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Os tão aguardados Snot deslocaram-se ao nosso país, naquilo que fez parte da sua digressão europeia, para duas datas, no mínimo, memoráveis. À boleia, vieram os também californianos Sunflower Dead para uma noite de arromba no RCA Club.


Como se tivessem saído de um filme do Tim Burton, os membros sinistros dos Sunflower Dead foram  entrando um a um, debaixo de uma atmosfera fúnebre. Por último, entrou o vocalista Michael, munido do seu acordeão, pronto para detonar o palco com a sua performance, fazendo jus ao lema da banda: "It´s Time To Get Weird". A banda, composta por antigos membros dos DROID e Two Hit Creeper, e de membros de digressão dos Buckethead e In This Moment, entrou forte com o tema "Make Me Drown", que pertence ao seu álbum de estreia, lançado em 2012.  No entanto, a banda também serviu num prato sombrio alguns temas do seu novo álbum, a ser lançado  brevemente, como foi o caso de "You´re Dead To Me", o hino "Time To Get Weird", ou "I´ll Burn It". Até final, a banda deu a conhecer mais do seu repertório, voltando ao primeiro álbum e terminando a sua actuação com mais três temas, a saber "Every Breath You Take", cover dos The Police, o conhecido "Wasted" e "The Point Of Decision". Apesar de um público reticente, os aplausos foram surgindo gradualmente, pois tratava-se de uma banda ainda pouco conhecida do público português. Com um espectáculo visualmente bizarro, ao qual as terras do Tio Sam já nos habituaram, estivemos perante uma banda de metal alternativo para se ter certamente  em conta.

Como a espera era longa, e o público já estava bastante ansioso, eis que os Snot entraram de fininho, quando faltavam poucos minutos para as 23 horas. Depois do vocalista Carl Bensley ter pedido para que todos tivessem em mente o malogrado Lynn Strait a banda dava início ao concerto e consequentemente ao caos. Com a promessa de tocarem o seu famoso álbum "Get Some" na íntegra, os Snot avivavam a memória dos fãs, que se amontoavam na sua frente, ao som de temas tão conhecidos como "Snot", "Stoopid", "Snooze Button", entre tantos outros. Era grande o entusiasmo e, acima de tudo, reinava a boa disposição, já que a banda parava para brincar com o público ou beber shots, havendo até tempo para um membro da plateia (Johnny Coroa dos The Royal Blasphemy) dar uns acordes na guitarra de Mikey Doling, tudo como se de um mero ensaio se tratasse. Enquanto isso, Carl "Se Fecharmos os Olhos É o Lynn" Bensley incentivava o público e o mesmo respondia, vibrando a cada tema. Para um grande final, os Snot reservaram três temas, passo a expressão, com tomates, nomeadamente "My Balls", "Hit The Lights", cover dos Metallica, e "Absent", tema inserido no álbum de homenagem a Lynn Strait, intitulado "Strait Up". Numa grande noite de música, as duas gerações que assistiram ao concerto de uma banda tão singular como os Snot ficaram certamente satisfeitas, pois testemunharam uns dos melhores concertos dos últimos tempos no RCA Club, cujo cabeça de cartaz conseguiu provar que tomou a melhor decisão ao retomar o seu projecto e que afinal algo saiu de bom, aquando do boom do nu-metal, no final dos anos 90.


Texto por Bruno Porta Nova
Fotografia por Ana Carolina
Agradecimentos:  Rockline Tribe e Amazing Events