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O RCA Club em Alvalade encheu-se de fãs de boa música para receber o regresso a Portugal dos Letz Zep, a única banda de tributo oficial dos gigantes Led Zeppelin. O espaço compôs-se, pelo menos, de duas gerações, ou seja, os pais e os filhos, já que desta vez os netos ficaram em casa, não tendo a oportunidade de assistir a um concerto memorável, cheio de bons momentos.

Quando faltavam 5 minutos para as 22 horas, os membros da banda começaram a entrar em palco um a um, debaixo de uma atmosfera mística, algo que conjuga  naturalmente com o universo zeppeliano. Após a entrada frenética da bateria de Simon Jeffrey, todos adivinharam o primeiro tema, como que antecipando a excelente noite que lhes seria proporcionada. E esse tema era, claro está,  "Rock N´Roll"! Com o público ao rubro, entoando o trecho lírico "Been a long lonely, lonely, lonely, lonely, lonely time", estavam abertas as hostilidades, e no final da música, dava-se a primeira grande ovação da noite. De seguida, os acordes cheios de groove da guitarra de Andy Gray anunciavam o sensual tema "Heartbreaker", onde o Andy Gray aproveita para brincar com o público, através dos solos vertiginosos provenientes da sua guitarra, ao qual o público responde com um forte aplauso. Após esta música, o vocalista Billy Kulke aproveita para agradecer a Lisboa e dizer que é bom estar de volta, no seu jeito quase perfeito em imitar Robert Plant, no sentido em que até os próprios gestos com as mãos assemelhavam-se aos gestos perpetuados pelo vocalista original. Seguiu-se a inicialmente calma "What Is And What Should Never Be", que proporcionou algumas risadas por parte de Billy Kulke e consequentemente do público, o que levou o vocalista a retomar o seu canto. Foi através desta boa disposição que o vocalista acabou por agradecer, desta vez em bom português, com "obrigado", após mais uma grande ovação. Antes da banda prosseguir com um tema "Misty Mountain Hop", Billy Kulke apresentou o seu baterista, levando inevitavelmente a mais palmas, palmas essas que marcaram o ritmo deste tema do álbum "Led Zeppelin IV", de 1971. Para 5º tema, estava reservado o blues de "Since I've Been Loving You", o que fez acalmar o público, quase em hipnose. Mais aplausos e desta vez a apresentação do guitarrista que, note-se, envergava  uma indumentária a fazer lembrar o trajes hippies de Jimmy Page. A "Since I've Been Loving You" deu depois lugar ao sempre psicadélico "No Quarter", tema que se sustenta no inebriantes solos do agora teclista Shaun Herd, o que também mereceu um forte aplauso e consequentemente a sua apresentação por parte do Billy Kulke.

Seguiram-se mais alguns temas, mas o que fez novamente pôr o público a mexer, desta feita as mãos e os pés a mando de Billy Kulke, foi o tema "Bron-Y-Aur Stomp" do álbum "Led Zeppelin III", de 1970. Este tema de cariz country voltou a animar a sala que estava transformada no Faroeste com gritos de cowboy, enquanto o guitarrista solava agora numa guitarra acústica e o baixista acompanhava ao som  de um robusto contrabaixo. Após o final deste último tema, e segundo Billy Kulke, as estrelas em Lisboa alinhariam-se para a  próxima música que, para gáudio da maioria, acabaria por ser "Kashmir", provavelmente o tema mais ovacionado da noite. Com o baterista Simon Jeffrey apresentado, e para este mostrar os seus dotes, estava na altura do mesmo tocar a "Moby Dick", ficando só ele em palco, ao mesmo tempo que brincava com o público. Quando os restantes músicos regressaram ao palco, Billy Kulke partilhou uma curiosidade ao referir que a banda tinha iniciado a digressão em São Paulo, destacando a leviandade das "chicas" brasileiras, o que levou a inúmeras gargalhadas por parte do público. Com o público mais descontraído, Andy Gray deu entrada à sua guitarra de dois braços para desempenhar, mais uma vez na perfeição, o tema "Tangerine". Como não podia deixar de ser, seguiu-se a mui conhecida "Stairway To Heaven", que ficou a cargo do público que a entoou com fulgor, desta vez com aplausos por parte de Billy Kulke, como forma de agradecimento. Os primeiros acordes sombrios da "Dazed and Confused" deram novamente espaço a mais uma grande ovação, e quando já muitos pensavam que era o fim, a banda fez uma pausa e Billy Kulke perguntou ao público se ia trabalhar no dia a seguir, o qual respondeu que queria mais. Chegava agora a altura de Billy Kulke apresentar toda a banda, inclusive ele próprio, para dar então lugar a um tema também bastante conhecido, que levou mais uma vez o público ao rubro, levando-o a cantar extasiadamente em coro. Tratava-se da "Black Dog". A banda não dava tréguas e, sem deixar o público respirar, prosseguiu com o seu hit "Whole Lotta Love"  que, tal como no original, deu lugar a um solo de Andy Gray que fustigou as cordas da sua guitarra com um arco de violino, o que mereceu obviamente uma salva de palmas. Agora com o RCA Club ao rubro, e em jeito de despedida, seguiu-se o tema "Ramble On", mas havia tempo para mais uma música, mais um hit que fizesse vibrar os presentes, e esse acabou por ser o tema mais pedido durante a noite, ou seja, o poderoso "Immigrant Song"!

Com direito a uma ovação final, os músicos prostraram-se perante o público que se mostrou naturalmente satisfeito com o desempenho da banda que se despediu, através do seu vocalista, com um sentido  "Lisbon, boa noite!". Depois de aproximadamente duas horas de espectáculo, onde não deixaram o crédito por mãos alheias, conseguimos facilmente perceber por que razão os Letz Zep são considerados, pelos próprios Led Zeppelin, como a única banda de tributo oficial. Qualquer banda se sentiria orgulhosa se tivesse uma banda que se entregasse tanto numa homenagem. Posto isto, esperamos ansiosamente por um novo regresso!


Texto por Bruno Porta Nova
Fotos por Anne Carvalho
Agradecimentos: Clap/box