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A noite estava gelada em Lisboa mas para os lados de Alvalade prometiam-se temperaturas altíssimas para uma noite de som extremo das antigas. Com uma casa a meio gás mas mesmo assim bem composta, os catalães Foscor entraram em palco pontualmente às 21:00h, com uma pujança impressionante, deixando em alerta todos os que não lhes conheciam. Com uma mistura poderosa entre o death/doom/black com a voz limpa de Fiar a fazer lembrar Aaron Stainthorpe dos My Dying Bride, mas a haver uma referência mais abrangente do som global da banda, essa referência é sem dúvida Enslaved. "Whirl Of Dread", "Addiction" e "Senescencia" foram entregues de forma demolidora, às quais o público aderiu completamente. 

Não fosse Fiar dirigir-se à banda em catalão, admiravelmente perceptível, que se pensaria que seriam nórdicos ou no máximo britânicos. Pequenos preconceitos idiotas que ainda persistem nos dias de hoje, em que está mais que comprovado que a boa música surge-nos de todo o lado. Fiar anunciou de que a banda estava muito grata por voltar à nossa capital depois de alguns anos ausentes e que também estavam em tour com um músico convidado, Chiri López, que os tem ajudado nas guitarras ao vivo nas apresentações do grupo catalão e que poderia enganar qualquer um, dado o entusiasmos demonstrado. "The Smile Of The Sad Ones" e "Searching A Seal Of Pain (The Beauty)" mantiveram os níveis de intensidade em níveis altíssimos, e "Those Horrors Wither", tema título do novo álbum (no qual esta actuação foi quase toda baseada),  e "Graceful Pandora" colocaram um ponto final nesta actuação de cerca de quarenta e cinco minutos de uma banda humilde, com talento bem acima da média. Foi um bom aquecimento e uma boa indicação para futuros concertos em nome próprio.

Mais ou menos meia hora depois seria a vez dos senhores da noite, Vallenfyre. O RCA já estava muito bem composto, da forma mais justa para receber este nome que apesar de recente recupera toda uma tradição britânica de fazer death metal que já tem mais de vinte e cinco anos. "Scabs" foi o primeiro tema a abrir as hostilidades e temos que confessar que é estranho ver Gregor Mackintosh sem guitarra e no centro do palco. Não sendo alheio o seu tamanho, o mítico músico esteve gigante em toda a apresentação, conseguindo manter uma aura negra na sua abordagem ao death metal e ainda assim destilando a cada espaço entre as músicos o tão peculiar humor britânico, que nem sempre é de fácil apreciação e/ou percepção.

O alinhamento foi alternando entre os dois álbuns lançados, a estreia "A Fragile King" e a novidade "Splinters" mas a coesão entre toda a banda e com o material praticamente não se fez notar as diferenças entre os dois trabalhos - sendo que este muito vai buscar mais às raízes crust que também estiveram presentes nas raízes de influências das bandas extremas britânicas - e como prova disso tivemos "The Divine Have Fled" e "Odious Bliss" a surgir de rajada e a combinarem de forma perfeita. Quem esteve sempre no centro das atenções foi Mackintosh, pelas inúmeras tiradas entre as músicas, onde falou do catolicismo (e com "Cathedrals Of Dread" a ser dedicada a Portugal por ser um país maioritariamente catolicizo), do tempo em Portugal, queixando-se que tinha vindo de t-shirt e que não estava preparado para o frio que está presente no nosso país actualmente (na qual encaixou a "The Grim Irony"), ou até a brincadeira com o seu próprio som referindo que "Bereft" era extreme funeral doom metal e que era melhor irem ao buscar qualquer coisa para não adormecerem. 

Apesar de Mackintosh ser o centro das atenções, até pela sua estatura e postura em palco, o influente músico estava muito bem acompanhado, com Hamish Hamilton nas guitarras (ex-My Dying Bride, que por si só já garante muita classe), Scoot no baixo (dos Extinction Of Mankind e dos Alehammer, duas bandas que introduzem de forma perfeita o elemento crust no seu som). Ao vivo, ainda contaram com a prestação de Waltteri Väyrynen, jovem baterista que teve uma prestação irrepreensível e que substituiu na perfeição Adrian Erlandsson, e com Sam Wallace, que toca as linhas de guitarra, que Gregor Mackintosh gravou no álbum. Na recta final do concerto, Mackintosh ainda teve tempo para perguntar ao público se tinham ouvido do primeiro EP de 7" polegadas que a banda lançou (o seu primeiro lançamento)  e se alguém o tinha. Apenas uma pessoa do público disse que o tinha, ao que Mackintosh disse que a próxima música, "Desecration", seria dedicada exclusivamente a ele. Apresentou ainda a última música, o tema título do último álbum, referindo-se que não faziam encores e que esta seria mesmo a última música. Com uma maratona de dezasseis músicas (16!), dificilmente alguém terá ficado com razões de queixa sobre a excelente noite que se viveu no RCA.


Texto por Fernando Ferreira
Fotografias por Anne Carvalho
Agradecimentos: Prime Artists