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Em dia de hecatombe futebolística, o RCA abriu as suas portas para uma noite pós-rock e quando as coisas não correm bem, nada como viajar para fora do país, fora do planeta, fora do corpo ao som de música transcendental. Foi o que se teve na noite de segunda-feira, três formas de fazer música transcendental sendo que uma delas foi nacional. 


Os Katabatic foram a primeira banda a apresentar-se no palco do RCA, explorando ao máximo o seu trabalho de estreia, lançado em 2012, "Heavy Water", onde temas como "Wonder-room", "Light Hexagons" e "Girlaxia" satisfizeram todos os já os conheciam e deixaram rendidos quem não os conhecia. Praticamente sem comunicação - aliás este concerto deve ter batido algum recorde a nível de silêncio entre a banda e o público - a não ser quando a banda agradeceu ao público pela sua presença e pela cedência de material por parte dos Lehnen, os Katabatic conseguiram passar por cima do facto de tocarem perante uma casa algo despida de gente e deram um grande concerto, apesar de alguns problemas com o baixo num dos temas. Sem dúvida que angariaram mais alguns fãs.



Era a vez dos Lehnen, a banda multinacional que junta dois norte-americanos com um alemão e um austríaco e uma sonoridade que deve tanto ao ambient como ao pop/rock, como ao pós-rock com a particularidade de ter algumas faixas cantadas - das três bandas da noite, esta foi única que usou a voz para cantar mesmo e não como fonte de som para ser usado com efeitos por cima. O foco esteve concentrado no último álbum de originais, o seu terceiro, já editado no ano passado, "I See Your Shadows" e o tema título foi um dos muitos momentos altos da sua actuação. Apesar de ser algo desconhecida do público português, a sala já estava mais bem composta do que com os Katabatic e completamente dentro do espírito da sua música, tal como a rendição de "Take Me Home" tão bem comprovou.



Por fim, depois de algum tempo a preparar o palco, chegam os norte-americanos Caspian, com uma frente de ataque temível composta por três guitarras e um baixo e muita parafernália electrónica de pedais, pedaleiras e sintetizadores - aliás foi uma característica comum às três bandas mas os Caspian foram realmente os que superaram todos os restantes. Com três álbuns às costas, sendo que o último, "Waking Season" já data de 2012 mas teve recentemente uma reedição para o continente da Oceânia, os norte-americanos mostraram que estão no topo do seu jogo, quando o jogo é post-rock. Foi um concerto em que todos estavam de olhos fechados, tal não foi a transcendência que a banda transmitia com a sua música. A banda, o público... até os fotografos estavam numa dimensão à parte onde o guia era invisível mas sentia-se. E impossível seria de outra forma, principalmente depois do final apoteótico e arrepiante com "Sycamore". 


A banda mostrou-se muito comunicativa com o público, pelo menos em comparação com as anteriores e não se cansou de agradecer a presença de todos ali. Quando uma banda tem uma casa que apesar de composta, está longe de cheia, fica grata e ainda dá um concerto destes, é porque é uma banda que realmente vale a pena acompanhar. Prometeram voltar ao nosso país depois de gravar o novo álbum e nós prometemos estar cá para os receber.

Texto por Fernando Ferreira
Fotografia por Paulo Tavares

Agradecimentos:
Amplificasom