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Goste-se ou não, é inequívoca a capacidade dos Enslaved em transformarem música “bárbara” em algo requintado e inteligente. Anos e anos a injetar influências progressivas de forma gradual, num black metal que de básico também não tinha nada, transformaram este coletivo num mastodonte de força, complexidade e dinâmica, e coincidência ou não, também numa das formações mais respeitadas no mundo do metal.

Com "In Times", a mais recente proposta dos Enslaved, a banda mostra que continua num nom momento de forma, presenteando-nos o sucessor lógico de "RittiR", mas ainda assim com algumas surpresas debaixo da manga.

Não será descabido dizer que a banda se encontra hoje em dia um pouco mais extrema nos diferentes polos. Ou seja se "Thurisaz Dreaming", logo a abrir, envolve-nos numa descarga de black metal tão intensa como em temos já idos, logo a seguir "Building With Fire" atenua o golpe através de um tema mais melódico, suave, chegando mesmo a ser orelhudo. Por outro lado "Daylight" conta com uma frágil secção instrumental, que prova que a banda quando quer consegue mesmo arrepiar o ouvinte de forma subtil e minimalista.

Ao longo destes extensos 6 temas que compõe "In Times", os Enslaved voltam a provar-nos que a banda hoje em dia é mestre, e talvez o expoente máximo daquilo que é a dicotomia peso/melodia, agora que os Opeth se viraram de vez para o rock progressivo. Seja pelos diferentes tipos de andamento ou pela forma como as vocalizações extremas de Grutle Kjellson se entrelaçam com as harmonias vocais de Herbrand Larsen, os Enslaved fazem a transição dos momentos mais pesados para os mais melódicos de forma completamente natural, próprio de quem já anda nisto há uns bons anos.

Mas que não se duvide que os Enslaved continuam a ser vikings, apenas cada vez mais sofisticados. Se o já mencionado início avassalador de "Turisaz Dreaming" é bom indicador disso, também "Nauthir Bleeding" capta todo o dramatismo e epicidade de uma invasão nórdica, enquanto "One Thousand Years of Rain" e o tema título traduzem em riffs a força deste coletivo norueguês.

Mas nem tudo é perfeito em "In Times", pois por mais atributos que estes 6 temas possam ter, no final das contas, e após tudo estar muito bem absorvido, nenhum deles se pode qualificar de obra-prima, ou sequer fazer jus a um "Raidho", "Runn" ou "Roots of The Mountain" (para dar apenas alguns exemplos mais recentes). São bons temas, de excelente execução e mais que suficientes para cartão-de-visita da banda, mas dificilmente algum permanecerá muito tempo nos sets ao vivo, ou será eleito para um best of.

No fundo trata-se apenas de uma questão de expetativas. Afinal de contas tomara muitos coletivos do estilo ambicionarem sequer compor qualquer uma destas composições, mas quando há um passado como o dos Enslaved por detrás, os padrões sobem ao nível do salão de Valhala.

Nota: 8.5/10

Review por António Salazar Antunes