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Álbum de estreia dos noruegueses que chegam cheios de vontade com este "Finnmark" que tanto nos apresenta hardcore, como pós-hardcore, mathcore e até um pouquito de rock e pop à mistura. Calma, não andam a fazer covers da Beyoncé. O pop tem a sua justificação pela presença de refrões como o de "Nye Lydspor" e "Kompis Med Satan", mas no resto da música, o javascal é mais que muito. É uma dicotomia que tem os seus fãs mas que também pode ficar muito ao meio, fazendo que nem agrade os que gostam de melodia nem os que gostam de riffs mais matemáticos e abrasivos. Já sem falar da voz.

Pois, a voz. Unidimensional e igual a tantas outras vozes de bandas hardcore/emo/pós e é nesse ponto que "Finnmark" fraqueja, pelo menos na nossa sincera e afável opinião. A intensidade é um facto inegável, no entanto, estando a voz sempre, ou quase sempre, no mesmo registo, torna-se difícil com que se retenha alguma das músicas. O que acaba por ficar mesmo são os refrões (ou pelo menos a melodia, já que as letras são todas em norueguês) e o resto passa tudo ao lado. No entanto, também é verdade, que a voz é apenas um dos pontos por onde se pode pegar em "Finnmark".

Para quem não for muito sensível a esse aspecto, o da unidimensionalidade do trabalho, poderá concentrar-se mais no instrumental que vai mostrando diferentes coisas conforme se vão sucedendo as audições. Onde também acertam em cheio, é mesmo na curta duração, que acaba por ser a ideal para algo tão intenso. É uma estreia sólida, que definitivamente tem tudo para agradar os fãs de hardcore mais moderno e abrasivo, que compensa no instrumental a falta de variação na voz - e temas como "Gjengtegn" e "Symbola" soam sempre bem. Interessante nome da cena norueguesa de hardcore que chega agora ao primeiro trabalho de longa duração.


Nota: 6/10

Review por Fernando Ferreira