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Temos treze músicas em trinta e seis minutos que demoram algum tempo a passar. Não é a questão dos lugares comuns que fazem com que esta banda seja uma banda de tributo aos Motörhead e Venom (ao mesmo tempo) e que esqueceu-se de como tocar os clássicos e começa a improvisar. Não é dizer que "Too Loud To Live, Too Drunk To Die" soa como se tivesse sido feito em cima do joelho. Apenas não soa a nada de especial. Claro que tem aquele encanto javardo que faz com que gostemos tanto dos Motörhead e Venom e tem alguns momentos que consegue cativar, como o tema título, mas fica muito pouco após findada a audição. A única coisa que fica é a capa, que é boa.

É sabido que a Metal Blade é eclética e que tenta manter os seus pés bem assentes no underground, mas ir buscar esta banda às profundezas do esquecimento sueco se calhar é rigor a mais. Não é mau (ou melhor é, mas é o ser mau que lhe confere alguma qualidade), apenas é fraquinho. Tem os mesmos argumentos dos anteriores álbuns, o que tendo em conta que já não eram famosos, não seria também agora que ficariam bons. Poderia ficar aqui a noite toda a debitar comparações, metáforas e adjectivações quando no final basta dizer que este quarto álbum dos Gehennah seria evitável mas já que a banda não o evitou e a editora ajudou, resta ao ouvinte evitá-lo.


Nota: 4/10

Review por Fernando Ferreira