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A noite estava fria, para não dizer gelada e o facto das portas abrirem quase uma hora mais tarde do que o previsto também não ajudou. No entanto, o facto de se estar prestes a testemunhar uma maratona de metal é a motivação necessária para resistir aos castigos do tempo e da paciência. Mesmo assim, com o atraso, assim que as portas abriram, a quantidade de pessoas que entraram era algo reduzida. Essas mesmas pessoas tiveram a oportunidade de assistir ao final do soundcheck dos Fallen Paradise, uma jovem banda do Porto que já conta com um EP (lançado há três anos, "Genesis") e já está na calha um segundo EP ("Elana"), com saída revista para 2015. Com uma base death metal é possível discernir a influência de bandas como Opeth, embora ainda se perceba que ainda têm um longo caminho a percorrer no que à evolução diz respeito. A primeira coisa que nos surge com o seu som é uma lembrança das bandas de death metal nacionais que surgiram um pouco por todo o país durante a década de noventa, principalmente na primeira metade. Bandas como In Darkness, Celestial Dark ou até mesmo Heavenwood nos seus primórdios. 

De qualquer forma, é de salientar a forma como a banda agarrou esta oportunidade de fazer uma tour por cá e pelo estrangeiro - a banda está a acompanhar os Noturnall pela sua mini tour europeia. Um bom aquecimento, que poderia ser ainda melhor se o som fosse mais equilibrado. A guitarra do guitarrista e vocalista Rui Meireles estava abafada pela bateria, mas esse seria um problema que não seria exclusivo à banda do Porto. Com o início do espectáculo quando poucos minutos das vinte e duas horas passavam, a banda tocou seis músicas em quase cinquenta minutos, que realmente parece algo excessivo para a primeira banda num cartaz com quatro. Mesmo assim, o pouco público presente recebeu bem a sua actuação e apesar de alguns percalços com um dos pratos da bateria que teimava em cair, e com outras questões que uma maior rodagem certamente resolverá, foi um bom começo para esta noite.

Vinte e cinco minutos depois seria a vez de outra banda nacional entrar em palco, desta vez com mais algumas pessoas e depois de uma intro sinfónica, entram em palco cheios de confiança para espalhar o seu heavy metal tradicional com laivos de power metal. A sua actuação baseou-se na reprodução por inteiro do seu EP de estreia, "From This Hell", lançada pela norte-americana Stormspell Records. Apesar de algumas questões a nível de som, nomeadamente a voz a estar um pouco (demasiado) lá atrás na mistura do som que saía do palco. Detalhes que não mancham a actuação de meia hora de mais um novo valor nacional no que ao heavy metal diz respeito. 

Depois dos vinte e cinco minutos da praxe, foi a vez dos Dragon's Kiss, o projecto/banda de metal tradicional de Hugo, também nos Dawnrider, subirem ao palco. Por pouco mais de trinta e cinco minutos espalharam o seu encanto pelo palco lisboeta, tocando temas do seu álbum de estreia, editado em Maio deste ano, assim como alguns novos, que estarão presentes no já prometido segundo álbum a editar algures no próximo ano. Foi uma actuação que passou a correr e que deixou água na boca para mais. Uma banda a acompanhar de futuro.

Com a hora adiantada, os vinte e cinco minutos que separaram todas as actuações pareceram quarenta e cinco e os tão aguardados Noturnall entraram em palco para aquecer mais a noite que estava a tornar-se insuportavelmente fria. Iniciando com "Fake Healer", a banda deu as boas vindas ao público português que, apesar de estar em número reduzido no RCA, estava totalmente sintonizado com o grupo brasileiro. A banda passeou pelo seu álbum de estreia, editado ainda este ano, alternando o seu material próprio com algumas covers que também foram muito bem recebidas, tais como "Inferno Veil" dos Shaman (onde todos na banda também está, exceptuando por Aquiles) e principalmente a "Cowboys From Hell" dos Pantera e a "Symphony Of Destruction" dos Megadeth. Muito bem recebido também foi o solo de bateria de Aquiles Priester (um dos grandes chamarizes da banda e deste cartaz, ex-Angra e actual Primal Fear e também músico ao vivo de Tony Macalpine, entre muitos outros), que demonstrou toda a classe e talento do músico brasileiro.

Uma actuação e um cartaz que valeu sem dúvida a pena enfrentar o frio e sair do conforto do lar para apoiar o metal, nacional e internacional, com alguns problemas a nível de som, é certo - em Noturnall, por exemplo, a bateria de Aquiles era aquilo que melhor se ouvia e não devia ser apenas pela forma como o brasileiro bate na tarola, apesar de ter partido duas baquetas numa só música. De qualquer forma, foi uma boa noite de heavy metal, em várias vertentes, e mesmo que se possa achar estranho uma banda lançar um primeiro álbum e iniciar uma tour deste género como cabeças de cartaz, mas tendo em consideração o calibre dos músicos (e já agora que antes de lançar o álbum, a banda lançou um dvd ao vivo) e o ambiente vivido apesar de uma casa longe de estar cheia, há coisas bem mais estranhas e menos justificáveis. Para o heavy metal só é preciso gostar, tudo o resto se resolve.

Reportagem por Fernando Ferreira
Agradecimentos: Notredame Productions