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Se há algum fã de música que é ecléctico quase por natureza é o de metal, embora também seja também onde se verifica os casos de maior ortodoxia e onde por vezes a intolerância por algo mais fora daquilo que é comum dentro da música pesada fala mais alto do que tudo o resto. Isto tudo porque "Janus", o terceiro álbum de Matt Kivel não tem nada de metal. Nem sequer dois minutos de distorção tem. Não tem riffs, não têm solos e raramente tem bateria. Mesmo assim, consegue ser interessante, tão verdadeiro ou genuíno quanto (se não mais que) muitas propostas de metal/rock que por aí andam.

A força da música de Kivel não está na intensidade do ruído que consegue espalhar por onde passa e sim na sensibilidade da mesma - e essa sensibilidade também pode ser intensa. Há por aqui um certo feeling de Jeff Buckley que é muito bem vindo, como na "Pyrrha" ou na assombrosa "Prime Meridian". Embora a toada de todo o álbum seja bem relaxada, não se pode dizer que seja o típico caso em que se tem um trabalho aborrecido, sempre na mesma tecla. O facto de cerca de onze músicos terem ajudado o músico, torna o trabalho mais diversificado, com diversas perspectivas instrumentais, improvisações e experimentalismos.

Do folk tipicamente norte-americano, a algo próximo do jazz e avantgard sem esquecer a tal sensibilidade acústica pop, este é um trabalho riquíssimo que os que têm a mente mais aberta poderão apreciar sem grandes dificuldades. A música flui como a água no pequeno rio, tranquilamente e sem qualquer oposição. Com o campo e com o sol, é a maneira ideal de se passar uma tarde pacata longe do stress urbano. Um bom álbum de um artista que tem vindo a surpreender a cada álbum solo que lança. Esta é apenas a confirmação do seu talento.


Nota: 7/10


Review por Fernando Ferreira