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Aos poucos, os Kowloon Walled City começam a estabelecer o seu nome nos meandros do pós-hardcore ou pós-metal (ou pós-outra-coisa-qualquer) e com este terceiro álbum a tendência parece manter-se. Pesados e incomódos, este parece ser o modus operandi da banda, embora muitas das vezes surja de forma mais dissimulada, como é o caso do tema título que mal usa distorção na sua primeira metade mas mesmo assim consegue carregar bem na tecla do peso, como se tivesse a usar o martelo em vez dos dedos. Indo buscar muito minimalismo e repetição de bandas como Godflesh nos seus momentos menos caóticos, quando o baixo pulsa, o prédio abana, a ameaçar cair.

A voz de Scott Evans é como que um lamento inconformado que só não tem mais efeito porque soa tanto uni-dimensional e monocórdica como genérico para muitas propostas dentro do pós-hardcore ou pós metal (ou pós-outra-coisa-qualquer) e este é o ponto que impede que este álbum levante realmente vôo. Outra questão "problemática", chamemos-lhe assim, com "Grievances" é que soa tudo ao mesmo. Mesmo se este trabalho fosse instrumental, poderíamos afirmar que se tratam sete jams da mesma malha. Uma malha com potencial mas mesmo assim, a mesma malha.

Ao longo de trinta e sete minutos, somos brindados com sentimentos desagradáveis, com uma atmosfera claustrofóbica e ambiente apocalíptico que tinha tudo para ser bem sucedido caso não fosse aborrecido. E, infelizmente, é aborrecido. A beirar o auto-indulgente. E não convence, muito menos empolga. Com alguns pontos positivos, principalmente na sujidade e viscerilidade da coisa, a juntar ao tal sentimento apocalíptico de claustrofobia, "Grievances" precisava de ter verdadeiras músicas que soassem mais coesas como músicas e não apenas pela parte rítmica, ou pela produção ou seja porque razão for. Era necessário algo mais completo e não ficar com a constante sensação de que algo está a faltar.

E algo está a faltar.


Nota: 4/10

Review por Fernando Ferreira