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Se há uma banda que não deixa ninguém indiferente no mundo do metal são os Cradle of Filth. Muito já se falou e dissertou sobre eles, quase desde que lançaram a demo Total Fucking Darkness. Poder-se-á argumentar que este amor/ódio que suscitam em tantas pessoas se deve, primeiramente à personalidade do seu carismático líder Dani Filth, mas se há coisa de que não se pode acusar a banda é de ter parado no tempo.

Quando ouvimos os primeiros minutos do já distante The Principle Evil Made Flesh e os comparamos à primeira audição de Yours Immortally... deste novo Hammer of the Witches, sonicamente parece que escutamos duas bandas completamente diferentes, até a voz do próprio Dani reflete as alterações a que o coletivo tem vindo a ser sujeito ao longo destes anos. Mas é inequívoco que este é um disco de Cradle of Filth, tal como foram os anteriores, e menos interessantes Darkly Darkly Venus Aversa ou The Manticore and Other Horrors.

E comparativamente a esses dois registos não custa afirmar que Hammer of the Witches se encontra num patamar muito superior. Quase que apetece dizer que desde Damnation and a Day que os Cradle of Filth não lançavam um disco tão interessante. E o mais curioso é que se o voltarmos a comparar com os dois registos anteriores, a diferença a nível sonoro, nem sequer é assim tão chocante.

Quase como se tivessem aproveitado toda a complexidade de Darkly Darkly e lhe tivessem injetado uma aura mais etérea, quase gótica por vezes, fazendo de um tema como Blackest Magick in Practice uma incursão no estilo Midian devido à presença mais preponderante dos elementos sinfónicos, sem esquecer claro os riffs poderosos. É especialmente delicioso quando na faixa titulo uma arrepiante linha de violino se sobrepõe à violência emanada pelas guitarras e bateria, criando o tipo de contraste que fez desta banda gigante em tempos idos. Até quando optam por uma agressividade mais constante como em Right Wing Of The Garden Triptych o resultado final acaba por sair bem mais fluido e intenso.

Talvez esta “mudança” não seja tão de estranhar, tendo em conta que temos alguma gente nova no line up dos Cradle of Filth. Como é sabido Paul Allender voltou a abandonar o barco, entrando para o seu lugar os guitarristas Rick Shaw (também nos NG26) e Ashok (ex-Inner Fear), que por acaso já andavam em tour com a banda. Já no campo das teclas e vozes femininas Caroline Campbell dá lugar a Lindsay Schoolcraft dos Daedalean Complex. O resultado está a vista de todos, tanto a nível da magnitude dos riffs, como da nova predominância dos teclados anteriormente mencionada, e quando a isso se junta o dinamismo do baixo de Daniel Firth e a brutalidade que são os ritmos de Marthus, então temos uma banda na plenitude das suas forças e criatividade.

Mas infelizmente Hammer of the Witches não está isento de fillers, e mesmo as melhores faixas aqui presentes dificilmente poderão ombrear com a maioria dos temas dos 4 primeiros discos, mas pelo menos é possível voltar a saborear um disco de Cradle of Filth sem adormecer a meio.

Nota: 8.4/10

Review por António Salazar Antunes