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Num noite fria em Lisboa, o Paradise Garage recebeu uma noite há muito anunciada e aguardada. Os Satyricon regressavam a Portugal, trazendo consigo o ar fresco norueguês, e fazendo-se acompanhar pelos Chthonic, da Formosa (Taiwan), banda que havia visitado o nosso país, recentemente, na edição de 2012 do Vagos Open Air. Satyr e Frost, esses, não pisavam território lusitano há uns valentes anos, o que gerou muita expectativa em torno dos seu fãs nacionais…ou, pelo menos, dos que não se perderam ao longo da evolução sinuosa da dupla lendária.


O Garage estava quase à pinha. E, apesar de estarem em palco apenas por trinta e cinco minutos, os Chthonic eram também razão para que a sala ficasse bem preenchida desde cedo. Após gerarem simpatia e interesse no ano transato, os guerreiros mascarados e intensos estiveram a um nível bem meritório, não contando, porém, como o som ideal. A descarga de black/death com linhas muito melódicas e uns apontamentos “folkeiros”, agradaram e de que maneira uma plateira que os recebeu de braços de abertos e contribuiu para que a banda se sentisse em casa. Bons músicos e com a presença em palco bem estudada, os asitáticos aproveitaram, com eficácia, o tempo que tiveram para ganhar mais alguns fãs. É incontornável, a Doris (baixista) ajuda na recolha de novos “likes”. Sem qualquer ponta de favor, os Chthonic proporcionaram mais do que um bom início de noite, convidando todos a confraternizarem com eles após o concerto.



Mas a noite era pertença de outros. A expectativa pairava no ar e intensificava-se com a ligeira demora. As luzes apagaram-se, todos ocuparam o seu espaço e os Satyricon entraram em palco sob o ruído e os “corninhos”de um público que já estava entregue antes mesmo do Frost marcar o início de «Voice of Shadows», tema instrumental que abre o novo álbum homónimo. Eis então que Satyr assume o comando e com o clássico «Hvite Krists Dod», do segundo registo «The Shadowthrone», dá um empurrão definitivo nas nossas emoções, para não mais lhes dar descanso. Com tempo para parabenizar Portugal pelo acesso ao Brasil 2014, os noruegueses passaram por quase todos os trabalhos de estúdio, incluindo uma contida visita ao novo. A vertente que assumiram com o «Volcano» esteve mais presente, mas, claro, não faltou uma atenção dupla ao tremendo «Nemesis Divina», que  causou estragos no pescoço, sendo de lamentar apenas a ausência do «Rebel Extravaganza» da setlist, mas já se sabia que a brisa fria não passava por lá. Com um Satyr mais comunicador, simpático e beijoqueiro do que era há 15 anos atrás, digo eu, criou-se uma relação muito pessoal entre os artistas e os seus seguidores, que entoaram bem alto vários refrões, como «Now Diabolical», «Black Crow on a Tombstone» ou «Die By My hand». Ao fim de uma hora e vinte minutos, eles despediam-se ouvindo o seu nome ser cantado, e o Frost foi, finalmente, visto quando abandonou a bateria para agradecer o apoio dos fãs nacionais. Que não levem dez anos a voltar, é o que pedimos!



Texto por Carlos Fonte
Fotografia por Paulo Tavares
Agradecimentos: Prime Artists