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Finalmente um álbum dos Anthrax depois do excelente "Worship Music" de 2011, um dos seus melhores álbuns dos últimos... sei lá, quinze anos? Já sabemos que os Anthrax pertence aquele lote de bandas que já não é tão produtivo como antes - nem seria isso o esperado - mas quando se ouve um álbum como o anterior, fica-se com sede por mais. Depois de um EP de covers, aqui temos o regresso do thrash nova-iorquino que tanto gostamos. E falamos em thrash porque ainda podemos considerar "For All Kings" como thrash, tal como "Worship Music", embora ofereça uma maior variedade do que aquela que tivemos no início de carreira da banda e a prova disso é a primeira música (You Gotta Believe") depois de uma pequena intro ("Impaled").

"You Gotta Believe" é um bom resumo daquilo que podemos encontrar ao longo do álbum. Thrash à boa e velha maneira dos Anthrax (ouvir o início da "Suzerain", o mesmo é capaz de fazer deitar alguns palcos por esse mundo caso a decidam tocar ao vivo) mas também certos pormenores tipicamente melódicos, não só próprios da era John Bush mas também dos seus primórdios em que havia uma maior (e nítida) influência dos Iron Maiden. Este álbum também marca o primeiro trabalho que conta com Jonathan Donais na guitarra solo, depois do abandono de Rob Caggiano. Para quem não o conhecia ou reverenciava o seu trabalho com os Shadows Fall, com quem continua a tocar, ficará certamente rendido à sua prestação aqui. Caggiano é um excelente guitarrista, mas o estilo de Donais parece mais apropriado à banda, mais explosivo e ao mesmo tempo mais melódico.

E o que dizer da prestação de Joey Belladonna? Se em "Worship Music", o vocalista teve uma das suas melhores prestações de sempre, aqui parece que continua pelo mesmo caminho. Como o vinho do Porto, parece que quanto mais tempo passa, mais apurado fica. No que diz respeito à composição, talvez não tenhamos malhas tão imediatas como antes, mas a apetência para fazer músicas que nos ficam gravados na tola (com mais ou menos insistência) continua em alta. "Breathing Lightning", a já conhecida "Evil Twin" e o épico "Blood Eagle Wings" são temas obrigatórios e sintomáticos da qualidade deste trabalho, apenas para citar alguns.

Mesmo não tendo um efeito tão imediato como o álbum anterior, consegue-se juntar ao mesmo no lote dos melhores trabalhos da banda dos últimos quinze (ou vinte anos). Forte, melódico. Anthrax. Estão de volta. Agora vejam lá é se não demoram mais cincos para lançar bujardas destas - mas se for esse o preço a pagar, aceitamos sem problemas. Façam de conta que não dissemos nada.


Nota: 9/10

Review por Fernando Ferreira