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1º Dia - 18-04-2014

Desde 2011, aquando da sua 5ª edição, que estava extinto o festival anual da Hell Xis, organizadora e editora nacional que, além de todas as bandas do panorama punk/hardcore que traz ao nosso país e de todas as bandas nacionais que edita, tinha ainda um festival onde reunia grandes bandas todos os anos, como Walls of Jericho, Sick of It All ou Agnostic Front. Agora, em 2014, regressa para a sexta edição, com um cartaz repleto de grandes nomes da cena hardcore nacional e internacional que, muito provavelmente devido às festividades da época, esteve longe de encher a sala.

No primeiro de dois dias, pouco depois das 20 horas, já se viam algumas caras em Alvalade, naquele que é já o local habitual, a República da Música, onde se realizara também uma semana antes o Warm Up para este festival, que contou também com alguns nomes internacionais. Meia hora depois, os Linebacker dão arranque à primeira noite do Hell Xis Fest, ainda com poucas dezenas de pessoas na sala, neste que foi o primeiro concerto desta recente banda lisboeta, que tem como tema e motivação a prática e a cultura em redor do futebol americano. Com um sample de um discurso marcante do referido desporto, deram início ao seu primeiro concerto, que contou com malhas da demo de estreia que já se encontra à venda. Apesar da notória falta de rodagem e dinâmica entre os músicos, e da escassez e inércia dos presentes, os Linebacker deram um bom primeiro concerto, que serviu para despertar a atenção em relação à demo de estreia.

Devido ao cancelamento dos franceses 17 Seconds Left, seguiu-se o quinteto de Odemira, Since Today. Banda recente, composta por jovens músicos, que começa a criar algum burburinho no meio nacional. Hardcore com toques metálicos, na onda de bandas como Biohazard ou Terror (dos quais ainda nos presentearam com um cover do tema 'Better Off Without You'), não foi o suficiente para despertar interesse no público, que ainda não chegava sequer perto de uma centena. Concerto competente e notoriamente muito bem ensaiado mas, no entanto, esta jovem banda necessita ainda de adquirir uma sonoridade mais própria, talvez adaptando o registo vocal a algo mais adequado à sua sonoridade, além de que a pouca rodagem ao vivo ainda é evidente, especialmente na falta de confiança em palco e na fraca comunicação com os presentes.

Seguiram-se os Backflip, banda de Loures, a mais experiente das bandas nacionais presentes no primeiro dia. Depois do lançamento do álbum homónimo, os Backflip centram a maioria do alinhamento neste disco, que conta com uma review recentemente publicada na nossa página. Entre malhas como Valuable Vote ou Across Crossed Fire (ambas sem as participações dos devidos convidados especiais), os Backflip ainda incentivaram os presentes a divertirem-se e a chegarem-se mais à frente, apesar de este continuar a não corresponder. A coesão de notar e a comunicação e postura exemplares continuaram a não ser suficientes para agradar o público, que claramente não estava interessado em apoiar as bandas nacionais. Esta banda, que já partilhou palcos com bandas como Agnostic Front e Dog Eat Dog, em pouco mais de meia hora, demonstrou todo o poder do seu hardcore metálico e melódico, fechando o seu concerto com, a já conhecida, Corações ao Largo, que ainda arrancou alguns coros por parte dos presentes.

De seguida, subiram ao palco os espanhóis Twenty Fighters, chegando aqui ao grande dilema. A banda espanhola é, sem dúvida alguma, um conjunto de bons músicos, com um reportório muito bem ensaiado, bastante rodagem e experiência em palco, competência, coesão e comunicação de notar e até um considerável número de fãs. No entanto, musicalmente, estes espanhóis deixam muito a desejar. Hardcore com laivos metálicos, do mais genérico possível, com refrões orelhudos e breakdowns previsíveis. Apesar das fracas noções de composição, foi a primeira banda a criar alguma reacção por parte do público, que apesar de não criar movimentação, ainda entoou algumas letras, mostrando que alguns ali conheciam o trabalho desta banda, que se encontra em tour com os americanos H2O.  O momento alto foi sem dúvida a cover dos míticos Sick of it All, que levou grande parte dos presentes para mais próximo do palco, a berrar o refrão de ‘Step Down’ em coro com os espanhóis que, apesar da performance competente, não convencem com o seu hardcore/metalcore genérico e desinspirado.

