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Zombieslut tem o seu quê de genial. É uma designação que intriga e isso é a melhor táctica de marketing que pode haver. Temos uma galdéria que é zombie e ficamos na dúvida se ela é galdéria por ser zombie ou se é zombie por ser galdéria. Inquietudes. Felizmente em termos sonoros, a coisa cativa-nos para além destas simples questões. Para já tem um som saudavelmente old school, e por old school não se pense em coisas mal produzidas e em som básico. A produção é crua, é certo, mas as músicas demonstram ter qualidade suficiente para não ficarem presas a esse factor.

Portanto, para quem ainda não percebeu, trata-se de death metal como manda a tradição do final da década de oitenta e inícios da de noventa. Nada de extraordinário, é certo, sem arranjos orquestrais, breakdowns ou a regurgitação de escalas pentatónicas e melódicas menores para cima e baixo, a torto e direito. É simplesmente, death metal que nos faz lembrar nomes como Incubus, Immolation, Incantation e outras bandas começadas por "I" como Cannibal Corpse no início de carreira.

Dinâmico o suficiente para manter o interesse - e mais uma vez, muito cuidado com as interpretações. A dinâmica aqui refere-se ao facto de termos algumas mudanças e variações de tempo, não só de música para música como na própria faixa, o que prova que, tal como já tinhamos dito, estes alemães não são toscos de todo. Indicado a todos os fãs de death metal primitivo que possam ter um ataque de nostalgite aguda. Este é um bom trabalho para viajar no tempo. Pode não ser muito como razão para ouvir uma banda, mas antes essa que nenhuma.

Nota: 6.8/10

Review por Fernando Ferreira