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O regresso dos Gamma Ray ao nosso país é sempre um evento, mesmo com uma das duas datas anuladas por falta de procura de bilhetes (não estará aí como principal causa o nosso eterno adiar para o próprio dia aquilo que é importante? Possivelmente muitas pessoas quereriam comprar no próprio dia o bilhete e acabaram por perder a oportunidade de ver a banda - nota para o futuro, se quiserem mesmo ver uma banda, não guardem para a última hora aquilo que é realmente importante). Felizmente na data lisboeta, a procura foi bem satisfatória e logo na primeira banda, os britânicos Neonfly, a moldura humana já era considerável.

A banda britânica foi a primeira a subir ao palco e conseguiu pôr o público a mexer com o seu power metal (bem) melódico. Com dois álbuns já editados, sendo o último de 2014, os Neonfly são relativamente desconhecidos no nosso país, mas conseguiram causar uma boa impressão no público do Paradise Garage. Não havia qualquer dúvida que qualquer banda entre os Gamma Ray e o público correria sérios apuros. No entanto, não foi o caso, algo que os Neonfly aproveitaram bem para percorrer um pouco da sua ainda pequena discografia, não faltando um medley que incluiu temas como "The Revenant", "The Ornament" e "Spitting Blood". A finalizar uma "Morning Star" num dos momentos mais inspirados do grupo britânico. De salientar ainda a presença em palco de Frederick Thunder, que a certa altura parecia uma mistura entre avestruz e pavão. Bom impacto visual.

Poderia parecer estranho uma banda como os Serious Black, que acabaram lançar o primeiro álbum pela AFM Records no início deste ano e conquistarem já a posição de segunda banda da noite. Esse facto é facilmente explicado por se tratar de uma superbanda, com membros e ex-membros de bandas como Firewind, Project Arcadia, Tad Morose, Emergency Gate, Vision Of Atlantis, Savage Circus, Blind Guardian, Iron Savior, Edenbridge, Dreamscape, entre muitos outros. Ou seja, está para aqui muita experiência no que diz respeito ao power metal e isso foi algo que se notou desde o início. O álbum foi tocado quase todo, ficando apenas de fora "As Daylight Breaks" e "My Mystic Mind". A banda saiu com o público português nos corações e o mesmo pode-se afirmar, já que esteve irrepreensível em toda a sua actuação, premiando ainda com um medley muito particular entre a "I Was Made For Lovin' You" dos Kiss e a "Rock You Like A Hurricane".

O grande momento estava aí, a chegada dos Gamma Ray, uma das bandas históricas do power metal alemão, a comemorar 25 anos de carreira e de volta ao nosso país, para uma sala cheia de fãs em autêntico delírio. Com a "Bad Reputation" de Joan Jett a servir de intro, é com a "Welcome" que a noite oficialmente começa, a primeira música do primeiro álbum da banda - um início bastante apropriado para uma noite que se revelou mágica. "Heaven Can Wait", do já citado primeiro álbum, "Heading For Tomorrow", foi o primeiro tema a sério e o único que foi cantado por Kai Hansen do início ao fim. Seria a vez depois de chamar ao palco o mais novo membro da banda, Frank Beck, o vocalista que iria dividir as vozes com Kai Hansen. Com um timbre bastante próximo de Kai mas mais poderoso - a voz de Hansen nunca foi muito forte, o que se entende na perfeição esta decisão. 

Questões técnicas aparte, o que se viveu no Paradise Garage foi uma viagem pela história da banda, ficando apenas de fora o álbum "Land Of The Free II" e ainda havendo espaço para a inevitável rendição da "I Want Out" dos Helloween, quando Hansen estava na banda e a escreveu quase como manifesto à sua saída. Uma versão alargada com umas inspiradas passagens reggae pelo meio muitíssimo bem metidas - a chamada "metal police" como Kai Hansen lhes chamou, provavelmente não ficou satisfeita mas a banda também não se demonstrou muito preocupada com isso. 

Temas como "Fight", "Valley Of The Kings" e "Dethrone Tyranny" foram cantados do início ao fim por um público completamente em brasa e com os Gamma Ray rendidos. Kai Hansen explicou que devido a não virem ao nosso país há já algum tempo (não estando certamente lembrado da passagem por Vagos em 2013), e após o cancelamento no Porto, não sabia bem o que encontrar, mas que nunca esperaria uma recepção como aquela feita pelo público lisboeta. Essa aclamação não seria por acaso e caso existissem dúvidas, o medley de quase vinte minutos que englobou os temas "Rebellion In Dreamland", "Heavy Metal Universe", "Ride The Sky" e "Somewhere Out In Space" e antecedeu o encore serveria para desfazê-las. Isso e a incorporação de solos de bateria e de baixo e do feeling jam que se sentiu no seu concerto, um sentimento quase em extinção nos dias de hoje em que as bandas tocam em cima do palco reproduções imaculadas do que gravaram em estúdio. 

Para o encore viriam ainda uma mescla de dois épicos, o tema "Heading For Tomorrow" e "Avalon" e uma "Send Me A Sign" cantada em uníssono pela plateia. Foi engraçado constatar a reação de Hansen quando se preparava para puxar pelo público para que se entoasse a melodia do tema e o público atendeu ao seu pedido, como que lendo os seus pensamentos. O seu sorriso foi a prova maior de que se a banda já conquistou o público português, o público português conquistou (se ainda não o tinha feito antes) a banda numa sala que estava a fervilhar de intensidade metaleira com um grande concerto, daqueles que mereciam ter sido imortalizados para a posteridade.

Texto por Fernando Ferreira
Agradecimentos: Prime Artists