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Os Russian Circles, em 2008 pisaram pela primeira vez um palco luso, ainda como banda de abertura para os These Arms Are Snakes, a outra banda na altura do baixista Brian Cook. Desde então o trio americano, já visitou o nosso país cinco vezes, muitas delas com datas duplas em Lisboa e no Porto, portanto a banda originária de Chicago é tudo menos desconhecida do público português, aliás é mesmo bastante adorada, já que nesta sexta vez que nos visitaram esgotaram o RCA Club em Alvalade. À chegada foi incrível ver a fila de pessoas que mesmo assim não desistiram e permaneceram às portas do RCA à espera de desistências para espreitar o que se passava lá dentro, enquanto ouviam o ressoar das paredes cá fora.

Esse primeiro ressoar que vinha de dentro dos portões intransponíveis pertencia a outro trio norte-americano, não menos talentoso do que a razão principal que mantinha aquela porção de pessoas lá fora à espera, os Helms Alee. Com o terceiro disco de longa-duração na bagagem intitulado “Sleepwalking Sailors”, a banda não se fez envergonhada e desbravou os primeiros temas deste, “Pleasure Center” e “Tumescense” para um RCA a arrebentar pelas costuras. O público mostrou-se bastante receptivo ao stoner rock com grandes laivos melódicos dos Helms Alee, assim como agraciou a energia que estes debitavam em palco, sempre com um sorriso na cara e genuinamente tocados pela atmosfera lusa. Aos primeiros momentos de “Pretty as Pie” que é talvez o porta-estandarte do conjunto oriundo de Seattle, ouve alguma prévia ovação, o que demonstrou que estes não eram desconhecidos de todo para alguns e com uma visita final ao seu passado, através de “Borrowed Wind” e “Paraphrase” do seu EP homónimo de estreia, os Helms Alee despediram-se do RCA com um entusiástico e unido aplauso de toda a gente presente. Via-se pela cara dos elementos do conjunto que só não tocaram mais porque não podiam. E isto porque? Porque estava na altura de os Russian Circles subirem a palco. 

A introdução “Memoriam” serviu de mote para a entrada do trio mais esperado da noite, que em continuação arrancou com “Defecit” para uma actuação que iria ser morável. Ao jeito do que os Russian Circles normalmente apresentam ao vivo, todo o concerto foi em contraluz, onde só era possível ver as dançantes sombras de Brian Cook e do guitarrista Mike Sullivan enquanto debitavam uma setlist já previsível, mas como sempre esmagadora e grandiosa. As habituais “309”, “Harper Lewis” e “Geneva” meteram as cabeças dos presentes a desenhar um headbanging lento e sentido em todo o recinto, com cada uma delas a acabar com um festim imenso de aplausos. Quem estava em realce, para não variar pelos melhores motivos, era o baterista Dave Turncrantz, bem visível no seu altar fora da ofuscante luz que engolia os seus compatriotas a dar o seu habitual show rítmico, enérgico e incessante com alguns toques do momento à estrutura normal da música do trio e a marcar a diferença na atmosfera intimista que este trio transmite. Os feedbacks entre temas eram longos, as vezes em demasia e aumentavam a ânsia por um acorde que começasse nova viagem. Sem ser preciso palavras para comunicar com quem via, “Station”, “Mládek” e a grande “Death Rides a Horse” acabaram o set e puseram toda a gente em alvoroço, comoção que só acabou com o encore  do trio para a terceira visita ao álbum mais representado ao vivo do trio,”Station”, como sempre e não por mero acaso. “Youngblood” acabou mais uma noite lisboeta de Russian Circles, que pela atmosfera e pela imensa moldura humana esteve muito perto da perfeição. Provavelmente a próxima visita será muito brevemente, pois se o trio norte-americano gosta  de visitar o povo luso, depois deste concerto, com mais razões ficaram para continuar a gostar.



Texto por Bruno Farinha
Fotografias por Liliana Quadrado
Agradecimentos: Amplificasom