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25 anos volvidos, e Portugal estava finalmente preparado para receber os norte-americanos Merauder, naquilo que prometia ser uma noite inesquecível. Para isso, os veteranos do hardcore nova-iorquino contaram com o forte apoio de um contingente português composto por Dimension, Diabolical Mental State e Mordaça, pronto para também fazer estremecer as paredes do RCA Club em Lisboa.

Na senda das estreias, tivemos pela primeira vez em Lisboa, a presença dos Dimension, projecto liderado por Poli, vocalista de Devil In Me ou Sam Alone, do qual pertencem também membros e ex-membros de bandas como Devil In Me, Sam Alone e From Now On. Com o recente e primeiro trabalho na calha, intitulado "Life Is A Mystery", este quarteto trilha o caminho sonoro do hardcore, servindo-se também de algumas influências do funk, para fazer das suas actuações, uma forte chamada de atenção à conjectura actual. Uns verdadeiros Renegados do Funk! Ainda perante uma sala quase vazia, a banda deu início à sua actuação exactamente com o tema "Life Is A Mystery", o que fez com que os primeiros curiosos começassem a preencher timidamente o espaço. Seguiram-se todos os restantes temas do EP, tocados sempre com o máximo empenho, havendo ainda tempo para a conhecida "Slave New World" dos Sepultura ou "Da Deal". O especial destaque vai para o poderoso single "Out For Life", com o qual a banda finalizou a sua actuação, e cujo mote "you get raped by the Big Bad Wolf" fica facilmente no ouvido, como depois o público pôde comprovar, entoando o mesmo a viva voz. Ovacionados gradualmente, já que se trata de um grupo ainda para muitos desconhecido, os Dimension revelaram-se, acima de tudo, um projecto deveras interessante, pois a maturidade dos seus elementos, a presença em palco e a junção dos dois elementos musicais acima referidos, dão-lhe uma atitude mordaz que cativa qualquer um. É sabido que os Dimension vão estar no mítico Casainhos Fest, que ocorrerá no final do mês de Agosto, o que significa que se trata de uma excelente oportunidade para os potenciais seguidores ou muito interessados, como nós, poderem ver mais uma vez na zona de Lisboa, o Lobo Mau à solta.

Para segundo desempenho da noite, tínhamos reservados os já bem conhecidos Diabolical Mental State. A banda subiu ao palco, pouco passava das 22 horas, naquilo que seria o último concerto em Lisboa da digressão "Basic Social Control", o que significava que a banda faria questão de partir tudo, ao mesmo tempo que congratularia os presentes com o seu EP tocado na íntegra. Antes de libertar o seu poderoso metal cheio de groove, o quinteto diabólico brindou a todos pela presença, ou seja, shots pela goela abaixo. A banda partiu para a mesma sequência de músicas do EP com a sua força característica, dando origem aos primeiros circle-pits da noite, ao som dos já conhecidos "The Village" ou "Warfare", tendo ainda tempo para "Everytime", tema do seu repertório, mas excluído do alinhamento do "Basic Social Control". Como já é seu apanágio, a banda tocou por último "DMS Crew", dedicado aos fãs que já a acompanham há cerca de 4 anos, o que nos leva a pensar que, depois de mais uma coesa actuação, sempre correspondida com muitas ovações, os Diabolical Mental State deveriam mudar o lema para DMS Crew, Proud On You! Nós também estamos orgulhosos do seu exemplo de perseverança e ansiamos por mais novidades.

A última banda portuguesa da noite provinha da meca Linda-a-Velha e estava pronta para apresentar o seu mais recente trabalho, intitulado "Sempre A Lutar", lançado no passado mês de Maio. Estamos a falar dos Mordaça e do seu punk hardcore que, mais uma vez, não deu tréguas àqueles que espectadores que pensavam fazer uma pausa e que depois voltaram atrás na suas decisões. Sempre na máxima velocidade, destacaram-se temas do novo álbum como “Sempre a Lutar”, dedicado a todas as bandas que ali tocaram e tocarão, "2795", um hino a todos os subúrbios deste país, ou "Ovelha Mansa", que contou com a participação de Inês Menezes, vocalista dos Nostragamus. Para além disso, contámos com temas mais antigos como foi o caso de "Tiro P´la Culatra", bastante ovacionado. Os Mordaça terminaram o seu excelente desempenho com aquela que é também a última música do novo álbum, nomeadamente "Terra de Camões", fazendo assim uma divertida homenagem a este cantinho de mar e sol. Um lugar ao sol é o que os Mordaça parecem já ter, pois revelam já uma atitude carismática em palco, devido ao seu notório esforço e dedicação. Fruto disso é o seu último álbum que nos apresenta sonoridades interessantes, algo ao qual já nos habituou, e bem, o movimento “LVHC”.

À meia-noite em ponto, o RCA Club estava composto para receber os tão esperados Merauder. A banda tratou logo de instalar o caos com os primeiras temas, tendo sido bem sucedida, e enfatizou o facto de tocarem pela primeira vez em Portugal, o que foi merecedor de uma grande ovação. Com um público ao rubro, os nova-iorquinos  alimentaram essa fúria com o seu último álbum "God Is I", datado de 2009, ao som de temas como "Until", "Ratcatcher" ou "Built On Blood", mas não esqueceram clássicos como "Time Ends", e nem uma breve interrupção devido a problemas técnicos, fez acalmar os ânimos, já que Jorge Rosado, sempre bastante comunicativo, quer em inglês, quer em espanhol, tratou de animar as hostes com anedotas sobre tatuagens e jamaicanos. Microfones e baixo repostos, e os Merauder voltavam a atacar com o seu hardcore devastador. Até final, seguiram-se mais clássicos, não sem antes surgirem algumas dedicatórias ao falecidos guitarrista Javier Carpio e ao irmão do baterista Bobby Blood, este que faleceu dois antes antes do início desta digressão. Outra merecida dedicatória, e destacada por Jorge Rosado, foi para o Emanuel da Hell Xis, responsável por ter proporcionado esta estreia dos Merauder em solo nacional. Quanto aos clássicos, falamos nomeadamente de "Take By Force" e, como não podia deixar de ser, do conhecido "Master Killer", cujo refrão foi entoado até à exaustão, no meio de imparáveis moshpits e circle-pits. Para tema final, a banda reservou aquele que dá inclusive nome ao último álbum, ou seja, "God Is I", despedindo-se depois da sua "famiglia", debaixo de uma grande e merecida ovação. Os Merauder provaram definitivamente que são um dos melhores exemplos do hardcore saído da fornalha nova-iorquina, carregando a sua bandeira com vigor, por todos os palcos que pisam. Lisboa não foi excepção, tendo valido bastante o tempo de espera. Esperemos que o próximo concerto da banda em Portugal não demore assim tanto tempo a acontecer.  

Texto por Bruno Porta Nova
Agradecimentos: HellXis