Para fechar a primeira noite deste festival “ressuscitado”, recebemos mais uma vez os americanos H2O, que eram claramente o motivo da vinda da maioria dos presentes, visto que poucos segundos depois do início do concerto dos americanos, já se encontravam na sala mais de uma centena de pessoas, cerca do dobro dos que se encontravam ali durante as bandas anteriores. Em pouco mais de 40 minutos, e sem direito a encore, os H2O debitaram o seu hardcore punk rápido e com atitude positiva, apesar da pequena falha no início do concerto, que resultou numa curta paragem, devido ao volume da munição de palco. Esta banda, que conta já com mais de duas décadas de existência, é hoje um dos marcos incontornáveis do hardcore, e presenteou-nos com malhas já conhecidas por todos, como ‘Nothing to Prove’, ‘Family Tree’ e ‘Five Year Plan’, que criaram um desfile de stagedives e sing-alongs, para compensar a apatia constante durante toda a noite, por parte dos presentes. Curto, mas em cheio.


2º Dia - 19-04-2014

Segundo e último dia desta sexta edição do renascido Hell Xis Fest. Com um atraso significativo na abertura de portas devido, provavelmente, ao jogo do Sporting, cedo deu para reparar que ainda haveria menos afluência que no dia anterior. Por volta das 21h30, sobem ao palco os jovens algarvios Brace Yourself, em frente a pouco mais de duas dúzias de pessoas. Este recente colectivo editou recentemente o seu 1º EP, ‘Chapter II’, e mostra agora uma grande evolução, tendo em conta as primeiras passagens na capital, há mais de um ano. Com um hardcore melódico mas agressivo, e uma baixa num dos vocalistas, deram um concerto muito competente e coeso, e mostram já bastante segurança em palco, apesar dos encontrões entre si e de estarem a tocar em frente a uma sala quase despida.

Seguiram-se os lisboetas Push, a tocar em casa. A banda de Alvalade, composta pelos ex-membros de PxHxT, em cerca de meia hora, apresentou o seu recente álbum de estreia, ‘Breathe In The Future, Breathe Out The Past’. Com uma introdução “sacada” a Metallica, uma cover de Ceremony e um ou outro convidado especial, os Push, de concerto para concerto, mostram uma evolução na coesão das faixas. Apesar da presença em palco monstruosa, o (pouco) público presente repetia a apatia e inércia da noite anterior. 

Do outro lado do rio, chegam-nos os já experientes Steal Your Crown. Visivelmente indignados devido à já referida “indiferença” por parte dos presentes, fizeram de tudo para dar um excelente concerto, tal como já habituaram os seus fãs. De língua afiada, arrancaram alguma movimentação por parte dos presentes que, na grande maioria, conhecia bem o trabalho desta banda da Margem Sul. Com direito a clássicos como ‘Face the Kings’, esta banda mostra-nos, em cada concerto, o porquê de estarem no patamar que estão. Também com uma baixa num dos microfones, houve também tempo para várias malhas do mais recente "Throne of Infamy", já conhecidas por muitos dos presentes.

De seguida, e a estrearem-se no nosso país, os belgas A Strenght Within. Com o novo álbum ‘Pushing Forward’ na bagagem, a banda estreou-se em Portugal com uma mini-tour de 3 datas. Na onda de bandas como No Turning Back e Cruel Hand, deram um dos concertos mais competentes da noite, apesar de pouco correspondido pelo público português, muito provavelmente por não conhecer bem o reportório da banda. Com direito a cover de Guns Up e a promessa de um regresso para breve, os belgas dispararam malha atrás de malha, com uma admirável coesão e gosto notório pelo que fazem.

Para fechar da melhor maneira esta sexta edição do renascido Hell Xis Fest, mais uma estreia no nosso país, desta feita por parte dos alemães Coldburn. Apesar da sua curta carreira, os Coldburn contam já com uma demo, um EP e o seu mais recente full-lenght, The Harsh Fangs of Life, no qual focaram o seu alinhamento quase na totalidade. Uma presença em palco tremenda e um alinhamento bem ensaiado já ajudaram a algum movimento e sing-alongs na fila da frente, mas era notório que os poucos fãs da banda ali presentes desejavam uma sala mais recheada, com mais alvos, mas ainda assim foi possível criar-se a festa ao som da agressividade destes alemães, que esperamos ver de volta brevemente no nosso país.

Texto por Afonso Veiga
Agradecimentos: Hell Xis