estava na hora de explodirem e pegaram-se à “porrada”, acompanhando aquilo que é quase uma exigência do som dos Doom. A intro e a entrada dos quatro elementos em palco, fizeram pairar imediatamente no ar a ideia de que ia ser uma hora dura, intensa e cruel, sem preocupações com as dores do dia seguinte. E assim foi, efectivamente. A t-shirt dos ABBA, vestida pelo Denis, servia só para enganar, pois os ingleses traziam na bagagem a vontade genuína de deitar a casa abaixo. A calma, o aparente estado de sonolência, rapidamente viraram selva e o caos instalou-se lá à frente. Sem comunicarem muito, concentrado-se em oferecer música que nos violasse os ouvidos, lá foram tocando em algumas feridas da sociedade, aproveitando muito bem a arte para passar a mensagem e a posição da banda. Desbravando caminho ao longo da sua discografia, incluindo o mais recente trabalho, contaram com a ajuda vocal dos presentes em alguns dos temas, e houve ainda uma participação especial do Rafael na «Exploitation». «Police Bastard» foi talvez o tema que mais vozes fez aproximar do microfone, sem surpresa, e «A Means to an end» encerrou com chave de ouro o encore e o concerto. No final, o vernáculo fazia-se ouvir, no sentido de elogiar o petardo que havíamos assistido. Eles já não vão para novos, particularmente o baterista parece-me (sem saber a idade, a aparência não engana), mas mostraram estar numa forma soberba, imparável! É certo que as duas bandas mereciam mais público, provaram isso mesmo, mas não foi por isso que deixaram de dar o melhor de si nesta belíssima noite de “tum-pa-tum-pa-tum-pa”!


Texto por Carlos Fonte
Fotografias por Ana Carvalho
Agradecimentos: Xuxa Jurássica